"As coisas encobertas pertencem ao nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta lei."
Deuteronômio 29:29

Estudos Bíblicos > Daniel
  1. Daniel - um livro para os dias de hoje
  2. Dois Poderes em Conflito
  3. Uma Estátua Assustadora
  4. Prova de Fogo
  5. Do Palácio ao Pasto
  6. A Queda de Babilônia
  7. Na Cova dos Leões com Daniel
  8. Quatro Animais Estranhos
  9. O Chifre Pequeno e o Ataque a Lei de Deus
  10. Um Carneiro e um Bode
  11. 2300 Tardes e Manhãs e a Purificação do Santuário (Parte 1)
  12. 2300 Tardes e Manhãs e a Purificação do Santuário (Parte 2)
  13. Daniel no Rio Tigre
  14. Reis em Guerra
  15. Um Tempo de Angústia sem Precedentes
  16. O Estabelecimento do Eterno Reino de Cristo
Pergunta Daniel > DANIEL - UM LIVRO PARA OS DIAS DE HOJE Passagem
1.1 De acordo com Jesus, quem é o autor do livro de Daniel? Mt.24:15; Comentário
1.2 Quem era Daniel? Dn.1:3-6; Comentário
1.3 Que tempo profético recebe grande ênfase no livro de Daniel? Dn.2:28;Dn.10:14 Comentário
1.4 Já que as profecias dadas a Daniel eram para "o tempo do fim", que ordem ele recebeu do anjo? Dn.12:4;Dn.12:9 Comentário
1.5 Quando se iniciaria o "tempo do fim" e os mistérios do livro poderiam então ser compreendidos? Dn.12:6-7; Comentário
1.6 Em profecias, quanto tempo representa um dia literal? Nm.14:34;Ez.4:7 Comentário
1.7 Que segurança a Bíblia nos oferece quanto ao futuro? Am.3:7; Comentário
1.8 Qual é o resultado de rejeitar a mensagem profética? Pv.29:18; Comentário
1.9 Que advertência deu Jesus ao falar sobre uma profecia de Daniel? Mt.24:15; Comentário
Pergunta Daniel > AS SETE IGREJAS DO APOCALIPSE Passagem
2.1 O livro de Daniel apresenta, em sua introdução, duas cidades em conflito. Quais são elas? Dn.1:1; Comentário
2.2 O que Deus permitiu que Nabucodonosor fizesse ao Seu povo? Dn.1:1-2; Comentário
2.3 Qual foi o primeiro desafio imposto aos jovens cativos na Babilônia? Dn.1:3-4; Comentário
2.4 Qual foi o segundo desafio que Daniel e seus amigos tiveram que se submeter durante três anos? Dn.1:5-6; Comentário
2.5 Que atitude Daniel tomou com relação à dieta determinada pelo rei? Dn.1:8; Comentário
2.6 Que experimento Daniel propôs ao cozinheiro-chefe e qual foi o resultado? Dn.1:11-16; Comentário
2.7 O terceiro desafio refere-se à mudança dos nomes. Que novos nomes receberam Daniel e seus amigos? Dn.1:7; Comentário
2.8 O que Deus deu aos jovens representando a vitória no conflito entre o bem e o mal? Dn.1:17;Dn.1:19-20 Comentário
Pergunta Daniel > UMA ESTÁTUA ASSUSTADORA Passagem
3.1 O que aconteceu com Nabucodonosor, rei de Babilônia, no segundo ano do seu reinado? Dn.2:1; Comentário
3.2 O que ocorreria aos sábios de Babilônia (magos, encantadores, feiticeiros e caldeus) se não revelassem o sonho e sua interpretação ao rei? Dn.2:2-5; Comentário
3.3 Como foi revelado a Daniel o sonho do rei e sua interpretação? Dn.2:19-23; Comentário
3.4 O que o rei Nabucodonosor havia sonhado? Dn.2:31-33; Comentário
3.5 O que atingiu os pés da estátua? Dn.2:34-35; Comentário
3.6 Como o sonho foi interpretado por Daniel? O que as partes em metal da estátua representavam? Dn.2:36-45; Comentário
Pergunta Daniel > PROVA DE FOGO Passagem
4.1 O que o rei Nabucodonosor construiu na planície de Dura? Dn.3:1; Comentário
4.2 O que deveriam fazer todos os que tivessem presentes à cerimônia? Dn.3:5; Comentário
4.3 O que aconteceria com os que desobedecessem à ordem do rei? Dn.3:6; Comentário
4.4 Alguém presente à cerimônia ousou desobedecer? Dn.3:12; Comentário
4.5 Uma nova oportunidade foi dada aos jovens para evitar sua morte. Qual foi a resposta dada ao rei? Dn.3:16-18; Comentário
4.6 O que fez o rei diante da resistência dos jovens? Dn.3:19-23; Comentário
4.7 Como Deus recompensou a fidelidade dos três jovens? Dn.3:24-27; Comentário
4.8 Como o rei reconheceu a superioridade do Deus dos jovens hebreus em relação aos deuses de Babilônia? Dn.3:28-29; Comentário
4.9 Que promessa Deus deu para aqueles que passam hoje por provações semelhantes? Is.43:2; Comentário
Pergunta Daniel > DO PALÁCIO AO PASTO Passagem
5.1 Que declaração fez o rei Nabucodonosor a respeito de Deus? Dn.4:3; Comentário
5.2 O que trouxe espanto ao rei Nabucodonosor? Dn.4:5; Comentário
5.3 Que pessoas foram novamente chamadas para decifrarem o sonho? Dn.4:7; Comentário
5.4 Descreva o sonho de Nabucodonosor. Dn.4:10-17; Comentário
5.5 Segundo a interpretação de Daniel o que aconteceria ao rei? Dn.4:20-22;Dn.4:25 Comentário
5.6 Que declaração feita pelo rei trouxe-lhe o juízo divino? Dn.4:30-31; Comentário
5.7 Após os sete anos de loucura, o que reconheceu o rei Nabucodonosor? Dn.4:34-37; Comentário
Pergunta Daniel > A QUEDA DE BABILÔNIA Passagem
6.1 Quem era Belsazar e o que ele fez no banquete que ofereceu aos príncipes de Babilônia? Dn.5:1-4; Comentário
6.2 O que aconteceu enquanto o rei e seus convidados se embriagavam? Dn.5:5-6; Comentário
6.3 Que atitude tomou o rei diante da escritura na parede? Dn.5:7-9; Comentário
6.4 Que conselho a rainha-mãe deu ao rei? Dn.5:10-12; Comentário
6.5 Qual foi o pecado de Belsazar? Dn.5:23; Comentário
6.6 Que significava a escritura na parede? Dn.5:24-28; Comentário
6.7 O que ocorreu com Belsazar naquela mesma noite? Dn.5:30-31; Comentário
6.8 Várias profecias falavam sobre a queda de Babilônia e a libertação do povo de Deus. Comentário
6.9 Qual é o último apelo de Deus à humanidade? Ap.18:4; Comentário
Pergunta Daniel > NA COVA DOS LEÕES COM DANIEL Passagem
7.1 Por que o rei Dario quis constituir a Daniel sobre todo o reino? Dn.6:1-3; Comentário
7.2 Que sentimento foi despertado nos príncipes ao saberem da nomeação de Daniel? Dn.6:4-5; Comentário
7.3 Que proposta os príncipes fizeram ao rei Dario? Dn.6:6-9; Comentário
7.4 O que fez Daniel ao saber do decreto do rei? Dn.6:10; Comentário
7.5 Qual foi a acusação que os príncipes fizeram contra Daniel? Dn.6:13; Comentário
7.6 Após tentar livrar Daniel, o que o rei teve que fazer contra a sua própria vontade? Dn.6:14-17; Comentário
7.7 Como Deus livrou Daniel da morte? Dn.6:22; Comentário
7.8 Como o rei reconheceu a supremacia do Deus de Daniel? Dn.6:25-27; Comentário
7.9 Qual foi o resultado da fidelidade de Daniel? Dn.6:28; Comentário
Pergunta Daniel > AS DUAS TESTEMUNHAS MÁRTIRES Passagem
8.1 No primeiro ano do rei Belsazar, que sonho Daniel teve? Dn.7:1-3; Comentário
8.2 O que representam os quatro animais que subiam do mar? Dn.7:17; Comentário
8.3 Como era o primeiro animal? Dn.7:4; Comentário
8.4 Que características tinha o segundo animal? Dn.7:5; Comentário
8.5 Descreva o terceiro animal? Dn.7:6; Comentário
8.6 Como Daniel descreve o quarto animal? Dn.7:7; Comentário
8.7 Que garantia Deus deu ao Seu povo em meio às ameaças das nações? Dn.7:18;Dn.7:22;Dn.7:27; Comentário
Pergunta Daniel > O CHIFRE PEQUENO E O ATAQUE À LEI DE DEUS Passagem
9.1 Dos quatro animais vistos na última lição, qual deles Daniel teve maior interesse em conhecer? Por quê? Dn.7:19-21; Comentário
9.2 O que representam os dez chifres do quarto animal? Dn.7:24; Comentário
9.3 Enquanto Daniel observava os 10 chifres do quarto animal, o que mais ele percebeu? Dn.7:8;Dn.7:20 Comentário
Pergunta Daniel > UM CARNEIRO E UM BODE Passagem
10.1 Qual foi o primeiro animal visto por Daniel? Dn.8:3-4; Comentário
10.2 Qual foi o segundo animal visto por Daniel? Dn.8:5; Comentário
10.3 O que aconteceu em seguida com os dois animais? Dn.8:6-7; Comentário
10.4 Depois de sair vitorioso o que aconteceu com o grande chifre do bode? Dn.8:8;Dn.8:22 Comentário
10.5 Que novo elemento surge na visão de Daniel e o que ele faria? Dn.8:9-12;Dn.8:23-25 Comentário
10.6 Até quando durariam os ataques do chifre pequeno ao povo de Deus e Sua Lei? Dn.8:13-14; Comentário
10.7 Quando Daniel quis saber o significado da visão, qual foi a resposta que o anjo Gabriel lhe deu? Dn.8:16-19; Comentário
10.8 O anjo explicou alguns elementos da visão, como a identidade dos animais, mas qual a parte que Daniel não entendeu? Dn.8:26-27; Comentário
Pergunta Daniel > 2.300 TARDES E MANHÃS E A PURIFICAÇÃO DO SANTUÁRIO (PARTE 1) Passagem
11.1 Até quando o chifre pequeno atacaria o povo de Deus e à Sua Lei? Dn.8:13-14; Comentário
11.2 Qual foi a ordem de Deus a Moisés após a saída do Egito? Ex.25:8; Comentário
11.3 Quantos cordeiros deveriam morrer todos os dias no santuário? Ex.29:38-39; Comentário
11.4 Que outro serviço havia no santuário e quando era realizado? Lv.16:29-30; Comentário
11.5 Antes de realizar o cerimonial do Dia da Expiação o que fazia o sumo sacerdote? Lv.16:3-4;Lv.16:11-14 Comentário
11.6 Que animais entravam em cena no Dia da Expiação ou purificação do santuário? Lv.16:5-10; Comentário
11.7 O que simbolizavam estes animais? Hb.9:11-14;Ap.20:1-3;Ap.20:9-10; Comentário
11.8 Como Jesus cumpriu a tipologia dos animais mortos no santuário? Mt.27:50-51;Lc.24:44-47 Comentário
11.9 O que aconteceu com o santuário terrestre? Mt.24:1-2; Comentário
11.10 De que santuário está falando Daniel 8:14? Dn.8:14; Comentário
Pergunta Daniel > 2.300 TARDES E MANHÃS E A PURIFICAÇÃO DO SANTUÁRIO (PARTE 2) Passagem
12.1 De acordo com a profecia, quando ocorreria a purificação do santuário? Dn.8:14; Comentário
12.2 Qual foi o motivo da oração de Daniel? Dn.9:1-3;Dn.9:17-18 Comentário
12.3 O que aconteceu enquanto Daniel orava? Dn.9:21-23; Comentário
12.4 Que outro período profético relacionado aos 2.300 anos foi também mencionado pelo anjo? Dn.9:24; Comentário
12.5 Que evento assinala o início das 70 semanas e também o início dos 2.300 anos? Dn.9:25; Comentário
12.6 Como Gabriel explicou a primeira parte da profecia das 70 semanas? Dn.9:25; Comentário
12.7 O que aconteceu no ano 27 d.C., ao fim das 69 semanas da profecia? Lc.3:1-3;Lc.3:21-22 Comentário
12.8 Conforme Daniel 9:27, quanto tempo duraria o ministério terrestre de Jesus? Comentário
12.9 O que aconteceria ao Ungido (Jesus) na metade da última semana? Dn.9:27; Comentário
12.10 Quando terminariam as 2.300 tardes e manhãs para que o santuário fosse purificado? Dn.8:14;Dn.9:25;Hb.9:22; Comentário
Pergunta Daniel > DANIEL NO RIO TIGRE Passagem
13.1 O que sucedeu a Daniel enquanto caminhava às margens do rio Tigre? Dn.10:1; Comentário
13.2 O que Daniel viu na visão? Dn.10:5-7; Comentário
13.3 Por que era tão importante a reconstrução do templo? 1Rs.8:43;Ag.2:7 Comentário
13.4 Que fez Daniel quando soube da ação dos inimigos? Dn.10:2-3;Dn.10:12 Comentário
13.5 Que pessoa em especial Daniel contemplou em sua visão? Dn.10:5-7;Ap.1:12-18 Comentário
13.6 Quem são os "príncipes" em combate nesta visão de Daniel? Dn.10:5-7;Dn.10:13;Dn.10:21;Ap.1:13-16;Ap.12:7-9;Ez.28:13-18;Is.14:12-14; Comentário
13.7 Quando é que um anjo, possivelmente Gabriel, foi enviado para atender a oração de Daniel? Dn.10:12; Comentário
13.8 Miguel veio ajudar o anjo no conflito contra o príncipe do reino da Pérsia. De acordo com a Bíblia, quem é Miguel? Dn.10:13;Dn.10:21;Dn.12:1;Jd.1:9;Ap.12:7; Comentário
Pergunta Daniel > REIS EM GUERRA Passagem
14.1 Quantos reis ainda se levantariam na Pérsia? Dn.11:2; Comentário
14.2 De acordo com a visão, o que o quarto reino faria contra a Grécia? Dn.11:3;Dn.8:7 Comentário
14.3 Que rei poderoso é mencionado nesta visão e o que a profecia fala a respeito de sua queda? Dn.11:3-4; Comentário
14.4 Conforme a visão, que generais ou "reis" recebem destaque entre os demais? Dn.11:5; Comentário
14.5 O que fariam estes dois reinos para promoverem a paz entre si? Dn.11:6; Comentário
14.6 Como podemos ter certeza de que os versos 21 em diante se referem à Roma Pagã e Papal? Dn.11:21-22;Dn.11:28;Dn.11:31;Dn.11:33;Dn.11:36; Comentário
14.7 Que faria este "homem vil" contra o santuário? Dn.11:31; Comentário
14.8 O que mais este poder faria contra os santos do Altíssimo? Dn.11:33;Dn.12:7;Dn.7:25; Comentário
14.9 Qual será o fim deste poder perseguidor do povo de Deus? Dn.11:45; Comentário
Pergunta Daniel > UM TEMPO DE ANGÚSTIA SEM PRECEDENTES Passagem
15.1 Que revelação foi apresentada a Daniel com relação aos últimos dias? Dn.12:1; Comentário
15.2 Que descrição faz o profeta Jeremias deste mesmo evento? Je.30:5-7; Comentário
15.3 Que evento assinala o início deste período de prova para o povo de Deus? Ap.15:8;Ap.22:11 Comentário
15.4 Quais os eventos que ocorrerão ANTES do fechamento da porta da graça? Jl.2:23;Jl.2:28;Mt.24:14;Ap.13:14-17;2Co.11:14;2Ts.2:8-10 Comentário
15.5 O que ocorrerá quando Cristo encerrar Sua obra mediadora no Santuário Celestial? Ap.15:6;Ap.16:1 Comentário
15.6 Quais os eventos que ocorrerão DEPOIS do fechamento da porta da graça? Dn.12:1;Ap.16:1-21;Ap.1:7;Dn.12:2;1Ts.4:16; Comentário
15.7 A Volta de Jesus dará início a qual período de tempo? Ap.20:4; Comentário
15.8 Quais os eventos que ocorrerão DEPOIS do milênio? Ap.21:1;Ap.20:7;Ap.20:5;Ap.20:8-9;Ap.21:2; Comentário
15.9 Quem somente poderá entrar na cidade que Deus está preparando? Dn.12:1;Ap.21:27 Comentário
15.10 Quais palavras foram ditas pelo anjo a Daniel? Dn.12:4;Dn.12:13 Comentário
Pergunta Daniel > O ESTABELECIMENTO DO ETERNO REINO DE CRISTO Passagem
16.1 O que representa a pedra lançada "sem auxílio de mãos" que destrói a estátua? Dn.2:44;1Co.10:4 Comentário
16.2 Que evento futuro encontra paralelo com a história narrada em Daniel 5? Dn.5:25-31;Ap.14:8 Comentário
16.3 O profeta Daniel anunciou a primeira Vinda de Cristo. Que dois grandes fatos foram relatados a respeito do Messias? Dn.9:25-27; Comentário
16.4 Que certeza foi dada a Daniel através do anjo? Dn.12:13; Comentário
16.5 De acordo com Daniel 12:1 (última parte), quem fará parte do grupo dos salvos? Dn.12:1; Comentário
16.6 Sabendo da brevidade da Volta de Cristo, que atitudes devemos tomar? Mc.16:16; Comentário
16.7 Qual será a recompensa dos salvos? Mt.25:34; Comentário
Pergunta O grande conflito > Comentários
1.1 Durante séculos a Bíblia foi proibida e censurada. Muitos perderam a vida porque acreditavam e ensinavam as verdades nela reveladas. No entanto, vivemos hoje um tempo de liberdade religiosa e temos que aproveitar cada minuto para descobrirmos a vontade de Deus para a nossa vida. Por isso é um sagrado privilégio ter a Bíblia em nossas mãos e poder estudá-la. Antes de começar cada estudo, faça uma oração suplicando que o mesmo Espírito, que inspirou os apóstolos e profetas a escreverem este livro, ilumine sua mente enquanto você ouve a voz de Deus através de suas páginas. Ao todo, a Palavra de Deus, a Bíblia, contém 66 livros que estão divididos em dois Testamentos:

ANTIGO TESTAMENTO:
1) Pentateuco: São os primeiros cinco livros da Bíblia escritos por Moisés, também chamados de Torah (lei) pelos judeus. Na língua grega penta significa "cinco" e teuco significa "livro".
2) Livros históricos: Josué a Ester.
3) Livros poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares (ou Cântico dos cânticos) de Salomão.
4) Livros proféticos:
Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.
Profetas menores: Oséias a Malaquias.

