"As coisas encobertas pertencem ao nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a ns e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta lei."
Deuteronmio 29:29

ANTIGO TESTAMENTO > J
  1. A virtude, tentao e perdas de J.
  2. A adversidade e cruel aflio de J.
  3. J amaldioa o seu nascimento e lamenta a sua misria.
  4. Elifaz repreende J.
  5. Elifaz exorta J a que busque a Deus.
  6. J justifica as suas queixas.
  7. J continua justificando as suas queixas.
  8. Bildade justifica a Deus.
  9. J confessa a justia de Deus.
  10. J pede alvio sua misria.
  11. Zofar repreende J.
  12. J defende-se.
  13. J continua a sua defesa; J deseja conhecer os seus pecados.
  14. A brevidade e misria da vida humana.
  15. Elifaz acusa J de impiedade; O mpio atormentado nesta vida.
  16. J acusa a seus amigos de falta de misericdia.
  17. J continua acusando a seus amigos de falta de misericdia.
  18. Bildade acusa J de presuno e impacincia.
  19. J queixa-se da dureza dos seus amigos.
  20. Zofar descreve as calamidades que os mpios sofrem.
  21. Os mpios muitas vezes gozam prosperidade nesta vida.
  22. Elifaz exorta J ao arrependimento.
  23. J deseja apresentar-se perante Deus; J confia na misericrdia de Deus.
  24. Os mpios, muitas vezes, ficam sem castigo nesta vida.
  25. Bildade sustenta que o homem no pode justificar-se diante de Deus.
  26. J repreende Bildade; J exalta o poder de Deus.
  27. J sustenta sua integridade e sinceridade.
  28. O homem tem conhecimento das coisas da terra; A sabedoria um dom de Deus.
  29. Lamentao de J ao lembrar-se do seu primeiro estado.
  30. O estado miservel em que J caiu.
  31. J declara sua integridade.
  32. Eli repreende J e os seus trs amigos.
  33. Eli acusa J de entender mal os caminhos de Deus.
  34. Eli acusa J de falar injustamente de Deus.
  35. O bem e o mal no podem afetar a Deus; Por falta de f dos aflitos, Deus no os ouve.
  36. Eli justifica a Deus; O pecado de J impede a beno divina.
  37. Deus deve ser temido pelos seus grandes feitos.
  38. Deus responde a J.
  39. Deus continua respondendo a J.
  40. J humilha-se perante Deus.
  41. Deus prossegue.
  42. J arrepende-se; Deus manda os amigos de J ir ter com ele; Deus confere a J o dobro da prosperidade que tinha antes.
Comentrio Adventista Verso J > 1 > A virtude, tentao e perdas de J.
CJ.1:1 1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era J; e era este homem ntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal.
CJ.1:2 2 E nasceram-lhe sete filhos e trs filhas.
CJ.1:3 3 E o seu gado era de sete mil ovelhas, trs mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram tambm muitssimos os servos a seu servio, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente.
CJ.1:4 4 E iam seus filhos casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas trs irms a comerem e beberem com eles.
CJ.1:5 5 Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava J, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o nmero de todos eles; porque dizia J: Talvez pecaram meus filhos, e amaldioaram a Deus no seu corao. Assim fazia J continuamente.
CJ.1:6 6 E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio tambm Satans entre eles.
CJ.1:7 7 Ento o SENHOR disse a Satans: Donde vens? E Satans respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.
CJ.1:8 8 E disse o SENHOR a Satans: Observaste tu a meu servo J? Porque ningum h na terra semelhante a ele, homem ntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.
CJ.1:9 9 Ento respondeu Satans ao SENHOR, e disse: Porventura teme J a Deus debalde?
CJ.1:10 10 Porventura tu no cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mos abenoaste e o seu gado se tem aumentado na terra.
CJ.1:11 11 Mas estende a tua mo, e toca-lhe em tudo quanto tem, e vers se no blasfema contra ti na tua face.
CJ.1:12 12 E disse o SENHOR a Satans: Eis que tudo quanto ele tem est na tua mo; somente contra ele no estendas a tua mo. E Satans saiu da presena do SENHOR.
CJ.1:13 13 E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmo primognito,
CJ.1:14 14 Que veio um mensageiro a J, e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles;
CJ.1:15 15 E deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e s eu escapei para trazer-te a nova.
CJ.1:16 16 Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do cu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e s eu escapei para trazer-te a nova.
CJ.1:17 17 Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Ordenando os caldeus trs tropas, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e s eu escapei para trazer-te a nova.
CJ.1:18 18 Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmo primognito,
CJ.1:19 19 Eis que um grande vento sobreveio dalm do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e s eu escapei para trazer-te a nova.
CJ.1:20 20 Ento J se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabea, e se lanou em terra, e adorou.
CJ.1:21 21 E disse: Nu sa do ventre de minha me e nu tornarei para l; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR.
CJ.1:22 22 Em tudo isto J no pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.
Comentrio Adventista Verso J > 2 > A adversidade e cruel aflio de J.
CJ.2:1 1 E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio tambm Satans entre eles, apresentar-se perante o SENHOR.
CJ.2:2 2 Ento o SENHOR disse a Satans: Donde vens? E respondeu Satans ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.
CJ.