NOVO TESTAMENTO:
1) Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.
2) Histórico: Atos dos Apóstolos.
3) Epístolas: a) Gerais (Tiago, Pedro, João e Judas). b) Paulinas (todas as cartas de Paulo).
4) Profético: Apocalipse.

Acreditamos que os livros proféticos de Daniel e Apocalipse têm mensagens específicas para nossos dias, por isso, escolhemos o livro de Daniel para nosso estudo. Este livro vai nos proporcionar uma viagem extraordinária ao passado, através de suas histórias, e ao futuro, através das enigmáticas profecias que ele apresenta.
O tema central do livro é o GRANDE CONFLITO entre o bem e o mal, entre a vontade de Deus e a vontade humana, entre as verdades do Céu e as crendices pagãs, entre o eterno Governante do Universo e os transitórios governantes da terra, entre o perseguido povo de Deus e seus inimigos perseguidores.
A opinião tradicional, tanto de judeus como de cristãos, é que o livro de Daniel foi escrito por volta do ano 600 a.C., período em que Daniel esteve como prisioneiro no grande Império da Babilônia.
Há algumas evidências para acreditarmos que Daniel tenha escrito o livro que leva o seu nome. Ao escrever, ele usa a primeira pessoa do singular. Em segundo lugar, somente alguém que tenha vivido no VI século a.C. podia conhecer detalhes como os contidos no livro. Por fim, se o próprio Cristo afirma que Daniel foi o autor, então, não há razão para duvidar.
1.2 Quando Nabucodonosor invadiu pela primeira vez a cidade de Jerusalém em 605 a.C., ele levou cativos para Babilónia vários jovens da linhagem real e que pertenciam à nobreza de Israel. Entre esses estavam Daniel e seus três amigos, Hananias, Misael e Azarias.
1.3 A mensagem de Deus foi clara. Uma parte do livro de Daniel referia-se aos dias ainda muito distantes, período também mencionado na Bíblia como "últimos dias" (2Tm.3:1; 2Pe.3:3). Estas profecias requerem especial atenção, pois se destinam especificamente ao tempo em que vivemos.
1.4 O livro de Daniel teria uma parte selada que seria compreendida apenas no "tempo do fim" (Dn.12:2). Daniel recebeu instruções de fechar e selar estas profecias até que, no tempo determinado, mediante um estudo diligente do livro, os mistérios de Deus seriam revelados (Dn.12:4).
1.5 As profecias de Daniel que estavam seladas e só seriam compreendidas quando chegasse o "tempo do Fim", e isso seria depois de "um tempo, dois tempos e metade de um tempo" (Dn.12:7). A expressão "tempos" equivale a "anos" (veja Dn.11:13). Assim temos:
1 TEMPO..........1 ANO............12 MESES
2 TEMPOS........2 ANOS..........24 MESES
½ TEMPO.........1/2 ANOS........6 MESES
TOTAL 3,5 TEMPOS 3,5 ANOS 42 MESES.
1.6 Ao lidarmos com períodos proféticos, um dia equivale a um ano literal. Assim, o período acima pode ser interpretado como 42 meses ou 1.260 dias/anos (42X30=1.260). Este mesmo período de tempo (um tempo, dois tempos e metade de um tempo) aparece também em Dn.7:25, quando fala do momento em que os "santos" (filhos leais a Deus) seriam entregues nas mãos do "chifre pequeno", um poder antagônico a Deus (Dn.7:21), para serem perseguidos. Este período de perseguição do "chifre pequeno" aos "santos do Altíssimo" (Dn.7:25) se cumpriu, na história dos anos 538 d.C. a 1798 d.C. Assim, o ano de 1798 dá início ao chamado "tempo do fim", quando as profecias seladas de Daniel seriam estudadas e plenamente compreendidas (veremos este assunto com detalhes mais adiante).
1.7 O profeta Amós diz que Deus não fará "coisa alguma sem primeiro revelar Seus segredos aos Seus servos, os profetas". Daniel, diferente da maioria dos profetas, foi chamado por Deus para receber revelações que se aplicam exclusivamente aos nossos dias. Veremos em cada história e profecia de seu livro, mensagens divinas que nos fortalecem e animam à medida que nos aproximamos da última grande crise da história (Dn.12:1). Assim, é imprescindível reservarmos tempo para o estudo desse livro, pois quando o homem despreza as profecias, ele se corrompe (Pv.29:18; 1Ts.5:20).
1.8 Quando as pessoas desprezam a mensagem profética, elas perdem o padrão moral de Deus para suas vidas. O resultado é a degradação, pois sem Deus o homem se corrompe. A palavra profética é a forma que Deus usa para demonstrar que podemos confiar totalmente nEle no que diz respeito à nossa vida no presente e também no que Ele tem revelado quanto ao futuro.
1.9 LER E ENTENDER. Esses são os desafios para todos nós. Agora que descobrimos que já estamos vivendo no "tempo do fim", quando as profecias de Daniel já podem ser desvendadas, vamos aprofundar nosso estudo. Na próxima lição descobriremos como Deus cuida de Seus filhos independentemente das circunstâncias adversas.
2.1 Estamos acostumados a ver o mais forte sempre vencendo o mais fraco, seja numa briga no colégio, numa partida de futebol ou na corrida do predador em busca da caça. O mais forte sempre vence, embora o mais forte nem sempre seja o melhor. Parece ser uma lei da vida, porém em alguns momentos, esta lei é contrariada, quando o fraco vence o forte e o menor suplanta o maior. Você pode então perguntar: Como isso é possível?
Não sabemos todas as respostas, mas ao estudarmos o livro de Daniel, fica muito claro que aqueles que confiam em Deus, sempre vencem no final, mesmo em menor número ou em aparente de desvantagem.
Desde o início do livro vemos em marcha o grande conflito entre o bem e o mal, entre o culto pagão e a adoração ao verdadeiro Deus. Logo no primeiro verso, duas cidades se destacam. Jerusalém, capital do povo de Deus, e Babilônia, capital idólatra que representa a sede do poder que se opõe a Deus. De fato, estas duas cidades são mencionadas em toda a Bíblia, do Gênesis (Gn.4:17; Gn.10:10) ao Apocalipse (Ap.14:1-20 e Ap.18:1-24; Ap.21:2-3), e podemos ver a intensa luta entre a luz e as trevas, a verdade e o erro em cada momento da história.
2.2 O cativeiro babilônico é uma prova de que o Senhor controla os acontecimentos na história e dirige Seu povo. Era Sua intenção que os judeus fossem escravizados pelos babilônicos (caldeus) para abrir-lhes os olhos para as consequências de sua rebelião, de modo a poder, futuramente, conduzi-los a um estilo de vida melhor. Várias advertências haviam sido dadas denunciando seus pecados, mas nenhuma reforma foi vista (Is.39:6-7; Je.25:11). Deus então, para cumprir Seus propósitos e salvar Seu povo, permitiu o cativeiro, entregando-os a Nabucodonosor.
2.3 Seguindo o costume da época, Nabucodonosor ordenou que jovens fossem preparados para assistirem no palácio do rei e deveriam aprender as ciências dos caldeus para adotarem os elementos pagãos mesclados nesta cultura. Este período preparatório duraria três anos (Dn.1:3-5), e no final dele seria feito um teste para saber quem estaria apto a assistir no palácio real. Este foi um desafio cultural, pois os jovens hebreus foram induzidos a adotar elementos da cultura babilônica que certamente contrariavam os princípios da religião hebraica que eles praticavam.
2.4 Nabucodonosor ordenou que todos os jovens deviam participar dos manjares e iguarias da mesa real. Provavelmente, alimentos imundos e bebidas alcóolicas faziam parte do cardápio, algo que era proibido pela lei judaica (Lv.11:1-47; Pv.20:1). Além disso, as carnes ali oferecidas eram, primeiramente, sacrificadas aos ídolos pagãos, costume também condenado no Novo Testamento (At.15:29). Este foi um segundo teste para os jovens hebreus, o desafio do regime alimentar. Eles foram tentados a comer coisas que Deus não aprova, pois estes alimentos e bebidas são prejudiciais à saúde e destroem nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo (1Co.3:16-17; 1Co.6:19-20; 1Co.10:31).
2.5 No momento de prova, Daniel manteve-se fiel a Deus e decidiu seguir os princípios de temperança, mesmo que com isso contrariasse a ordem do rei e pusesse em risco a própria vida. Os jovens haviam aprendido a desenvolver hábitos corretos que promoviam a saúde plena, pois a capacidade intelectual, a força física e a longevidade dependem de leis imutáveis criadas por Deus. Nesta questão o acaso não existe. É uma lei do céu: "pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gl.6:7).
2.6 Daniel propôs uma alimentação alternativa durante dez dias. Ao final deste período, os resultados provaram exatamente o oposto do que o cozinheiro-chefe esperava. Os que haviam sido temperantes estavam mais saudáveis, mais Fortes e possuíam maior capacidade mental que aqueles que condescenderam com o apetite. É impressionante notar que ao término dos três anos de estudos, Daniel e seus amigos foram considerados "dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores" de todo o reino de Babilônia (Dn.1:20).
2.7 A mudança de seus nomes significava que estes jovens hebreus estavam sendo adotados na corte babilônica e intencionava-se que eles abandonassem sua religião hebraica e aceitassem o politeísmo de Babilônia. Seus novos nomes representavam divindades caldeias. Isso representava um terceiro teste, o desafio religioso. Perceba as diferenças entre os nomes:

Daniel: "Deus é meu juiz".
Beltessasar: "Bel proteja sua vida [a do rei]".
Hananias: "o Senhor é bondoso comigo".
Sadraque: "inspiração ao deus sol".
Misael: "semelhante a Deus".
Mesaque: "servo da deusa Sheba".
Azarias: "o Senhor é meu ajudador".
Abede-Nego: "o servo de Nebo''.
2.8 Deus concedeu a Daniel e aos seus amigos conhecimento e sabedoria acima de todos os outros, permitindo-lhes que assistissem diretamente diante do rei. O texto ainda mostra que a Daniel foi dada "inteligência de todas as visões e sonhos" (Dn.1:17). Isso demonstra que ele já estava sendo preparado para o exercício do ministério profético e que seria um veículo das surpreendentes revelações divinas à posteridade. Logo no primeiro capítulo de Daniel aprendemos que Deus nunca desampara Seu povo, mas concede sabedoria, coragem e livramento diante das circunstâncias adversas. No conflito entre o bem e o mal, Deus e Seu povo sempre têm a vitória final.
3.1 Já pensou como seria interessante se pudéssemos prever o futuro? Saber dos fatos antes que eles acontecessem? Poderíamos evitar um acidente de carro, uma briga, um divórcio e tantas outras coisas, não é verdade? Mas algo estranho aconteceria, pois todos saberiam o resultado final das coisas. Você iria a uma entrevista de emprego se soubesse que não seria aceito? Claro que não!
Em alguns momentos seria interessante conhecer o futuro, mas por outro lado, poderia ser extremamente tedioso, por exemplo: você gostaria de saber exatamente o dia e hora da perda de um amigo querido, um parente ou até mesmo saber o dia da sua morte? Não precisa dizer mais nada, certo?
Definitivamente, conhecer o futuro não seria tão bom como alguém imagina. Por isso, Deus não permitiu ninguém conhecer o futuro. Ninguém pode prever o amanhã, nem astrólogos, nem cartomantes, nem adivinhos, nem os que jogam búzios. Somente Deus conhece o futuro e pode dizer o que ainda vai acontecer (Is.44:6-7). No estudo de hoje descobriremos como Deus revelou, através de um sonho, o futuro da humanidade.
De acordo com estudiosos, O segundo ano do reinado de Nabucodonosor foi o ano 603 a.C. A Bíblia declara que ele ficou profundamente perturbado por um sonho e perdeu o sono. Os babilônicos consideravam os sonhos com temor, pois pensavam que eram revelações de suas deidades e procuravam descobrir sua verdadeira interpretação, O fato de esquecer o que havia sonhado poderia representar o desagrado por parte das deidades que a pessoa adorava.
3.2 Quando os sábios chegaram à presença do rei, pediram que ele contasse o sonho, mas para surpresa deles, o rei não se lembrava do que havia sonhado. Eles estavam numa situação delicada, pois tudo que inventassem acerca do sonho, poderia ser imediatamente detectado. Além disso, para piorar a situação, o rei declarou que eles iriam morrer se não dissessem o sonho e a sua interpretação. Os sábios então tiveram que reconhecer: "Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige... senão os deuses, e estes não moram com os homens" (Dn.2:10-11). Nesse tempo, Daniel e seus amigos já estavam junto à corre babilônica e a sorte deles seria a mesma. O decreto de morte envolvia a "todos os sábios" (Dn.2:12).
3.3 Daniel era um jovem dependente de Deus e confiava na oração. Fez saber o caso aos seus amigos e todos clamaram a Deus por misericórdia e livramento. O céu recompensou a fé dos jovens hebreus. "Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite" (Dn.2:19). Daniel reconheceu, então, que há um Deus que está no controle da história.
3.4 O sonho apresentava uma grande e assustadora estátua, cujas partes estavam divididas em materiais diferentes entre si. O rei ficou extasiado com a revelação de Daniel. Cada detalhe trazia à sua memória as recordações do sonho.
3.5 Em seu sonho Nabucodonosor viu uma grande pedra cortada sem auxílio de mãos que atingiu os pés da estátua e a destruiu completamente. Em seguida, a pedra transformou-se numa grande montanha que encheu toda a Terra.
3.6 a) Cabeça de ouro (2:37, 38)
b) Peito e braços de prata (2:39)
c) Ventre e quadris de bronze (2:39)
d) Pernas de ferro (2:40)
e) Pés de ferro e barro (2:41-43)
f) Pedra (2:44, 45)
A história secular é a melhor intérprete da profecia bíblica. Daniel disse claramente que Nabucodonosor, representante do Império Babilônico, era a cabeça de ouro da estátua. Babilônia dominou o mundo dos anos 605 a.C. até o ano 539 a.C. O ouro era um simbolismo muito bem apropriado à Babilônia. Heródoto, considerado o "pai da história", descreve o resplendor do ouro nos templos sagrados da cidade assim: "Na parte inferior do templo de Babilônia há outra capela, onde se vê uma grande estátua de ouro representando Júpiter sentado. Ao lado, uma grande mesa de ouro.

BABILÔNIA (605 a.C – 539 a.C)
Nabucodonosor, representante do Império Babilônico, era a cabeça de ouro da estátua. Babilônia dominou o mundo dos anos 605 a.C. até o ano 539 a.C. O ouro era um simbolismo muito bem apropriado à Babilônia.

MEDO-PÉRSIA (539 a.C – 331 a.C)
Ciro repatriou os povos deslocados e restaurou os templos e santuários religiosos pela Mesopotâmia e em outros lugares na região. A Medo-Pérsia dominou o mundo dos anos 539 a.C. até 331 a.C., e está representada na estátua pelo peito e braços de prata.

GRÉCIA (331 a.C – 168 a.C)
O terceiro reino, após a Medo-Pérsia, foi a Grécia de Alexandre, o Grande (331 a.C. a 168 a.C.). Este império está representado na estátua pelo ventre e quadris de bronze.

ROMA (168 a.C – 476 d.C)
O quarto reino mundial, representado na estátua pelas pernas de ferro e os pés de ferro e barro, foi a Roma dos Césares (168 a.C – 476 d.C). Jesus nasceu e morreu sob a jurisdição de Roma.
O trono e o escabelo são do mesmo metal... Vê-se também, fora da capela, um altar de ouro... havia naquele templo, no recinto sagrado, uma estátua de ouro maciço de 12 e côvados de altura" (Heródoto. História, vol. 1, pp. 91, 92). O reino que sucedeu Babilônia foi a Medo-Pérsia, liderada pelo grande Ciro (Is.45:1), e prefigurada no sonho pelo peito e braços de prata. A história da queda de Babilônia está registrada no Cilindro de Ciro, de propriedade do Museu Britânico. O arqueólogo britânico Hormuzd Rassam descobriu esse cilindro em março de 1879. Ele data do século VI a.C., e foi descoberto nas ruínas de Babilônia. Estava nas fundações de Esagila, o templo principal da cidade, consagrado ao deus Marduque. É deste templo que nos vem a comprovação histórica da queda de Babilônia e da ascensão do Império Medo-Pérsia.
Nas linhas 15 a 21 do cilindro aparecem trechos mostrando a genealogia de Ciro, o Grande, e relatando a sua captura da Babilônia em 539 a.C. Revela ainda a queda de Nabonido, rei da Babilônia, e exalta os esforços de Ciro para repatriar os povos deslocados e restaurar templos e santuários religiosos pela Mesopotâmia e em outros lugares na região. A Medo-Pérsia dominou o mundo dos anos 539 a.C. até 331 a.C.
O terceiro reino, após a Medo-Pérsia, foi a Grécia de Alexandre, o Grande (331 a.C. a 168 a.C.). Este império está representado na estátua pelo ventre e quadris de bronze. Alexandre travou três batalhas até vencer Dario III, rei da Medo-Pérsia. A primeira foi a batalha de Grânico, no ano 334 a.C., a segunda foi a de Issos, no ano 333 a.C. e a última, no ano 331 a.C., foi a batalha de Arbela ou Gaugamela. Assim, o ano 331 a.C. assinala o fim do Império Medo-Pérsia e o início do domínio de Alexandre, o Grande.
O quarto reino mundial, representado na estátua pelas pernas de ferro e os pés de ferro e barro, foi a Roma dos Césares (168 a.C. a 476 d.C.). Jesus nasceu e morreu sob a jurisdição de Roma. O historiador britânico Edward Gibbon, em sua obra The Decline and Fall of the Roman Empire, (O declínio e queda do Império Romano) vol. III, p. 543, menciona oito das dez tribos que minaram a autoridade de Roma: "Os poderosos visigodos adotaram universalmente a religião dos Romanos, com quem mantinham um intercâmbio perpétuo, de guerra, de amizade, ou de conquista. Durante o mesmo período, o cristianismo foi abraçado por quase todos os bárbaros, que estabeleceram seus reinos sob as ruínas do Império Ocidental. Os burguinhões na Gália, os suevos na Espanha, os vândalos na África, os ostrogodos na Polônia, e vários bandos de mercenários (hérulos) que levaram Odoacro ao trono da Itália. Os francos e os saxões ainda perseveraram nos erros do paganismo e os francos obtiveram a monarquia da Gália por sua submissão ao exemplo de Clóvis".
Dez tribos finalmente provocaram a queda do Império Romano do ocidente em 476 d.C., sendo Rômulo Augusto, seu último imperador. O desenvolvimento das tribos bárbaras resultou nas modernas nações europeias. Os pés da estátua eram uma mistura de ferro e barro. Esse simbolismo fala de um reino dividido. Chegamos então aos dias das modernas nações da Europa que nunca mais foram unificadas.

CLÍMAX DO SONHO
Daniel disse que "nos dias destes reis", os atuais países da Europa, "o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído" (Dn.2:44). Este reino é representado no sonho por uma PEDRA, que foi cortada sem auxílio de mãos, e destruiu toda a estátua. A pedra representa Cristo (Is.28:16; 1Co.10:4; Lc.20:17-18), e encontra seu cumprimento em Sua Segunda Vinda, quando dará fim aos reinos terrestres e estabelecerá Seu reino eterno, que jamais terá fim (Mt.24:30; Jo.14:1-3; Ap.1:7).
Martinho Lutero, o grande reformador do século XIV, também sustentou a interpretação de que as pernas, pés e dedos da estátua representavam Roma e que este império fora dividido nas modernas nações da Europa. Ele acreditava que a pedra representava o Reino de Cristo a ser estabelecido em Sua Segunda Vinda.
4.1 O rei Nabucodonosor ficou por um tempo impressionado com a interpretação do sonho da estátua que abriu perante ele acontecimentos que chegariam até os "últimos dias" (Dn.2:24). Ele foi instruído acerca da parte que lhe cabia na sucessão dos impérios mundiais. Sabia que o seu domínio passaria a outro reino e assim sucessivamente até o estabelecimento do reino de Cristo. Mas esta impressão não durou muito tempo. Seu coração não estava purificado da ambição e do desejo de exaltação. A prosperidade que acompanhou o seu reinado encheu seu coração de orgulho e presunção.
Passaram-se cerca de nove anos desde o sonho com a estátua do capitulo 2 e o episódio descrito no capítulo 3, que estudaremos agora. Certamente foi com o intuito de consolidar e fortalecer o seu reino que Nabucodonosor decidiu construir uma imagem. O capítulo 3 de Daniel descreve uma história surpreendente que nos ensina como Deus protege e livra Seus filhos dos perigos e da morte.
Nabucodonosor construiu uma imagem que tinha cerca de 30 metros de altura e era toda feita de ouro. Este ato indica claramente sua intenção de perpetuar a glória de seu império e que este jamais seria vencido. Nabucodonosor estava duvidando da direção divina nos negócios humanos e queria, ele mesmo, ditar o curso da história.
4.2 Chegado o dia da grande convocação, milhares de pessoas se ajuntaram na planície de Dura, diante da imagem de ouro que o rei construíra. Segundo a orientação do rei, quando os instrumentos musicais fossem tocados, todos deveriam se prostrar em reverência e adorar a imagem de ouro e, consequentemente, ao poder que ela simbolizava: Nabucodonosor, rei de Babilônia.
4.3 A ordem era clara. Todos os que se recusassem prostrar e adorar a estátua, seriam condenados à morte. Uma fornalha seria acesa e os desobedientes seriam jogados, ainda vivos, em suas labaredas. Temos aqui a promulgação de um decreto de morte. Qualquer um que ousasse desafiar a ordem real pagaria sua rebelião com a própria vida. Era uma adoração imposta e não espontânea e voluntária. O objeto de adoração não era Deus, mas um rei que naquele momento pretendia assumir o lugar de Deus.
4.4 O segundo mandamento da Lei de Deus proíbe qualquer tipo de adoração às imagens de escultura (Ex.20:4-6). Esses jovens hebreus foram criados no temor de Deus e tinham conhecimento dos preceitos da Lei de Deus. Aprenderam amar e adorar somente o Criador dos céus, da terra e do mar. Na hora da provação, sua decisão já havia sido tomada. Permaneceram fiéis a Deus e não se encurvaram diante da imagem de ouro.
Onde estava Daniel nessa ocasião? A Bíblia não informa. Provavelmente estivesse em alguma viagem a serviço do reino. Pode até ser que Nabucodonosor, conhecendo bem a Daniel e sabendo que certamente não se encurvaria diante da imagem, tenha planejado sua ausência para não sentenciar a morte alguém tão especial. Mas são apenas suposições.
4.5 Com a mesma convicção que demonstraram em recusar os manjares e vinhos da mesa do rei, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego demonstraram a Nabucodonosor que seu amor a Deus era inegociável. Disseram ao rei que o Deus a quem serviam era poderoso para livrá-los da fornalha de fogo, mas se Deus não os livrasse, ainda assim não adorariam a imagem de ouro, com o risco de perder a própria vida (Dn.3:17). Este tipo de firmeza moral somente é encontrado no coração daqueles que decidem ser fiéis a Deus, custe o que custar.
4.6 Irado com o fato de ver suas ordens sendo desafiadas, o monarca ordenou que a fornalha fosse aquecida sete vezes mais.
4.7 Alguns pensam que Deus sempre livra Seus filhos de todas as provações e dificuldades. Entretanto, a história de Daniel 3 relata que Deus não impediu que aqueles jovens fossem lançados na fornalha. O mais incrível foi que o próprio Deus entrou com eles no fogo e os livrou da morte, fazendo com que nem os fios de cabelo ou suas vestes fossem queimadas. Esse mesmo Deus promete estar conosco em todas as circunstâncias da vida (Jo.16:33).
4.8 Após presenciar tão grande livramento, Nabucodonosor bendisse ao Deus verdadeiro e O reconheceu como o único capaz de efetuar maravilhas. Ele, então, decretou que todo aquele que blasfemasse contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego fosse morto.
4.9 Não duvidemos nunca, pois Deus sempre estará conosco em todos os momentos!
5.1 Daniel é o autor do livro que leva seu próprio nome. Contudo, o quarto capítulo é claramente uma confissão de Nabucodonosor escrita na forma de carta, a qual Daniel incorporou ao seu livro. Através de uma proclamação real ele desejava que todos os homens da terra soubessem de sua experiência com o Deus de Daniel (Dn.4:1-2).
Este decreto reflete o sentimento do rei quando suas faculdades mentais foram completamente restabelecidas depois de sete anos de insanidade. Ele, que tinha sido um orgulhoso monarca, tornou-se um humilde filho de Deus. Nesta história encontramos profundas lições espirituais e como Deus manifestou Sua misericórdia a um rei pagão e idólatra. Hoje vamos conhecer mais sobre essa história de arrependimento e conversão.
O capítulo 4 inicia com o reconhecimento do rei Nabucodonosor acerca da soberania e domínio de Deus sobre todos os reinos da Terra. Esse poderoso testemunho foi proclamado a todos os povos e línguas num edito real elaborado pelo próprio Nabucodonosor. Esse fato é uma clara demonstração de que Daniel e seus amigos, mesmo no cativeiro, influenciaram tremendamente a corte babilônica e fizeram com que o conhecimento de Deus chegasse a todos os povos.
5.2 Os habitantes de Babilônia costumavam ver um significado em todo sonho. Possivelmente por essa razão Deus empregou mais uma vez um sonho como um instrumento para expor Seus intuitos. Deus sempre usa parábolas e figuras para transmitir Suas verdades. Os símbolos ajudam a recordar tanto a mensagem como sua importância, durante mais tempo que se a mensagem tivesse sido comunicada de outra maneira. Ao contrário do que ocorreu no capítulo 2, desta vez o rei se lembrava do sonho, porém ainda não sabia a sua interpretação.
5.3 Assim como ocorreu no capítulo 2, foram chamados todos os sábios (magos, encantadores, caldeus e feiticeiros) para dar ao rei a interpretação do sonho. Como no capítulo 2, Dn.4:7 declara que eles não puderam dar ao rei a interpretação do sonho. Mais uma vez ficou provada a incapacidade de qualquer homem revelar os mistérios que o Altíssimo reservou para Si.
5.4 O rei Nabucodonosor sonhou com uma grande árvore que ficava no meio da terra e sua altura chegava até ao céu. Todos os seres viventes se mantinham dela. Em sua folhagem, as aves faziam morada e debaixo dela os animais do campo achavam sombra. Entretanto, um santo que desceu do céu cortou a árvore, deixando apenas a raiz e parte do tronco amarrada em cadeias, permanecendo nessa situação por sete tempos.
5.5 Deus predisse no sonho que Nabucodonosor seria cortado de seu reino e passaria a viver como um animal durante sete anos (tempos significam anos – ver Dn.11:13).
5.6 Nabucodonosor havia sido exaltado ao máximo com a glória mundana. Mesmo na profecia de Ezequiel ele havia sido chamado de “o rei dos reis” (Ez.26:7). Todavia, ainda que algumas vezes tivesse atribuído a Deus a glória do seu reino, ele permitiu que o orgulho e o desejo de exaltação própria dominassem o seu coração. No exato momento em que o rei se orgulhava das maravilhas da cidade de Babilônia que ele mesmo havia construído, do poderio do seu reinado, veio o juízo do Céu, e transformou seu coração de homem em coração de animal. Foi esse mesmo sentimento de orgulho e presunção que fez com que Lúcifer fosse expulso do Céu (Is.14:12-14).
5.7 Nabucodonosor reconheceu que “o céu reina” (Dn.4:26), e que “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer” (Dn.4:25). Este rei, que no passado havia sido orgulhoso e tirano, tornou-se um humilde filho de Deus, sábio e compassivo. Finalmente, ele aprendeu a lição de que a verdadeira grandeza consiste em reconhecer e glorificar o único Deus verdadeiro. Ele é quem domina sobre reis e reinos e “pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn.4:37).
O propósito de Deus era que o maior reino do mundo reconhecesse a justiça divina e agora isto estava cumprido. Esta proclamação pública, em que Nabucodonosor reconhecia a misericórdia, bondade e autoridade de Deus, foi o último ato de sua vida registrado na história sacra.
6.1 Você já observou que a maioria das coisas que compramos tem prazo de validade? Procuramos nas embalagens a data de fabricação e a data que o produto perderá a validade. Esse cuidado é para evitar ingestão de produtos impróprios para o consumo e que podem trazer prejuízo à nossa saúde.
A Bíblia nos ensina que, na história das nações, os impérios têm data de validade, e Deus determina o período de domínio que cada um exercerá. Dn.2:21 diz que “é Ele (Deus) que muda o tempo e as estações, removei reis e estabelece reis...”.
Na lição de hoje veremos o cumprimento parcial da profecia do capítulo 2 de Daniel (a estátua de metais), quando a grande Babilônia (cabeça de ouro) seria conquistada por um reino inferior (braços de prata). Pegue sua Bíblia e vamos ao estudo!
A grande Babilônia dominou o mundo por mais de seis décadas, sendo que o reinado de Nabucodonosor durou 43 anos. Alguns anos após sua morte subiu ao trono Nabonido (também conhecido como Labineto), um genro de Nabucodonosor. Ele nomeou como seu co-regente a Belsazar, seu filho, que era então neto de Nabucodonosor por parte de mãe. É durante o reinado desse monarca que ocorrem os episódios descritos no capítulo 5 do livro de Daniel.
Não bastasse as orgias e a bebedeira, Belsazar, com o objetivo de difamar o Deus verdadeiro, mandou que trouxessem os utensílios sagrados usados no templo em Jerusalém para que neles bebessem vinho. O historiador Flávio Josefo diz que nem mesmo Nabucodonosor se atreveu a servir-se nestes vasos, mas agora seu neto, Belsazar, já dominado pelo vinho, teve a ousadia de beber nos vasos e blasfemar contra Deus.
6.2 No mesmo instante em que Belsazar e seus súditos bebiam nos utensílios sagrados do templo, Deus agiu para punir esse rei displicente e idólatra. Uma mão misteriosa apareceu no palácio e escreveu algumas palavras que encheram de temor a todos. Não sabendo o significado das mesmas, mais uma vez o rei mandou chamar os sábios da corte para que interpretassem aquela mensagem.
6.3 Assim como ocorreu nos capítulos 2 e 4 do livro de Daniel, os sábios da Babilônia foram novamente convocados para tentar desvendar os mistérios de Deus, porém, sem nenhum sucesso. Como diria Cristo séculos depois: “...Graças te dou, ó Pai... porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos...” (Lc.10:21). Os sábios da Babilônia não possuíam a verdadeira grandeza, e nem atitude de submissão e serviço ao Deus do Universo.
6.4 A rainha-mãe, chamada pelo historiador Heródoto de “Nitócris”, conhecia muito bem as histórias que haviam se passado com seu pai, Nabucodonosor, e aconselhou Belsazar a procurar Daniel. O profeta se refere a Nabucodonosor como “pai de Belsazar” (Dn.5:18). A palavra “pai” deve ser interpretada como “avô” ou “antepassado”, como em outras passagens da Bíblia (ver 1Rs.15:11).
DANIEL REPREENDE O REI
Antes de Daniel dizer ao rei a interpretação da escritura na parede, ele o repreende severamente. Ao falar de Nabucodonosor, Daniel relembrou ao rei como Deus lhe havia concedido “o reino e a grandeza, a glória e majestade” (Dn.5:18). Disse também que quando o coração de Nabucodonosor se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, Deus o derribou do seu trono real, e foi expulso dentre os filhos dos homens, e viveu semelhante aos animais (Dn.5:21). Então disse Daniel: “E tu, Belsazar, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias de tudo isto” (Dn.5:22). As histórias do passado deveriam ter impressionado seu coração e o levado a adorar o verdadeiro Deus, assim como fez o seu avô. Mas em vez disso, deu lugar ao pecado e ao orgulho, e preferiu seguir seu próprio caminho.
6.5 Belsazar foi acusado de vários pecados como a falta de humildade, blasfêmia, idolatria, glutonaria e outros. Ele teve uma excelente oportunidade, mas não aproveitou. Ao profanar os vasos sagrados do templo, Belsazar ultrapassou os limites da paciência divina e selou a sua própria sorte. Essa história nos ensina que há uma linha invisível que não podemos cruzar sem sofrer consequências.
6.6 O historiador Flávio Josefo explica cada expressão aramaica com seu significado: Mene, isto é, “número”, significa que o número que Deus marcara aos anos de seu reinado se completariam e só lhe restaria pouquíssimo tempo de vida. Tequel, isto é, “peso”, significa que Deus o havia pesado na Sua justa balança a duração de seu reinado e que ele teria o seu fim. Parsim ou Peres quer dizer “fragmento” e “divisão”, significa que seu reino seria dividido entre os medos e os persas.
6.7 Na mesma noite do banquete, o exército de Ciro invadiu Babilônia e tomou o reino. Segundo Heródoto, as águas do Eufrates (rio que cortava a cidade) foram desviadas e o leito do rio facilitou a passagem do exército, que tinha “as águas do rio dando apenas nas coxas”. No momento em que se deu a invasão, os babilônios realizavam um festim e quando se inteiraram da situação, era demasiado tarde. Naquela noite, Belsazar morreu e Dario, o medo, se apoderou do reino (Dn.5:30-31).
A arqueologia tem demonstrado que este evento ocorreu na noite de 13 de outubro do ano 539 a.C. Deus desejava ensinar aos babilônios a Sua lei. O profeta escreveu: “Queríamos curar Babilônia, ela, porém, não sarou...” (Je.51:9). Em virtude da perversidade do coração humano, Deus achou necessário executar a irrevogável sentença. Babilônia deveria cair e outro reino ser colocado em seu lugar.
6.8 a) Quanto tempo o povo de Deus ficaria escravo em Babilônia? Je.25:11-12
b) Quem seria o libertador do povo? Is.45:1
c) Que estratégia militar Ciro usaria para derrotar Babilônia? Is.44:27-28
Os profetas de Deus haviam advertido sobre como cairia Babilônia: “Ao estrondo da tomada de Babilônia, estremeceu a terra; e o grito se ouviu entre as nações” (Je.50:23; Je.50:46).
PARALELO COM APOCALIPSE
O livro do Apocalipse também fala de uma grande Babilônia que simboliza a confusão religiosa nos últimos dias (Ap.14:8; Ap.17:5). O vinho com o qual Babilônia embriaga os habitantes da Terra (Ap.17:2) são suas falsas doutrinas (Ap.17:4; Dt.27:15; Ez.23:35-38), porque entorpecem a mente e afetam a capacidade de discernir o erro. Assim como no passado, as águas do rio Eufrates secarão (Ap.16:12), e esta Babilônia mística também vai cair (Ap.14:8; Ap.18:2). Então, o caminho estará preparado para os reis que vêm do Oriente (Cristo e Seus anjos). Ciro é um tipo de Cristo e a libertação dos judeus da Babilônia antiga é uma representação da libertação final do povo de Deus, quando finalmente for estabelecido o eterno reino de Cristo (Ap.19:11-16).
6.9 “Deixa Babilônia” significa afastar-se dos erros e tradições hoje ensinados em muitas igrejas e se apegar unicamente à Palavra de Deus. Jesus declarou: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32).
7.1 Você já observou que adorar é uma necessidade humana? Adorar é algo inerente à nossa natureza ou seja, já nascemos como seres que adoram. Com certeza não há ninguém que não adore. Uns adoram animais, outros os astros da natureza ou ainda pessoas e objetos. E lógico, há pessoas que adoram a Deus. Estamos falando aqui de uma adoração racional, ou seja, que é expressa através de oração, reverência, ofertas e louvores.
A verdadeira adoração deve ser espontânea e ter a Deus como centro. Daniel compreendeu esta verdade e adorava somente ao Deus vivo (Dn.2:20-23; Dn.9:3-4). E você? Quem você adora? No estudo de hoje veremos como Daniel adorou a seu Deus mesmo diante de um decreto de morte.
Em nosso último estudo, aprendemos sobre a derrota de Babilônia, no ano 539 a.C., para o Império Medo-Pérsia, sob o comando de Ciro. Esse império estava representado na estátua do capítulo 2 pelo peito e braços de prata (Dn.2:32). Quando a Medo-Pérsia chega ao poder é Dario, aliado de Ciro, que se assenta no trono.
Tão logo começou a governar conheceu a Daniel, um sobrevivente da idade de ouro da Babilônia, e percebeu que poderia confiar nele. Por isso achou que seria uma sábia decisão pôr a Daniel como principal administrador do novo império e conselheiro do rei. Daniel era um homem íntegro e confiava na infalível orientação divina. Nele havia um “espírito excelente” (Dn.6:3).
7.2 Mesmo depois de uma apurada investigação, os inimigos de Daniel não puderam encontrar nenhuma irregularidade em sua vida. De fato, Daniel era um político de ficha limpa. Entretanto, estes homens nunca haviam visto Daniel rendendo culto a qualquer um dos deuses da Babilônia, nem participando das cerimônias religiosas pagãs. Certamente haviam observado seu respeito pela Lei de Deus e como, três vezes ao dia, orava a seu Deus. Eles decidiram, então, forjar uma falta de Daniel com relação à Lei do seu Deus.
7.3 Em mútuo conselho, esses príncipes e presidentes traçaram um plano. Nesse plano, o rei assinaria um decreto proibindo qualquer pessoa no reino que, no espaço de trinta dias, fizesse petições a qualquer deus ou a qualquer homem, se não a Dario. A violação deste decreto resultaria na punição com a morte da pessoa na cova dos leões.
7.4 Daniel era um homem de oração. Era seu costume diário, orar três vezes ao dia para manter relacionamento com Deus. Antes da provação ele já mantinha este hábito e não seria agora que agiria de outra forma. Nem o rei e muito menos o seu decreto poderiam fazê-lo desviar-se de sua obediência a Deus. Sua postura exprimia o conceito: “Antes importa obedecer a Deus que aos homens” (At.5:29).
7.5 A maneira com a qual os príncipes e sátrapas referiram-se a Daniel revelava o ódio e menosprezo que eles sentiam. Descreveram-no meramente como a um estrangeiro, um judeu deportado. Eles esperavam que o rei tratasse a conduta de Daniel como um ato de rebelião contra a sua autoridade real, principalmente por ser ele um estrangeiro em Babilônia. Acusaram-no, portanto, de desafiar e desonrar a posição do rei.
7.6 Dario logo percebeu a cilada na qual foi envolvido. Havia sido lisonjeado por ocasião do decreto, mas estes homens ocultaram seus verdadeiros propósitos. Como a lei dos medos e persas não podia ser revogada, Dario enviou, com muita tristeza, Daniel para a cova dos leões.
7.7 Deus não impediu que Daniel fosse jogado na cova dos leões, mas enviou o Seu anjo para que fechasse a boca dos leões, tornando o livramento do Seu fiel servo mais marcante. Ao ver que Daniel permanecera vivo após aquela noite, o rei ordenou que fossem trazidos os acusadores de Daniel e que, da mesma forma, fossem lançados na cova dos leões. Não apenas eles, mas seus filhos e mulheres. A Bíblia diz que todos foram mortos, mesmo antes de chegarem ao fundo da cova (Dn.6:24).
7.8 O rei exultou com o livramento de seu amigo Daniel e fez um decreto para que todas as pessoas que estavam sob o seu domínio temessem a Deus. As palavras do rei revelam certo grau de conhecimento do Deus e da religião de Daniel. Isso nos sugere que Daniel o tinha instruído sobre a natureza e o poder do Deus verdadeiro a quem ele servia.
7.9 O Deus de Daniel mostrou mais uma vez ser um Deus justo e fez prosperar a Daniel, não apenas no reinado de Dario, mas também no de Ciro.
De fato o nome do profeta já carregava esse sentido (Daniel = Deus é meu juiz). Entretanto, os deuses que os presidentes e sátrapas serviam nada puderam fazer por eles. O que pode fazer por você o “Deus” que você adora?
8.1 Já observou que numa família, mesmo havendo muitos membros, cada um tem suas peculiaridades? Na natureza também é assim. Quando vamos a um zoológico, por exemplo, fica muita clara a diferença entre os diversos animais que existem ali. Cada um tem suas características próprias e seus hábitos.
No capítulo 7 de Daniel, Deus mostrou ao profeta vários animais com aparências bem diferentes das que estamos acostumados a ver hoje em dia. Vamos observar cada peculiaridade e descobrir o significado destes animais proféticos.
Você percebeu que os capítulos de Daniel não estão em ordem cronológica? Em nossa penúltima lição, estudamos sobre a derrota da Babilônia para o Império Medo-Pérsia e, na última, Daniel sendo lançado na cova dos leões, mas esses eventos ocorreram somente depois da visão de Daniel descrita no capítulo 8.
Em seu sonho, Daniel viu quatro animais, grandes e diferentes uns dos outros, que subiam do Grande Mar, o qual era agitado pelos quatro ventos do céu. Este sonho ocorreu no primeiro ano de Belsazar (cerca de 550 a.C.) e provavelmente Daniel estivesse com cerca de 73 anos de idade.
8.2 Aqueles grandes animais representam reis ou reinos. Descobrimos por simples comparação que essa visão de Daniel (capítulo 7) está num íntimo paralelo com o sonho de Nabucodonosor (capítulo 2). Uma visão amplia a outra. Os mesmos impérios representados pelos metais da estátua são agora apresentados nas figuras dos quatro animais.
8.3 O primeiro animal que surge do mar é um leão com asas de águia. O leão como rei das feras e a águia como rainha das aves representavam adequadamente o Império de Babilônia no apogeu de sua glória (Je.4:6-7; Je.4:13; Je.50:17). A figura de um leão pode ainda ser vista em várias peças de arte e na arquitetura da antiga Babilônia. Este império dominou o mundo dos anos 605 a.C. até 539 a.C., o mesmo período correspondente ao domínio da cabeça de ouro de Daniel 2.
8.4 O segundo animal era como um urso e representa o Império Medo-Pérsia. Este animal levantou-se sobre um dos seus lados, pois quando ocorreu a queda de Babilônia, os medos eram superiores aos persas no poder, situação que posteriormente foi invertida.
As três costelas na boca do urso representam as três principais conquistas da Medo-Pérsia no processo de estabelecer sua hegemonia mundial. São elas: Lídia (547 a.C.), Babilônia (539 a.C.) e o Egito (525 a.C.). Muitas moedas persas do século IV a.C. foram encontradas e nelas estão estampadas as vitórias do rei persa sobre um leão feroz (Babilônia). A Medo-Pérsia dominou o mundo entre os anos 539 a.C. e 331 a.C., período que corresponde exatamente ao peito e braços de prata na visão de Daniel 2.
8.5 Olhando com os olhos da história só podemos interpretar o leopardo como sendo o reino da Grécia. O próprio livro de Daniel confirma este fato. O anjo Gabriel, ao interpretar a visão do capítulo 8, onde ocorre uma luta mortal entre um carneiro e um bode, diz claramente que “Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia” (Dn.8:20-21).
O leopardo é um animal feroz e carnívoro, notável por sua velocidade e agilidade de movimentos (ver Hc.1:8). Historicamente, as quatro asas têm sido interpretadas como representando a velocidade com que Alexandre, o Grande, venceu os exércitos inimigos. As quatro cabeças representam os quatro generais que dominaram o Império Grego após a morte de Alexandre (Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Seleuco). A Grécia dominou entre 331 a.C. e 168 a.C. e corresponde aos quadris de bronze da estátua de Daniel 2.
8.6 A história ensina claramente que Roma é o poder mundial que sucedeu a Grécia. O ano 168 a.C. é a data mais aceita para a ascensão deste império, quando os romanos conquistaram a Macedônia.
A expressão “o qual tinha grandes dentes de ferro” está em paralelo com as pernas de ferro da estátua mencionada no capítulo 2 de Daniel e refere-se a forma cruel com que Roma tratava seus inimigos. O Império Romano dominou o mundo entre 168 a.C. e 476 a.C.
8.7 Diante do cenário assustador da visão, Daniel recebeu de Deus o conforto e a esperança ao saber que os santos do Altíssimo receberiam a vitória final, pois o Senhor faria justiça ao Seu povo ao realizar um juízo. Todos os reinos apresentados na visão passariam, mas o reino de Deus pertencerá para sempre àqueles que forem fiéis ao Senhor.
9.1 Você algum dia já teve uma ilusão de ótica? Parecia que você estava vendo uma coisa, mas quando olhou com mais atenção, enxergou outra? O termo “ilusão de ótica” é empregado para se referir ao nosso sistema visual quando enxergamos de maneira irreal, diferente ou distorcida.
Na vida, nem tudo aquilo que parece ser de fato é. No dia a dia, a percepção que temos das coisas e objetos podem nos iludir, mas se o assunto tem a ver com as verdades eternas, como ensinadas na Palavra de Deus, temos que estar convictos de que realmente enxergamos as coisas como são na realidade. No estudo de hoje você terá oportunidade de enxergar verdades como realmente elas são. Pegue sua Bíblia agora e ore para que o Espírito Santo ilumine sua mente.
O quarto animal era diferente de todos os demais. Ele era terrível, destruía tudo, tinha dez chifres na cabeça, dos quais três caíram devido ao surgimento de outro chifre pequeno que tinha olhos e uma boca.
9.2 Chifres em profecia simbolizam reinos, então esses dez chifres representam os dez reinos que surgiram do Império Romano. O férreo Império de Roma manteve seu poder até o ano 476 d.C., quando finalmente foi dividido e caiu seu último imperador – Rômulo Augusto. Assim como os pés da estátua (Daniel 2) possuíam dez dedos, e o quarto animal (Daniel 7) dez chifres, Roma perdeu seu poder para dez tribos bárbaras que, ao longo de décadas, foram minando sua autoridade.
A seguir temos uma lista das tribos que se estabeleceram no território de Roma entre os anos 351 a.C. e 476 d.C., e as nações que estas chegaram a formar:
351 d.C. – Alamos – Germânia/Alemanha
351 d.C. – Francos – França
406 d.C. – Borguinhões – Suiça
406 d.C. – Suevos – Portugal
408 d.C. – Visigodos – Espanha
409 d.C. – Anglo-saxões – Bretanha/Inglaterra
453 d.C. – Lombardos – Itália
406 d.C. – Vândalos – Extintos
453 d.C. – Ostrogodos – Extintos
476 d.C. – Hérulos – Extintos
9.3 Daniel vê surgir do quarto animal um 11º chifre, que ele chama de “chifre pequeno” (Dn.7:8). Apesar de ser “pequeno”, esse chifre era mais robusto do que todos os outros dez. Daniel sente o desejo de conhecer mais sobre ele (Dn.7:19). O que este chifre representa na profecia bíblica?

IDENTIFICANDO O “CHIFRE PEQUENO”
Examinaremos cuidadosamente o capítulo 7 e listaremos todas as características do chifre pequeno apresentadas a Daniel, para não falharmos em nossa interpretação. Uma leitura atentiva do capítulo nos mostra pelo menos dez características do chifre:
1. O chifre pequeno surgiria entre os dez chifres do 4º animal (Dn.7:8) e depois deles (Dn.7:24).
2. O chifre pequeno arrancaria três chifres para se firmar (Dn.7:8; Dn.7:20; Dn.7:24).
3. O chifre pequeno possuía “olhos como de homem” e uma “boca que falava com insolência” (Dn.7:8 e Dn.7:20).
4. Parecia mais robusto que seus companheiros (Dn.7:20).
5. Faria guerra contra os santos e prevaleceria contra eles (Dn.7:21).
6. Proferiria palavras contra o Altíssimo (Dn.7:25).
7. Magoaria os santos do Altíssimo (Dn.7:25).
8. Cuidaria em mudar os tempos e a lei (Dn.7:25).
9. Os santos lhes seriam entregues nas mãos por um tempo, dois tempos e metade de um tempo (Dn.7:25).
10. Seu domínio seria tirado por um tribunal e ele seria destruído (Dn.7:26).

Ao analisar este poder (chifre pequeno) na história universal, alguns estudiosos, tais como Isaac Newton e Martinho Lutero, chegaram a mesma conclusão, o chifre pequeno representa Roma Papal. Estariam eles certos em sua interpretação? Vamos analisar, à luz da história, algumas descrições bíblicas do chifre pequeno, conforme informadas em Daniel 7:
a) O chifre pequeno surgiria entre os dez chifres do 4º animal (Dn.7:8) e depois deles (Dn.7:24).
Roma Papal já operava antes da queda do império em 476 d.C. (2Ts.2:7-8). Foi somente depois de ter arrancado os três chifres, que correspondem às três tribos bárbaras arianas (hérulos, vândalos e ostrogodos), que o papado pôde exercer o seu domínio (Dn.7:8; Dn.7:20; Dn.7:24). A última tribo a ser extinta pelo papado foram os ostrogodos, em 538 d.C.
b) O chifre pequeno possuía uma “boca que falava insolência” (Dn.7:8 e Dn.7:20), e proferiria palavras contra o Altíssimo (Dn.7:25).
Ele seria um poder blasfemo. Blasfêmia na Bíblia pode significar pelo menos duas coisas: de acordo com Mt.26:64-65 e Jo.10:33, blasfêmia é a pretensão de ser igual a Deus. Outra blasfêmia é a pretensão de perdoar pecados (Mc.2:7). Ambos os casos são praticados pela Igreja Romana, ao oferecer perdão aos seus adeptos através do sacerdote (doutrina da confissão auricular) e ao afirmar que o Papa “ocupa na terra o lugar do Deus Altíssimo” (afirmação do Papa Leão XIII).
c) Faria guerra contra os santos e prevaleceria contra eles (Dn.7:21), e os santos lhes seriam entregues nas mãos por “um tempo, dois tempos, e metade de um tempo” (Dn.7:25).
O poder representado pelo chifre pequeno também investiria contra os fiéis filhos de Deus, chamados de “santos do Altíssimo” na profecia.
Essa perseguição aos santos foi uma continuidade das crueldades e injustiças que sempre infligiram ao povo de Deus e, segundo a profecia, deveriam durar “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Dn.7:25).
Considerando que na mensagem profética do livro de Daniel “tempo” corresponde a “ano” (ver Dn.11:13), temos aqui três tempos e meio, ou seja, três anos e meio. Este mesmo período de tempo aparece em Ap.11:3; Ap.12:6; Ap.12:14 e Ap.13:5, onde temos 42 meses (3,5 anos x 12 meses = 42 meses) e 1.260 dias (42 meses x 30 dias = 1.260 dias). Considerando ainda que na profecia um dia profético equivale a um ano literal (ver Nm.14:34 e Ez.4:6-7), 1.260 dias proféticos representam na realidade 1.260 anos literais.
Este período se situa na história dos anos 538 d.C. até 1798 d.C. Mas quais são os eventos que assinalam a início e o fim deste período?
A consolidação de Roma Papal teve início em 533 d.C. quando Justiniano promulgou um edito onde confirmava legalmente o bispo de Roma, João II, como "cabeça de todas as igrejas”. Mas ainda que este decreto tenha sido promulgado em 533 d.C., a consolidação do papado só foi possível quando ocorreu a expulsão da última tribo antagônica a ele, ou seja, os ostrogodos. Isso ocorreu somente em 538 d.C. e Virgílio, bispo de Roma foi o primeiro Papa com jurisdição temporal. A partir de 538 d.C., inicia o período de completo domínio papal que, segundo o próprio Daniel, se estenderia por 1.260 anos. Se contarmos 1.260 anos a partir de 538 d.C. chegaremos a 1798. O que ocorreu nesse ano que assinala o fim do domínio temporal do papado?
Em janeiro de 1798, o general Berthier, que substituía José Bonaparte no comando do exército da Itália, recebeu instruções para prender o Papa. Assim, o Papa Pio VI foi preso em fevereiro daquele ano e levado à Florença. No ano seguinte, transportaram-no para Grenobla e afinal para a cidade de Valença, França, onde morreu no ano seguinte. Terminava assim, em 1798, a supremacia papal de 1.260 anos.
d) Cuidaria em mudar “os tempos e a lei” (Dn.7:25).
O que a profecia quer dizer com “mudar os tempos”? A expressão aramaica aqui é ZIMNIN, termo que denota tempo fixo (ver Dn.3:7-8; Dn.4:36; Dn.6:10; Dn.6:13), ou um período de tempo (ver Dn.2:16 e Dn.7:12). Todavia as prerrogativas de mudar os tempos pertencem somente a Deus, pois só Ele tem o destino das nações sob Seu controle.
O exato período de tempo que Nabucodonosor, Dario, Ciro, Alexandre e outros, deveriam governar foi determinado por Deus. Dn.2:21 declara que é Ele quem “remove reis e estabelece reis”.
A profecia de Daniel também falava de um ataque contra a Lei de Deus. O chifre pequeno cuidaria em mudar não apenas “os tempos”, mas também a “Lei”. Como isso ocorreu na história?
Vamos destacar agora três mudanças efetuadas nos Dez Mandamentos pelo papado. A primeira delas foi a exclusão do segundo mandamento. Em dois locais na Bíblia podemos ler os Dez Mandamentos de forma unida (Ex.20:3-17; Dt.5:7-21). O segundo mandamento diz claramente: “Não farás para ti imagem de escultura... não as adorarás... nem lhes darás culto” (Ex.20:4-5; Dt.5:8-9).
Na segunda seção do Catecismo, vemos a transcrição dos Dez Mandamentos, como aparece em Êxodo e Deuteronômio, mas na FÓRMULA CATEQUÉTICA, a proibição de adorar imagens de escultura simplesmente não aparece. Este segundo mandamento foi extraído completamente do Catecismo Romano.
Com a exclusão do segundo mandamento, que proíbe adorar imagens, foi necessária uma manobra, para que a Lei não ficasse apenas com nove mandamentos. Então, dividiu-se o 10º mandamento da Lei em dois. Assim lemos no Catecismo Romano:
9º Mandamento: “Não desejar a mulher do próximo”.
10º Mandamento: “Não cobiçar as coisas alheias”.

MUDANÇA DO QUARTO MANDAMENTO
Outra mudança arbitrária feita pelo papado envolve o quarto mandamento da Lei de Deus. Gênesis informa que Deus criou o mundo em seis dias e, como memorial de Sua criação, descansou no sétimo (Gn.2:1-3). O primeiro anjo de Apocalipse, que traz o evangelho eterno para apresentar ao mundo, declara: “...adorai Aquele que fez os céus, e a terra, e o mar e as fontes das águas” (Ap.14:7). Somente Deus é digno de ser adorado, e para isso abençoou um dia em especial, o sétimo.
O sábado é um memorial da criação, um dia separado por Deus para que Suas criaturas O adorem (Is.66:22-23). É também um sinal da relação de Deus com Seus filhos (Ez.20:12; Ez.20:20). O próprio Cristo santificava esse dia (Lc.4:16; Lc.4:31), e Ele mesmo deixou claro que Sua Lei não poderia ser mudada (Mt.5:17-18).
Após Sua morte os discípulos continuaram a santificar o sábado (Lc.23:54-56; At.16:13; At.17:2; At.18:4).
A mudança do quarto mandamento operada pelo papado foi um processo lento e gradual na história. A Igreja Romana admite abertamente a responsabilidade de introduzir a adoração no domingo em lugar do sábado, afirmando que tem o direito de efetuar tal mudança em celebração à ressurreição de Cristo. É verdade que Jesus ressuscitou no domingo, mas em parte alguma da Bíblia ele menciona que por isso o domingo deveria ser observado como um dia santo.
O Canon 29, do Concílio de Laodicéia (364 d.C.), decidiu: “Os cristãos não devem judaizar e estar ociosos no sábado, mas devem trabalhar nesse dia; porém, o dia do Senhor devem honrar especialmente, e, sendo cristãos, não deverão, se possível, fazer nenhum trabalho nesse dia. Se, contudo, forem achados judaizando, serão separados de Cristo”. (Disponível em: http://www.newadvent.org/fathers/3806.htm, acessado em 28 de julho de 2013).
Para manter diante de todos os católicos a devoção que se deve ter para com o domingo, o papa João Paulo II publicou em 31 de maio de 1998 uma carta apostólica chamada Dies Domini (Dia do Senhor). Ele escreveu: “os cristãos... assumiram como festivo o primeiro dia depois do sábado, porque nele se deu a ressureição do Senhor... Aquilo que Deus realizou na criação e o que fez pelo Seu povo no Êxodo, encontrou na morte e ressurreição de Cristo o seu cumprimento, embora este tenha a sua expressão definitiva apenas na parousia, com a vinda gloriosa de Cristo. Nele se realiza plenamente o sentido “espiritual” do sábado... Do “sábado” passa-se ao “primeiro dia depois do sábado”, do sétimo dia passa-se ao primeiro dia: o dies Domini torna-se o dies Christi!”. (Papa João Paulo II, Carta Apostólica Dies Domini (SP: Paulinas, 2002), 20, 21).
Hoje a santidade do domingo é a crença mais popular compartilhada por católicos e protestantes, ambas considerando o domingo como “dia do Senhor” em homenagem a ressurreição de Cristo, mesmo não havendo um único texto na Bíblia que aprove tal conceito.
e) Seu domínio seria tirado por um tribunal e ele seria destruído (Dn.7:26).
Após o período de perseguição e supremacia papal (1.260 anos), Daniel viu uma cena de juízo em que foram postos uns tronos e o Ancião de Dias se assentou. Milhares de milhares O serviam e assistiam diante dEle. Em seguida, o tribunal se assentou e livros foram abertos. Esse julgamento iniciou-se após o período de supremacia papal, em 1798 d.C., e corresponde ao juízo pré-advento de Cristo. Quando terminar esse juízo o poder será tirado do “chifre pequeno” e dado aos santos do Altíssimo. Isto culminará com a gloriosa Segunda Vinda de Jesus (Mt.24:30; Ap.1:7).
10.1 Passados cerca de dois anos depois da visão do capítulo 7, Daniel recebeu outra visão, conforme registrada no capítulo 8 de seu livro. Novamente animais surgem na cena profética e mais uma vez representam nações que lutavam pelo poder. Daniel declara: “Pareceu-me estar eu na cidadela de Susã, que é província de Elão, e vi que estava junto ao rio Ulai” (Dn.8:2). É provável que Daniel não estivesse lá fisicamente, mas fora levado ao local em visão. Há na Bíblia outros exemplos de profetas sendo arrebatados em visão, mas que não foram transpostos na realidade para tais localidades (ver Ez.8:3; Ap.17:3).
Pegue sua Bíblia, faça uma oração e vamos estudar os significados desta visão para os nossos dias a fim de compreender a vontade de Deus para nossa vida.
O verso 3 nos informa que o “chifre mais alto subiu por último”. Reconhecendo que a profecia é uma verdade que se amplia, precisamos destacar a paralelo que existe entre os capítulos 7 e 8 em nossa interpretação profética.
O capítulo 7 apresenta um animal semelhante ao urso que “se levantou sobre um de seus lados” (Dn.7:5), assim como este chifre do carneiro. Se no capítulo 7 este urso representa os medos e os persas, sendo que os persas assumem o poder por último, com Ciro, o mesmo se dá aqui com o carneiro. O anjo Gabriel foi muito claro em dar essa interpretação a Daniel. Ele disse: “Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia” (Dn.8:20).
10.2 Continuando nosso paralelo com o capítulo 7, é lógico supor que o bode representa o reino da Grécia, que venceu a Medo-Pérsia. O fato do bode não tocar o chão está em paralelo com as quatro asas do leopardo (Dn.7:6), significando a velocidade com que os gregos dominariam o mundo. Quanto ao “chifre notável entre os olhos” só pode ser uma referência ao líder dos gregos, Alexandre, o Grande, e suas notáveis conquistas. O anjo Gabriel mais uma vez confirma essa interpretação ao declarar que “o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei” (Dn.8:21).
10.3 A Medo-Pérsia (representada pelo carneiro), foi vencida pela Grécia de Alexandre (representada pelo bode). Alexandre travou três batalhas até vencer Dario III, rei da Medo-Pérsia. A primeira foi a batalha de Grânico, no ano 334 a.C.; a segunda foi a de Issos, no ano 333 a.C. e a última, no ano 331 a.C., foi a batalha de Arbela ou Gaugamela. Assim o ano 331 a.C. assinala o fim do Império Medo-Pérsia e o início do domínio de Alexandre, o Grande.
Neste ponto do nosso estudo seria bom compreendermos que o tema aqui tratado tem como pano de fundo o santuário terrestre, que foi construído por Moisés quando o povo de Israel foi tirado do Egito. Uma vez ao ano, no Dia da Expiação, estes dois animais participavam do ritual de perdão e purificação do povo de Deus (ver Lv.16:5).
10.4 O grande chifre representa Alexandre, o Grande, que após sua morte (“quebrou-se-lhe o grande chifre”), foi sucedido por quatro generais (“quatro chifres notáveis”), Ptolomeu, Lisímaco, Selêuco e Cassandro.
10.5 A mesma expressão de Dn.7:8 aparece aqui em Dn.8:9 – “chifre pequeno”. Precisamos aqui fazer uma observação fundamental. No capítulo 2 de Daniel, cada império foi representado por um metal, com exceção do quarto império. As pernas eram de ferro (Roma Imperial) e os pés de ferro e barro (Roma Papal). Em Daniel capítulo 7, aparecem quatro animais ou bestas, uma para cada império, mas novamente surgem dez chifres e um chifre pequeno. Assim, temos Roma, em duas fases, pagã (Roma Imperial) e religiosa (Roma Papal) que atuaria contra Deus e Seu povo. De fato, Roma Papal é a continuidade da Roma Imperial, o que pode ser atestado no fato de que o bispo de Roma se assenta na cadeira do imperador e assume seu título (pontifex maximus), na conservação dos deuses romanos, onde eles se tornam “santos” com nomes cristianizados, na manutenção da língua latina para versão oficial das Escrituras (Vulgata Latina) e nas celebrações das missas.
Alguns têm questionado de qual parte do domínio grego, agora dividido pelos quatro generais, teria vindo o chifre pequeno. Todavia uma explicação se faz necessária. A expressão “de um dos chifres...” (Dn.8:9), não está bem traduzida em algumas versões bíblicas. No original hebraico está escrito assim: “De um deles...”, e não aparece a palavra “chifre”. Isso quer dizer que o chifre pequeno se origina de um dos “quatro ventos do céu” (substantivo plural mais próximo – Dn.8:8), e não de um dos “chifres” (ver Zc.6:5-6).
O texto bíblico informa cinco atividades que o poder do chifre pequeno faria, que é o mesmo rei de “feroz catadura” de Dn.8:23. Estas ações podem ser distinguidas em duas direções: crescimento horizontal (conquistas políticas) e crescimento vertical (conquistas religiosas).

CRESCIMENTO HORIZONTAL (ROMA IMPERIAL)
a) Se tornou forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.
Roma, uma pequena república fundada em 753 a.C., começou sua expansão em 334 a.C., crescendo para o sul, quando conquistou toda a Península Itálica e todas as ilhas do Mar Mediterrâneo. No ano 202 a.C., conquistou Cartago, na África, ao extremo sul do mundo conhecido. No ano 168 a.C., Roma foi considerada Império ao conquistar a Península Grega, a Macedônia, Ásia Menor e Síria, o que representa seu crescimento em direção ao oriente. Faltava agora o crescimento em direção ao norte, ou “terra gloriosa” (Dn.8:9). Esta profecia se cumpriu quando Roma Imperial conquistou a Gália, a Britânia e estendeu seus limites por todo o continente.

CRESCIMENTO VERTICAL (ROMA PAPAL)
Cresceu até atingir os “exércitos dos céus” e lançou algumas “estrelas” por terra.
O “exército dos céus” e as “estrelas”, segundo a explicação do próprio anjo a Daniel, representam “os poderosos e o povo santo” (Dn.8:24), ou seja, o povo de Deus a quem o poder papal perseguiria (ver também Dn.12:1; Dn.12:3). De acordo com o livro do Apocalipse, foi o dragão, Satanás, que enganou a terça parte das estrelas do céu (Ap.12:3-4) e as lançou para a terra, que neste contexto representam os “anjos celestes” (Ap.1:20). Entretanto, o representante terrestre do dragão, o chifre pequeno, que é o mesmo poder de Ap.13:1-10, recebe do próprio dragão o seu poder, o trono e grande autoridade (Ap.13:2), a fim de atacar as legiões terrestres do exército de Deus, Seus santos (Dn.8:10 e Ap.13:7). Esta guerra entre o bem e o mal começou no céu, mas se estendeu à terra e pode ser chamada de o “Conflito Cósmico”, porque cada ser humano está intimamente envolvido.
Engrandeceu-se até ao Príncipe do exército e tirou dele o sacrifício diário e o lugar do santuário foi deitado abaixo.
Quem é este “Príncipe do exército”? Esta mesma expressão aparece em Js.5:13-15, no contexto da conquista de Canaã por Josué, após a morte de Moisés. O texto deixa claro que Josué adorou este Príncipe e Ele não o repreendeu pelo ato. Logo, não pode ser apenas um anjo, pois os anjos de Deus não aceitam adoração (ver Ap.19:9-10; Ap.22:8-9; Mt.4:10). Outro detalhe que chama a atenção é que o Príncipe disse: “Descalça as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é santo”. Esta expressão só aparece mais uma vez na Bíblia, justamente quando Deus chamou Moisés para libertar Seu povo do Egito (Ex.3:5). Não há dúvidas que o título “Príncipe do exército” ou “Príncipe dos príncipes” (Dn.8:25), é uma referência ao próprio Jesus Cristo.
O chifre pequeno (Roma Papal) tira do Príncipe (Jesus) o “sacrifício diário”, que poderia ser melhor traduzido como “contínuo”.
A expressão hebraica traduzida como “sacrifício diário” ou “contínuo” em algumas versões da Bíblia é TAMID, que no Antigo Testamento é um termo cúltico usado para se referir a todas as cerimônias realizadas no pátio e no lugar santo do santuário durante o ano (ver Ex.30:8; Lv.24:4; Lv.24:8; Nm.28:3). Todas estas cerimônias tratavam de perdão dos pecados e salvação do povo. Mas como o sistema papal ataca essas práticas?
A Igreja Romana pretende ser o Templo do novo pacto, negando a realidade de um santuário celestial, do qual o terrestre era um tipo (Ex.25:8; Ex.25:40). Seus líderes espirituais são chamados de sacerdotes, que escutam confissões, e realizam o sacrifício da missa, diminuindo o sacrifício único e perfeito de Cristo. Ensina que Cristo não é o único Mediador ou Sumo-Sacerdote entre Deus e os homens, mas também a virgem Maria e os santos. Resumindo, significa substituir a obra de Cristo no Santuário Celestial em favor do pecador por uma obra de salvação de feitura humana (Hb.4:16; Hb.8:1; Hb.9:11-12; Hb.12:2-3).
Daniel também afirma que o papado se levantaria contra o “Príncipe dos príncipes” (Dn.8:25). Este “levantar” indica que ele tentaria ocupar o lugar de Cristo, o que Paulo também advertiu, quando disse: “O qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2Ts.2:4). As doutrinas romanas da infalibilidade papal e da confissão auricular (perdão dos pecados por meio do sacerdote) demonstram bem o cumprimento dessa profecia.
d) Deitou a verdade por terra e o que fez prosperou.
Estudamos na lição passada que a profecia falava de um ataque contra a Lei de Deus. Destacamos naquele estudo três alterações que o papado fez nos Dez Mandamentos: (1) a exclusão do segundo mandamento, que proíbe adorar imagens de escultura; (2) a divisão do 10º mandamento em dois, para que a Lei voltasse a ter dez mandamentos; e (3) a mudança do sábado para o domingo.
Além dessas mudanças, vários outros ensinos, baseados apenas na tradição da Igreja, tem suplantado a verdade da Palavra de Deus e mantido as pessoas no cativeiro da ignorância com respeito à vontade de Deus, como por exemplo: oração pelos mortos, penitências, indulgências, batismo infantil, doutrina da transubstanciação e outros.
10.6 Depois de se passarem 2.300 tardes e manhãs o santuário seria purificado. Assim como a purificação do santuário terrestre nos dias do Antigo Testamento representava um juízo de vindicação do povo de Deus, o mesmo ocorrerá ao término deste período, e o chifre pequeno será destruído sem esforço de mãos humanas (Dn.8:25).
10.7 As expressões “tempo do fim” e “tempo determinado do fim”, mostram que certas profecias do livro de Daniel aplicam-se exclusivamente aos nossos dias. Por isso é importante estudarmos e compreendermos cada profecia do livro de Daniel, pois elas se referem aos nossos dias.
10.8 A visão da “tarde e da manhã” nestes versos é a profecia das 2.300 tardes e manhãs de Dn.8:14. Quando terminasse esse período de tempo, o santuário seria purificado e a ação do chifre pequeno seria freada, por isso o interesse de Daniel em compreender o assunto. Em nosso próximo estudo, veremos com detalhes esta profecia, e descobriremos que no fim o povo de Deus sairá vitorioso.
11.1 Nos primeiros séculos da história do cristianismo, milhares de cristãos perderam a vida por amor a Cristo. Muitos foram lançados às feras no coliseu romano, queimados em praça pública ou mortos em prisões sombrias. Satanás perseguia todos aqueles que ousassem partilhar o evangelho de Cristo com outros. Entre estes estavam Estevão, Paulo, Pedro e outros. Todavia, algo estava acontecendo. Tertuliano chegou a afirmar: “O sangue dos mártires é semente”, ou seja, quanto mais cristãos morriam, maior era o número dos novos conversos e com isso o cristianismo avançava e ganhava força.
Satanás então mudou de estratégia. Ao invés de perseguir os que pregavam o puro evangelho de Cristo, ele se insinuou dentro da Igreja Cristã e corrompeu a verdadeira fé. A pura doutrina apostólica logo deu lugar às tradições e dogmas vindos do paganismo, e a Igreja Cristã perdeu sua pureza doutrinária. Hoje, quando alguém decide seguir a Cristo, depara-se com o dilema de existir milhares de religiões e todas elas defendendo a legitimidade de sua fé.
A profecia das 2.300 tardes e manhãs, que estudaremos hoje, fala de dois acontecimentos: (1) na Terra, surgiria a igreja remanescente restaurando a verdade de Deus pisada pelo chifre pequeno (Dn.8:12; Is.58:12); (2) no Céu, se iniciaria o juízo de investigação e quando este terminasse, o chifre pequeno seria finalmente destruído e o reino dado aos santos do Altíssimo (Dn.7:18 e Dn.7:27). Pegue sua Bíblia e vamos ao estudo de hoje!
A profecia das “2.300 tardes e manhãs” é a profecia que cobre o maior período de tempo na Bíblia. A expressão “tarde e manhã” é tomada do livro de Gênesis, onde Deus, após haver criado o mundo e tudo o que nele há, declara: “houve tarde e manhã...” (ver Gn.1:5; Gn.1:8; Gn.1:13; Gn.1:19; Gn.1:23; Gn.1:31). Esta expressão, “tarde e manhã”, significa um dia literal de 24 horas.
Já aprendemos em lições anteriores o princípio de interpretação profética dia/ano. Esse princípio ensina que um dia profético equivale a um ano literal (ver Nm.14:34 e Ez.14:6-7). Dessa forma, a purificação do santuário, da qual fala Daniel, só ocorreria depois que passassem os 2.300 anos.

O SANTUÁRIO TERRESTRE
Já descobrimos que a profecia de Daniel 8:14 fala de um período de 2.300 anos, depois dos quais o santuário seria purificado. Precisamos entender agora o que é o santuário e o que significa sua purificação.
11.2 Moisés recebeu a ordem de construir um santuário. Este santuário deveria ser construído conforme o modelo que lhe foi mostrado no monte (Ex.25:40; Hb.8:5), ou seja, o Santuário Celestial.
O santuário é o principal tema da Bíblia. No Pentateuco, os cinco livros de Moisés, 45 capítulos são dedicados ao tema do santuário. Nos livros dos profetas outros 45 capítulos também tratam deste tema. Nos demais livros da Bíblia, há cerca de 150 referências ao santuário. Crê-se que os salmos foram escritos para servirem de coletânea para os louvores do santuário. O livro do Apocalipse é estruturado no santuário. Ele possui sete divisões e cada uma delas se inicia com uma cena no Santuário Celestial.
As epístolas descrevem Jesus como sacerdote, sumo-sacerdote, propiciatório e oferta. Ou seja, o santuário é o centro do pensamento dos escritores bíblicos.

OS SERVIÇOS DO SANTUÁRIO
No santuário trabalhavam 38.000 Levitas (1Cr.23:3), sendo 288 cantores (1Cr.25:7), 4.000 músicos, 4.000 porteiros (1Cr.23:5), 6.000 oficiais e juízes e ainda os sacerdotes que se dividiam em vinte e quatro turnos (1Cr.24:1). Todos estes trabalhavam para tornar possível a mediação e perdão dos pecados do povo Israel.
Dois serviços básicos realizados no santuário serão descritos aqui – serviço diário e serviço anual.
11.3 Os sacrifícios da manhã e da tarde eram oferecidos diariamente – mesmo na Festa da Páscoa, no Pentecostes, no Dia da Expiação ou em qualquer outra festa especial. Por isso, chamavam-se sacrifícios “contínuos”, que não cessam (Ex.29:42), e prefiguravam de forma especial o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. Esse sacrifício não era providenciado por qualquer pessoa. Era oferecido em favor do povo como um todo. Não era um sacrifício que o pecador oferecia a Deus, mas sim um sacrifício que Deus oferecia em favor de Seu povo. Isso beneficiava especialmente os pobres, que não possuíam animais para sacrificar, e os israelitas que porventura estivessem distantes do santuário, como no caso de Daniel, que fazia suas orações com o rosto voltado para o santuário (Dn.6:10).
Havia outro tipo de oferta no santuário – ofertas pelos pecados cometidos. Quando um israelita cometesse um pecado deveria levar um animal até o santuário. Havia um animal para cada tipo de pecado. O animal mais comum era o cordeiro. O pecador impunha as mãos sobre a cabeça do animal, confessava seu pecado e em seguida o imolava. O sacerdote tomava o sangue da oferta e o levava para dentro do primeiro compartimento do santuário, chamado lugar santo.
Em alguns casos, o sangue das ofertas deveria ser aspergido na cortina que separava os compartimentos santo e santíssimo, e ainda colocado sobre os chifres do altar de incenso (Lv.4:5-7).
Este era o princípio de transferência do pecado para dentro do santuário, através do sangue ou através da carne da oferta que o sacerdote comia antes de entrar no santuário. Assim o santuário recebia os pecados diários e, dessa forma, era contaminado e precisava passar por uma purificação.
11.4 O Dia da Expiação ocorria no décimo dia do sétimo mês, chamado de Tishri. Essa festa era a purificação do santuário, que acontecia apenas uma vez ao ano. Era o maior dia em Israel e envolvia uma cerimônia sofisticada.
Durante o ano, o santuário era contaminado através dos pecados que eram simbolicamente transferidos para ele através do sangue dos sacrifícios. Assim, o pecado era perdoado e o pecador considerado limpo, mas seus registros ficavam gravados no santuário e o contaminavam. Por isso, era necessário que ele fosse purificado.
11.5 A preparação para as festividades desse dia começava dez dias antes. Esses dias eram de arrependimento, destinados a operar uma perfeita mudança de coração. O sumo sacerdote, que dirigia a cerimônia, tinha uma preparação especial:
1. Uma semana antes do dia da expiação ele se mudava para os recintos do templo, para oração e meditação.
2. Não dormia no dia anterior para que não lhe viesse qualquer contaminação.
3. Banhava-se e vestia vestes santas.
4. Ele usava um cinto branco e uma mitra de linho sem ostentação para estar diante de Deus.
Antes de começar a expiação pelo povo o sumo sacerdote devia fazer expiação por seus próprios pecados, assim estava limpo para ser um mediador entre Deus e o povo.
11.6 Dois bodes eram separados no 10º dia do 7º mês. A sorte era lançada sobre ambos, uma para o Senhor e outra para o bode emissário (hebraico Azazel).
Após lançar sorte sobre os bodes, o sumo sacerdote tomava um novilho e o matava, e um sacerdote colocava parte do sangue numa tigela, mexendo-o de modo a não coagular. Enquanto isso, o sumo sacerdote tomava brasas do altar onde as ofertas eram queimadas, e colocava-as num incensário. Ele também enchia as mãos de suave incenso e levava ambos para dentro do santuário, no lugar santíssimo. Colocava o incensário no propiciatório, o qual era coberto por uma nuvem, para que ele não morresse (Lv.16:13).
Concluída essa parte, o sumo sacerdote saía para receber do sacerdote o sangue do novilho. Então ele levava este sangue para o lugar santíssimo, onde o aspergia com o dedo sobre o propiciatório, em direção à banda do oriente, por sete vezes.
Ao voltar do lugar santíssimo, o sumo sacerdote matava o bode da expiação pelos pecados do povo. Tornava a entrar no santíssimo, onde espargia o sangue do bode sobre o propiciatório, como fizera com o sangue do novilho (Lv.16:15).
Depois disso, o sumo sacerdote voltava ao pátio e abençoava o povo. Então, “havendo acabado de fazer expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar” (Lv.16:20), fazia chegar o bode vivo, para Azazel, e o enviava ao deserto onde morria.
11.7 O bode para o Senhor que morria no Dia da Expiação é um símbolo de Cristo, que viria ao mundo morrer pelos pecados da humanidade (Is.53:7; Jo.1:29; Ap.13:8). A purificação do santuário ilustrava então três fases do ministério de Cristo: (1) sacrifício substitutivo, (2) mediação sacerdotal e (3) julgamento final.
O bode emissário, ou Azazel, que era levado para o deserto e abandonado para ser morto é uma representação de Satanás que, após a Volta de Cristo, será aprisionado por 1.000 anos (Je.4:23-26; Ap.20:1-2). Depois disso, será solto e destruído (Ap.20:7-9). Uma vez que o bode emissário só entrava em cena “terminada a expiação” (Lv.16:20), é evidente que Satanás não participa na expiação dos pecados, mas é destruído por seus próprios pecados e pelos pecados que levou outros a cometerem.
11.8 Todos os sacrifícios do santuário constituíam o caminho da salvação pela fé e instruíam o povo de Deus sobre o terrível caráter do pecado e apontava o meio escolhido por Deus para acabar com o pecado, ou seja, o sacrifício do Filho de Deus (Jo.1:29). Quando Jesus morreu na cruz, o véu do templo, que separava o lugar santo do santíssimo, rasgou-se de alto a baixo, indicando o fim de todo o sistema sacrifical de animais que, por milênios, apontava para a morte do Filho de Deus.
11.9 O santuário terrestre foi o centro de adoração para o povo de Deus ao longo de séculos. A primeira tenda foi construída por Moisés por ordem divina (Ex.25:8). Este tabernáculo, ou tenda móvel, mudava de local à medida que o povo viajava pelo deserto em direção a Canaã. Alguns calculam que nesse período de 40 anos de peregrinação no deserto, o tabernáculo tenha sido mudado 41 vezes. Quando finalmente chegaram a Canaã, o tabernáculo foi fixado definitivamente em Siló (Js.18:1).
Quando Davi se tornou rei, após Deus ter lhe concedido vitória sobre os inimigos, ele sentiu o desejo de construir uma habitação mais digna para morada do Altíssimo (2Sm.7:1-2). Entretanto, pelo fato dele ter sido um homem sanguinário, Deus não permitiu edificar o templo, e disse que seu filho Salomão o construiria (1Rs.6:1-38).
Salomão edificou o templo, trouxe a Arca da Aliança e a colocou no lugar santíssimo do templo (1Rs.8:6) e foi sentida a presença de Deus. Este templo foi o centro de adoração por séculos, até que foi destruído por Nabucodonosor, na terceira invasão babilônica a Jerusalém, no ano 586 a.C. (2Rs.25:9). Depois do cativeiro babilônico que durou 70 anos (Je.25:11), o povo de Deus voltou para Jerusalém e Esdras e Neemias se encarregaram da reconstrução da cidade e do templo (Ed.1:1-11; Ne.3:1-32). Este templo agora reformado recebeu o nome de Templo de Zorobabel, que era então o governador da Judéia (Ed.6:16; Ag.1:1).
Este mesmo templo foi reformado por Herodes, e passou a se chamar Templo de Herodes. Foi este que Jesus visitou e fez a profética declaração “não ficará aqui pedra sobre pedra” (Mt.24:1-2). Esta profecia de Cristo se cumpriu no ano 70 d.C., quando a cidade de Jerusalém e o templo foram destruídos por ordem de Tito, o imperador romano.
11.10 Se a profecia foi feita nos dias de Daniel, cerca de 600 anos antes de Cristo, então não pode estar falando do santuário terrestre. A profecia apontava para uma purificação no fim do período de 2.300 anos, o que excede a história do santuário terrestre, destruído no ano 70 d.C. De fato, o santuário a ser purificado no fim das 2.300 tardes e manhãs era o Santuário Celestial (Hb.9:23-24).
Assim como a purificação do santuário terrestre, nos dias do Antigo Testamento, representava um juízo de vindicação do povo de Deus, o mesmo ocorrerá ao término da purificação do Santuário Celestial. O povo de Deus será vindicado, a Lei de Deus que fora pisada pelo chifre pequeno será restaurada, e a igreja remanescente que estivera oculta no deserto por anos, será revelada (Ap.12:6 e Ap.12:16).
Agora estamos prontos para compreender a profecia das 2.300 tardes e manhãs, quando o santuário será purificado. Em que ano ocorreu esse evento? Quais as implicações para os cristãos modernos? Estas perguntas serão respondidas em nosso próximo estudo.
Por hoje, vamos nos apegar à promessa da Bíblia: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:15-16).
12.1 Deus declarou por meio do profeta Amós que não faria coisa alguma sem “primeiro revelar Seus segredos, aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). Todas as profecias na Bíblia foram dadas ao povo de Deus com o objetivo de prepará-lo para os eventos que ainda aconteceriam e envolvê-los no cumprimento dos desígnios divinos.
A profecia das “2.300 tardes e manhãs” é a profecia mais longa da Bíblia e chega até nossos dias. Ela traz revelações surpreendentes sobre a vinda do Messias e a conclusão do grande plano da salvação. Hoje aprenderemos quando termina o período dos 2.300 anos e o que aconteceria no final deles.
Já vimos em nosso último estudo que este santuário a ser purificado era o celestial, e isto aconteceria apenas ao término do período profético. Logo, para sabermos quando terminam os 2.300 anos, basta descobrirmos quando eles começam. Para isso estudaremos agora o capítulo 9 de Daniel.
12.2 Nabucodonosor, rei de Babilônia, invadiu Jerusalém três vezes. Na primeira invasão, em 605 a.C., os príncipes foram feitos escravos e levados para Babilônia, e entre estes estava Daniel (2Rs.24:14; Dn.1:3-6). A cidade de Jerusalém e o Templo de Salomão foram destruídos somente na terceira invasão babilônica, que ocorreu no ano 586 a.C. (ver 2Rs.25:8-9).
Através do profeta Jeremias, Deus predisse que o cativeiro babilônico duraria 70 anos (Je.25:11), e que depois deste tempo Deus levantaria o libertador, Ciro, para trazer Seu povo de volta à Jerusalém (Is.45:1). A queda de Babilônia no ano 539 a.C. levou Daniel a estudar as profecias, especificamente Jeremias, que fala do período de 70 anos que duraria o cativeiro (Je.25:11-12; Dn.9:2).
Transcorria o primeiro ano de Dario, filho de Assuero, ou seja, cerca de 538 a.C. Desde que Daniel fora levado cativo à Babilônia (605 a.C.) já havia passado 68 anos. A Medo-Pérsia acabara de derrotar Babilônia e faltavam agora apenas dois anos para o povo judeu voltar para a sua terra natal. Então Daniel orou para que Deus cumprisse Sua promessa e libertasse Seu povo.
Daniel pensava que a profecia da purificação do santuário de Daniel 8:14 se referia a restauração do templo e da cidade de Jerusalém, que estavam em ruínas.
12.3 O anjo Gabriel foi enviado para explicar a Daniel a “visão” (Dn.9:23). Que visão? A visão das 2.300 tardes e manhãs (Dn.8:14), visão esta que Daniel não havia compreendido (Dn.8:26-27). Contudo, ao invés de falar dos 2.300 dias proféticos, que alcançariam o tempo do fim e a purificação do santuário, ele introduz a profecia das 70 semanas. Daniel havia orado por seu povo e pelo santuário terrestre que estava desolado, por isso o anjo se limita a um período menor relacionado com o povo de Daniel e sua cidade, Jerusalém.
12.4 A palavra “determinadas” aqui pode ser traduzida literalmente como “cortadas”, ou seja, as 70 semanas ou 490 anos seriam cortados do período maior de 2.300 anos. Este período de tempo seria destinado ao povo judeu para: (a) fazer cessar a transgressão, (b) dar fim aos pecados, (c) expiar a iniquidade, (d) trazer a justiça eterna, (e) selar a visão e a profecia e (f) ungir o santo dos santos (Dn.9:24). Em outras palavras, o Céu esperava arrependimento por parte dos israelitas e se isso não acontecesse, o povo perderia o privilégio de ser a nação escolhida.
12.5 O livro de Esdras registra três decretos referentes à repatriação dos judeus: o primeiro foi promulgado no primeiro ano de Ciro, ao redor de 537 a.C. (Ed.1:1-4); o segundo, durante o reinado de Dario I, cerca do ano 519 a.C. (Ed.6:1-12); o terceiro, no 7º ano de Artaxerxes, 457 a.C. (Ed.7:1-26).Entretanto, apenas o decreto de Artaxerxes em 457 a.C. cumpre os requisitos da profecia de Dn.9:25, que marca o início do período profético das 70 semanas e dos 2.300 dias proféticos. Neste decreto, além de permitir a repatriação dos judeus, Artaxerxes também concedeu a eles o status de autonomia governamental (ver Ed.6:14; Ed.7:25-26).
12.6 O anjo dividiu a profecia em períodos: 7 semanas + 62 semanas = 69 semanas.
Se cada semana possui 7 dias e estamos falando em dias proféticos, ou seja, cada dia representando um ano, assim temos o seguinte cálculo: 69 semanas x 7 dias = 483 dias proféticos/anos literais.
Se partirmos do ano 457 a.C., data do decreto de Artaxerxes, e viajarmos no tempo 483 anos, chegaremos ao ano 27 d.C. Segundo o anjo, este seria o ano do aparecimento do “Ungido”, o “Príncipe” (Dn.9:25).
12.7 Tibério Cláudio Nero César foi o segundo imperador romano pertencente à dinastia Júlio-claudiana. O 15º ano de Tibério César é justamente o ano 27 d.C. Este foi o ano do batismo de Cristo quando Ele recebe a unção do Espírito Santo (Mt.3:16). Jesus estava então com cerca de 30 anos ao iniciar Seu ministério terrestre (Lc.3:23).
12.8 Jesus foi batizado no ano 27 d.C. Conforme a profecia Ele faria uma “firme aliança com muitos, por uma semana”, ou sete anos, alcançando assim o ano 34 d.C.
Que acontecimento assinala o fim desse período de aliança? Estudando o livro de Atos, encontramos o último discurso de Estevão, um dos sete diáconos da igreja primitiva (At.7:1-53). Após sua pregação ele foi apedrejado até a morte (At.7:54-58). Antes de morrer ele contemplou Jesus em pé à direita do Pai (At.7:55-56), numa atitude de reprovação e julgamento à nação judaica. Isso ocorreu no ano 34 d.C. e assinala o fim dos 490 anos de oportunidade ao povo judeu como povo escolhido. Após isto Deus levantou Sua igreja para que através dela o evangelho fosse pregado a todas as nações. Saulo, que estava presente no apedrejamento de Estevão (At.7:58) tornou-se Paulo, o apóstolo dos gentios, e pregou o evangelho aos pagãos, gregos e romanos (At.9:1-9; Rm.1:1).
12.9 Como Jesus fez “cessar o sacrifício e a oferta de manjares”? Ele próprio deu fim ao sistema de sacrifícios do Antigo Testamento tornando-se a própria oferta (Jo.1:29; 1Co.5:7). No exato momento de Sua morte, o véu do templo, que separava o local santo do santíssimo, rasgou de alto a baixo indicando assim o fim daquele sistema tipológico de salvação (Mt.27:50-51; Hb.9:11-15 e Hb.9:28).
12.10 A ordem para “restaurar e edificar Jerusalém” foi promulgada no ano 457 a.C. Viajando os 490 anos, dado aos judeus, chegamos ao ano 34 d.C., quando Estevão foi apedrejado. Restam ainda 1.810 anos do período maior de 2.300 anos. Basta agora adicionar os 1.810 anos restantes, e a profecia alcança o tempo exato em que se iniciaria a purificação do santuário, ou seja, 1844.
Fazendo agora um paralelo entre o 10º dia do 7º mês do calendário judaico, dia que acontecia a expiação em Israel (Lv.16:29), com o nosso calendário gregoriano atual, chegamos ao dia 22 de outubro de 1844. Dois acontecimentos especiais ocorreram nessa data:
a) NA TERRA: No fim do século XVIII e início do século XIX vários acontecimentos geraram uma grande expectativa em torno das profecias bíblicas, particularmente do livro de Daniel. No dia 1º de novembro de 1755 ocorreu o grande terremoto de Lisboa. Vinte e cinco anos depois, no dia 19 de maio de 1780, o sol escureceu trazendo temor e expectativa a todos e, na noite imediata, a lua apareceu no céu vermelha como sangue. No dia 20 de fevereiro de 1798, por ordem de Napoleão, o papa Pio VI foi preso. Em 13 de novembro de 1833 ocorreu a famosa “queda das estrelas”. O mundo esperava por algo grandioso. De fato, o tempo do fim havia chegado, especificamente com as datas de 1798, fim dos 1.260 anos de supremacia papal (538 d.C. a 1798 d.C.) e 1844, fim do período das 2.300 tardes e manhãs.
Milhares de cristãos esperavam que Jesus voltasse em 1844, justamente como resultado do estudo de Daniel 8:14. Um dos principais líderes desse período foi um fazendeiro chamado Guilherme Miller, que deu origem ao movimento milerita. Eles pensavam que a purificação do santuário fosse a Segunda Vinda de Cristo. O dia 22 de outubro de 1844 passou e Jesus não voltou. Foi uma amarga decepção. Todavia, esta decepção já estava profetizada. Em Apocalipse 10 lemos a respeito de um livrinho que João deveria tomar e comer. Na boca seria doce, mas no estômago, amargo (Ap.10:8-10). Essa profecia descrevia a experiência de desapontamento que os mileritas enfrentariam. O movimento milerita deu origem a Igreja Adventista do Sétimo Dia (Ap.12:17; Ap.14:6-12), igreja que surge com a missão de restaurar a verdade de Deus deitada por terra pelo chifre pequeno (Dn.7:25 e Dn.8:12).
b) NO CÉU: Quando Jesus ascendeu aos céus (At.1:9), Ele foi para o Santuário Celestial e deu início ao ministério de intercessão, assim como o sacerdote fazia ao longo do ano. Assim como o santuário terrestre passava por uma purificação anual, o mesmo aconteceria com o celestial. Essa obra de purificação, de acordo com Dn.8:14, ocorreria depois de 2.300 anos, ou seja, no ano de 1844. No dia 22 de outubro deste ano Jesus dá início ao Seu ministério como Sumo sacerdote. Isso indica que estamos vivendo, desde 1844, o grande dia profético da expiação. Quando esse juízo terminar Jesus voltará a terra como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16), para dar a recompensa a cada um (Mt.25:31-46) e destruir o chifre pequeno. Finalmente o reino será dado aos santos do Altíssimo e eles reinarão por toda a eternidade (Dn.7:11; Dn.7:18 e Dn.7:27).
13.1 Já havia passado setenta anos desde que Daniel e seus amigos foram levados cativos à Babilônia. Daniel estava bem idoso, com cerca de 90 anos de idade e ainda cumpria seus deveres como estadista naquela terra estrangeira, agora sob o domínio dos persas. Ciro, rei da Pérsia, havia emitido um decreto que permitia aos judeus voltarem e reconstruírem os muros e o Templo de Jerusalém (Ed.1:1-4).
Os samaritanos, povo vizinho de Israel, ofereceram ajuda para esta reconstrução, mas a oferta foi negada por causa da idolatria deles. Como vingança eles levantaram falsas acusações contra os judeus e tentaram influenciar o rei da Pérsia a retirar a sua ajuda e revogar sua ordem para reconstruir Jerusalém (Ed.4:5).
Na lição de hoje teremos um vislumbre do “grande conflito” (Dn.10:1) que existe nos bastidores da História e, mais uma vez, encontraremos Daniel, que desde a juventude sempre confiou em Deus, ajoelhado em oração.
Daniel e seus assistentes caminhavam pelas margens do rio Tigre quando ele recebeu uma “grande visão”. Aqueles que o acompanhavam foram tomados de “grande temor”, “fugiram e se esconderam”. Só Daniel viu a visão e ao final, ele ficou muito enfraquecido.
13.2 Daniel “viu” um “grande conflito” envolvendo o povo de Deus e seus inimigos. Os samaritanos tentavam influenciar o rei da Pérsia a não permitir mais que os judeus reconstruíssem a cidade e o Templo de Jerusalém. Como resultado da oposição, a obra de reconstrução teve que parar. O idoso profeta ficou angustiado, pois de acordo com a profecia de Jeremias já tinham passado os setenta anos de cativeiro na Babilônia e o povo estava impedido de reconstruir o templo (Je.25:11-12; Dn.9:2; Ed.4:4-5).
13.3 O santuário era o centro da verdadeira adoração estabelecida por Deus. Ele havia ordenado Moisés a construir um tabernáculo para que pudesse “habitar” entre o Seu povo (Ex.25:8). Depois que Israel se estabeleceu como nação em Canaã, Davi desejou no coração edificar uma “casa” para o Senhor, porém, foi Salomão que a construiu. Este templo era magnífico em esplendor, mas agora nos dias de Daniel ele estava em ruínas. O propósito de Deus era que através dos ensinamentos do templo todas as nações tivessem a oportunidade de conhecer o Deus verdadeiro (1Rs.8:39). O profeta Ageu profetizou que o Messias, Aquele para quem os símbolos do santuário apontavam, encheria de glória a casa do Senhor (Ag.2:7; Lc.2:49).
13.4 A maneira de Daniel resolver os problemas era confiar em Deus. Desde a sua juventude, quando foi levado cativo à Babilônia, até os últimos anos de sua vida, Daniel teve uma vida distinguida de oração. Além de orar, o idoso profeta eliminou da sua dieta todas as iguarias. Ele substituiu por pão e vegetais, e bebia apenas água. Alimentava-se da comida mais simples, e apenas o suficiente para manter-se vivo até que suas orações fossem respondidas.
13.5 Ao comparar a visão que Daniel teve com a de João, na ilha de Patmos, concluímos que o Ser que Daniel viu não era outro senão Jesus, o Filho de Deus. Quão confortante foi para Daniel contemplar Jesus!
INTERPRETAÇÃO DOS SÍMBOLOS
Vestido de linho ou vestes talares:Era a veste sacerdotal, feita de linho que representa a pureza de Cristo e Sua obra mediadora como nosso Sumo Sacerdote.
Cingidura de ouro:Representa a prontidão de Cristo para fazer o que for necessário por Seu povo e Sua igreja.
Olhos como tochas de fogo:Revela a firmeza de Seu semblante, que aterroriza os inimigos, que não conseguem encará-Lo.
Pés como de bronze:Isso representa Seu poder glorioso, dedicado a defender e apoiar Seu povo e a derrotar os inimigos.
Voz como o estrondo de muita gente:Sua voz ressoa como a majestade de muitas águas. A Palavra de Deus é eficaz para salvar ou destruir.
13.6 A palavra hebraica ´sar (traduzida por príncipe) é empregada frequentemente por Daniel com referência a seres sobrenaturais (Dn.8:11; Dn.8:25; Dn.10:13; Dn.10:21; Dn.12:1). O texto bíblico deixa claro que por detrás do rei da Pérsia estava o príncipe do mal, Satanás, que desejava interferir nos planos de Deus. Neste “grande conflito” Daniel “viu” (Dn.10:1) uma luta muito intensa. De um lado estava um “anjo mau” agindo para frustrar os desígnios divinos, e do outro lado, possivelmente o anjo Gabriel, o mesmo que o havia auxiliado em ocasiões anteriores.
13.7 Deus ouviu a oração de Daniel desde o primeiro momento em que ele se pôs a orar, mas o príncipe do reino da Pérsia resistiu por vinte e um dias. Durante esse tempo Daniel orou sem ter nenhuma resposta. Deus se importa com cada um de nós. Ao orar, você concede a Ele permissão para agir em seu favor. Toda oração sincera é ouvida no Céu, muito embora a resposta pareça demorar mais do que podemos compreender.
13.8 O nome Miguel significa “Quem é como Deus?” Jesus é descrito no Novo Testamento como a “imagem do Deus invisível” (Cl.1:15). “Miguel, o Arcanjo” (Jd.1:9) é um título de Cristo como o dirigente dos exércitos angelicais. Ninguém a não ser Deus tem o poder de ressuscitar os mortos. Eles serão ressuscitados ao ouvir-se “a voz do arcanjo”. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). O próprio Cristo declarou: “Vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus. [...] todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão” (Jo.5:25; Jo.5:28).
Em resposta a oração de Daniel, Jesus veio pessoalmente livrar Seu povo e confortar o coração do idoso profeta. Satanás, representado na profecia pelo príncipe do reino da Pérsia, foi expulso e a obra de reconstrução do santuário pôde seguir avante. Terminada a obra, as atividades do templo foram retomadas, os sacrifícios voltaram a acontecer e, no tempo determinado, Jesus veio cumprir os simbolismos e trazer salvação (Gl.4:4-5; Hb.9:13-14).
14.1 Existe um jogo de tabuleiro chamado War em que os participantes representam as nações que estão em guerra. Ninguém sabe ao certo quem vencerá. É um jogo de estratégia e sorte. Diferentemente deste jogo, o capítulo 11 de Daniel não deixa espaço para sorte. Na descrição de eventos que ainda deveriam ocorrer, o profeta descreve inúmeros conflitos envolvendo o povo de Deus e seus perseguidores. De maneira precisa Deus revela o futuro das nações e o estabelecimento de Seu reino eterno.
Visto que Daniel teve esta visão no terceiro ano de Ciro (ver Dn.10:1), os três reis que sucederam no trono da Pérsia foram Cambises (530-522 a.C.), Falso Smerdis ou Gaumata (522 a.C.), que ficou poucos meses no trono e Dario I (522-486 a.C.). O quarto rei é Xerxes (486-465 a.C.), muito mais rico do que todos os outros. Ele é identificado como o rei Assuero, marido da rainha Ester.
14.2 O verso 2 (Dn.11:2) diz que o quarto rei, identificado como Xerxes, empregaria toda sua riqueza “contra o reino da Grécia”. A Península Grega era a única área no Mediterrâneo Oriental que não estava sob o domínio Persa. Em 490 a.C., Dario, o Grande, predecessor de Xerxes, fora detido em sua tentativa de subjugar os gregos. A fim de controlar essa importante área do Mediterrâneo, Xerxes ajuntou o maior exército da História. Heródoto enumera mais de 40 nações que forneceram tropas para o exército Persa. Assim como descrito na profecia, Xerxes empreendeu “tudo contra o reino da Grécia”, mas foi vergonhosamente derrotado.
14.3 O “rei poderoso” é Alexandre, o Grande, cujo exército conquistou em tempo relâmpago o vasto território do Império Persa. A descrição nos lembra de Dn.8:7, onde é dito que o carneiro (Medo-Pérsia) sofreu uma derrota vergonhosa diante do bode (Grécia). Contudo, no auge do seu poder o reino de Alexandre foi quebrado e dividido entre seus generais. A profecia especificava que seu reino não seria para a sua posteridade.

QUEDA E SUCESSÃO DO IMPÉRIO GREGO
Alexandre, o Grande, alcançou o auge de sua carreira com a idade de 32 anos, mas depois de passar dois dias bebendo sem limites, foi acometido por uma febre e morreu em 323 a.C. Alexandre foi sucedido por seu filho (nascido logo após sua morte) e seu meio-irmão demente Filipe. Ninguém de sua família imediata era capaz de manter unidos os territórios que ele havia conquistado. Os generais de Alexandre assassinaram seu filho e o seu irmão, dividindo o reino entre si. Conforme Dn.11:4, o Império Grego foi dividido em quatro partes (“quatro ventos”), sucedido por seus generais e não por um descendente, pois sua família já tinha sido extinta.

GENERAIS DE ALEXANDRE E A DIVISÃO DOS REINOS
Cassandro – Oeste
Lisímaco – Norte
Selêuco – Leste
Ptolomeu – Sul
14.4 O império de Alexandre foi dividido entre quatro sucessores, mas não demorou muito para que esses quatro fossem reduzidos a dois. As expressões “Rei do Sul” e “Rei do Norte” aparecem com frequência neste capítulo de Daniel e não há dúvida de que “o reino do sul” é o Egito, governado pelos Ptolomeus, ao passo que “reino do norte” é a Síria, governada pelos Selêucidas. Qual seria a razão da profecia dedicar uma atenção especial a essas duas divisões do império de Alexandre? Pela simples razão de que um e depois o outro controlaram o território de Israel. Do ponto de vista da História da Redenção os acontecimentos políticos adquirem significado no momento em que têm relação com o povo de Deus.
14.5 O rei do Egito, Ptolomeu II, e o rei Antíoco II, da Síria, tentaram estabelecer paz entre seus respectivos países, através de um casamento. Antíoco II deveria se casar com Berenice, filha de Ptolomeu II, mas teve que divorciar-se de sua esposa Laodice. Esta tentativa de cimentar as relações entre o Egito e a Síria não teve êxito. Depois que seu sogro (o rei Ptolomeu) morreu, ele se divorciou de Berenice e retomou Laodice como sua esposa. Ela conseguiu fazer envenenar Berenice e seu filho, garantindo, deste modo, que seu próprio filho Seleuco II subisse ao trono da Síria. Há algo extraordinário nisso tudo: a Bíblia predisse esses acontecimentos com detalhes, 300 anos antes de ocorrerem! Isso nos diz algo sobre Deus. Ele conhece todas as coisas e conduz o rumo da História em direção ao evento mais esperado – Seu glorioso retorno.
Vimos até aqui que a profecia do capítulo 11 começa com a descrição dos reis persas e continua com Alexandre, o Grande. Em seguida o esboço profético muda para os selêucidas e ptolomeus, generais de Alexandre, que se desenvolvem a partir da desintegração do seu império.
Daniel 10, 11 e 12 apresentam um alargamento progressivo dos temas tratados nas profecias anteriores, não mais a partir da Babilônia, mas passa rapidamente pelo declínio e queda do Império Medo-Pérsia, ascensão e queda do Império Grego. Em seguida focaliza sua atenção sobre Roma Pagã e Papal, representados pelas pernas e pés da estátua do capítulo 2, pelo “animal terrível e espantoso” do capítulo 7 e “chifre pequeno” dos capítulos 7 e 8.
14.6 As mesmas ações do “chifre pequeno” registradas nos capítulos 7 e 8 são reproduzidas com maiores detalhes neste capítulo. Segundo Dn.11:22 “o rei do norte” deveria quebrantar “o príncipe da aliança”. O termo hebraico usado para “príncipe” nesse versículo é “Nagid” e esta mesma palavra ocorre apenas mais uma vez no livro de Daniel (Dn.9:25-27). Como já foi estudado, esta passagem de Daniel 9, que explica a visão do capítulo 8, menciona um Nagid-Príncipe que faria uma firme aliança com muitos, ou seja, Ele seria morto. Portanto, o Nagid que seria “quebrantado” no capítulo 11 deve ser identificado com o mesmo Nagid-Príncipe do capítulo 9, a saber, Jesus. Tanto a morte de Cristo como a destruição de Jerusalém ocorreram durante o domínio do Império Romano. Assim, podemos interpretar com segurança que o “homem vil” referido nos versos 21 em diante se refere tanto a Roma Pagã como a Papal.
14.7 Conforme já estudamos, o “chifre pequeno” profanaria o santuário, retirando o tamid ou “o diário, contínuo” (ver lição 10). Os serviços diários e o serviço anual do santuário tipificavam, correspondentemente, o sacrifício todo suficiente de Jesus Cristo e Seu ministério Sumo Sacerdotal no Santuário Celestial. O “chifre pequeno” estabeleceu um sistema sacerdotal paralelo ao de Cristo com a confissão auricular e o sacrifício da missa em lugar da obra mediadora de Cristo como nosso Sumo-Sacerdote nas cortes celestiais.
14.8 O profeta viu que o verdadeiro povo de Deus, que sempre esteve determinado a contar aos outros sobre a gloriosa verdade do evangelho, enfrentaria perseguições e dificuldades impostas por Roma. Esta igreja apóstata utilizaria a força, a tortura e a inquisição para eliminar qualquer um que ensinasse de maneira diferente o que ela ensinava.
14.9 A Bíblia descreve que esse poder continuará sua guerra contra os santos até o fim e, então, seu domínio será retirado para sempre, e será consumido quando Jesus se manifestar em Sua Segunda Vinda (2Ts.2:8).
15.1 Antes do retorno de Jesus a esta terra haverá um tempo de grande prova para o povo de Deus. As provações são permitidas por Deus com o objetivo de transformar nosso caráter (1Pe.4:12-14) e nos preparar para o Céu. A boa notícia do livro de Daniel é que nesse tempo de prova se levantará Miguel, que é o próprio Cristo, para salvar Seus filhos fiéis.
Daniel escreveu: “Nesse tempo se levantará Miguel” (Dn.12:1). De que tempo está falando Daniel? Parece que esta frase está relacionada à expressão “no tempo do fim” de Dn.11:40. Isto que dizer que o profeta Daniel situa os acontecimentos do capítulo 12 depois dos anos 1798 e 1844, datas já vistas como ponto inicial do período de tempo chamado “tempo do fim”.

UM TEMPO DE ANGÚSTIA NO TEMPO DO FIM
Antes do retorno de Cristo a esta Terra os filhos sinceros de Deus passarão por um tempo de angústia jamais experimentado na história.
15.2 O profeta faz um paralelo entre a angústia final do povo de Deus e a angústia vivenciada por Jacó em seus dias. Em Genêsis 32 lemos a história da angústia de Jacó ao saber que seu irmão, Esaú, a quem havia enganado, vinha marchando contra ele com 400 homens (Gn.32:6). A experiência de Jacó é tomada como exemplo da angústia que os filhos de Deus enfrentarão nos dias finais da história.

PARALELO ENTRE JACÓ E OS SALVOS NO TEMPO DO FIM
(1) Jacó foi ameaçado de morte por Esaú.
(2) Jacó lutou para conseguir o livramento.
(3) Satanás levou Esaú a marchar contra Jacó.
(4) Satanás se esforçou para impor sobre Jacó a intuição da culpa.
(5) Jacó se apegou ao Anjo e insistiu até prevalecer.

(1) Os remanescentes serão ameaçados de morte.
(2) Os remanescentes clamarão a Deus de dia e de noite.
(3) Os ímpios marcharão contra os remanescentes.
(4) Satanás se esforçará para fazê-los pensar que seu caso é sem esperança.
(5) O remanescente se apegará a Deus em oração.
15.3 Quando Jesus deixar o Santuário Celestial não haverá mais oportunidade de arrependimento e salvação. Isso quer dizer que quem estiver salvo não poderá mais se perder e quem estiver perdido não poderá se salvar. Todos os casos estarão decididos. Por isso precisamos estar atentos aos acontecimentos que ocorrerão antes deste evento.
Este momento é também chamado de “Fechamento da Porta da Graça”. Esta expressão não está na Bíblia, mas o conceito por ela ensinado pode ser encontrado em diversos textos das Escrituras (ver Mt.25:10; Lc.13:25; Ap.3:7; Ap.22:11).
15.4 Satanás tentará imitar a Volta de Jesus, fazendo-se passar pelo próprio Cristo.
O Espírito Santo será derramado e capacitará os cristãos sinceros a anunciar a última mensagem de advertência antes da Volta de Cristo.
O evangelho será pregado a todo o mundo e cada pessoa terá a oportunidade de tomar uma decisão a favor ou contra Cristo.
Um decreto será firmado obrigando a todos os moradores a receber a marca da besta e adorar sua imagem.
15.5 O primeiro evento após Jesus deixar o Santuário Celestial será o derramamento das sete pragas (Apocalipse 16). A ira de Deus se manifestará através delas. A Bíblia nos diz que isto acontece porque os pecados de Babilônia “se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou” (Ap.18:5). A queda das sete últimas pragas são a prova visível que Jesus não está mais no santuário e que o caso de todos os habitantes da Terra já foi decidido para salvação ou perdição eterna.
15.6 Queda das sete últimas pragas.
A Volta de Jesus.
Um tempo de angústia sem precedentes.
Primeira ressurreição – salvos.
Uma ressurreição especial onde um grupo de salvos e perdidos ressuscitam juntos.
15.7 Paulo declara que Jesus voltará para buscar aqueles que amaram a Sua vinda (2Tm.4:8). Jesus aparecerá nas nuvens dos céus e ressuscitará os salvos que estiverem mortos (Jo.5:28). Eles se unirão aos salvos vivos (1Ts.4:17), e subirão ao encontro de Jesus “nos ares”. Jesus levará os remidos para a casa de Seu Pai (Jo.14:1-3) e juntos reinarão por mil anos (Ap.3:21; Ap.20:4).
15.8 Cidade Santa desce dos céus.
Os perdidos mortos ressuscitam.
Satanás é solto de sua prisão.
Satanás e todos os ímpios, ao marcharem para atacar a Nova Jerusalém, serão destruídos.
O mesmo fogo que destruirá Satanás purificará esse planeta que será a eterna morada dos salvos.
15.9 Todo aquele que aceita a Jesus como Senhor e Salvador tem seu nome registrado no Livro da Vida. Um dia este livro será aberto (Ap.20:12), e somente os inscritos nele receberão a vida eterna e uma coroa de vitória.
15.10 O anjo Gabriel ordenou que Daniel selasse o livro “até o tempo do fim”, quando muitos o estudariam e a ciência, ou seja, o conhecimento deste livro, se multiplicaria. Então Gabriel deu a Daniel a certeza de que sua recompensa estaria garantida, que ele descansaria, ou seja, morreria, mas ressuscitaria para receber a vida eterna.
16.1 Certa vez um pai surpreendeu-se ao ver, pela porta entreaberta do quarto do seu filho, a expressão preocupada do menino ao ler a história do seu herói predileto. Enquanto roía as unhas, ele angustiava-se diante das páginas coloridas daquele pequeno livro. Após esquivar-se por alguns instantes daquela cena, o pai retornou ao quarto do garoto e percebeu que ele estava com o semblante sereno, despreocupado e esboçava um largo sorriso no rosto. O pai, agora mais curioso ainda, perguntou:
- Filho, há poucos instantes eu olhei por entre a porta e vi que você estava angustiado com a história. Mas agora você está sorrindo. O que aconteceu na história?
O menino, sorrindo, respondeu:
- É o seguinte, pai. Quando o senhor me viu pela primeira vez, eu estava lendo a parte da história que mostrava a prisão do meu herói e das torturas que ele recebeu. Eu fiquei muito preocupado e tive uma ideia. Fui até ao final do livro para ver o que aconteceria com ele. Quando li a última página, percebi que o meu herói saiu da prisão, derrotou o inimigo e saiu vencedor! Por isso estou feliz agora!
Quando lemos algumas páginas da nossa história, percebemos que o mal tem dominado e o reino das trevas tem alcançado supremacia neste mundo. É bom lembrar que o final da história ainda está por vir. O nosso Herói sairá vencedor. Afinal, Ele venceu na cruz do Calvário e nos garantiu o reino! Neste estudo, relembraremos a nossa maior esperança, quando o sonho de reinarmos com Deus será uma realidade.
A pedra que destrói os pés da estátua representa Cristo em Sua Segunda Vinda, quando dará fim aos reinos terrestres e estabelecerá o Seu reino eterno (Mt.24:30; Ap.1:7). A Volta de Jesus é a “bendita esperança” (Tt.2:13) que impulsiona a nossa vida. Deus deseja que esperemos e apressemos esse grande dia (2Pe.3:12).
16.2 Assim como a grande Babilônia “caiu” em 539 a.C. pelo rei persa Ciro, a Babilônia espiritual também cairá e receberá o juízo de Deus nos últimos dias (Ap.16:12). Esta “Babilônia” mencionada em Ap.14:8 representa toda a sorte de falsos sistemas religiosos que têm ensinado e praticado doutrinas que são contrárias à Palavra de Deus.
16.3 Cerca de cinco séculos e meio antes da primeira Vinda de Cristo, Daniel descreveu, através da cronologia das 70 semanas, que Jesus seria UNGIDO (essa é uma referência direta ao Seu batismo, ocorrido no ano 27 d.C.) e MORTO (fato ocorrido após exatos três anos e meio do Seu Batismo, no ano 31 d.C.), comprovando que na metade da última semana Ele faria “cessar o sacrifício e a oferta de manjares” (Dn.9:27). A primeira Vinda de Cristo é a garantia de que a promessa da Sua Segunda Vinda se cumprirá. Ele é fiel e não pode mentir (Hb.9:28; Tt.1:2).
16.4 Daniel recebeu o selo da aprovação divina e sua vida estava protegida em Deus. Ele havia passado por provas e sofrimentos, mas nunca deixara de confiar em Cristo. Próximo ao fim de sua vida, com cerca de 90 anos de idade, ele ouve as palavras de consolo: “Tu, porém, segue o teu caminho até o fim; pois descansarás”. Esta é uma referência a sua morte, que não estava muito distante. O anjo lhe garante a vida eterna ao dizer que “ao fim dos dias [período que ele vira tantas vezes em visão], te levantarás para receber a tua herança” (Dn.12:13). Para os salvos, a morte é apenas um sono, pois aquele que morre salvo, “ao fim dos dias”, ressuscitará e receberá a herança eterna (Jo.11:24).
16.5 A Bíblia fala diversas vezes a respeito do Livro da Vida, onde estão escritos os nomes dos salvos – aqueles que aceitaram a Jesus como Seu Salvador e Senhor (Fp.4:3; Ap.20:12; Ap.20:15). Em contraste, os que rejeitarem a Palavra de Deus e servirem a falsos mestres não terão seus nomes escritos no Livro da Vida (Ap.13:7-8; Ap.17:8). Este registro de nomes indicará, diante do tribunal de Deus, aqueles que serão salvos ou não.
16.6 O primeiro passo é CRER. Essa crença não se refere apenas a um conhecimento intelectual acerca das verdades bíblicas, mas envolve um conhecimento prático e relacional com o próprio Deus. Precisamos lembrar que “até os demônios creem” (Tg.2:19), ou seja, eles conhecem a Deus e a Bíblia, porém, não possuem relacionamento de confiança com Deus. A crença que precisamos desenvolver envolve, portanto, conhecimento racional das Escrituras e um relacionamento de total confiança em Deus.
O segundo passo é SER BATIZADO. O batismo (essa palavra vem do grego “baptizo”, que significa “imergir”, “mergulhar”, “submergir”) simboliza morte para o pecado, sepultamento da velha vida e nascimento para uma nova vida com Cristo (Rm.6:3-4). O próprio Jesus, que também foi batizado, afirmou que todos nós deveríamos passar por essa experiência: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo.3:3). Se quisermos, então, que nosso nome esteja escrito no Livro da Vida e participar das Bodas do Cordeiro, precisamos passar pelo batismo.
16.7 A Bíblia ensina que Deus recompensará cada um segundo as suas obras (Ap.22:12). Aqueles que obedeceram a Deus e creram nEle, receberão o Céu e a vida eterna como herança do Senhor. Eles reinarão com Deus por toda a eternidade, e não haverá mais morte, dor nem tristeza (Ap.21:4). Que privilégio será participar do eterno reino de Cristo!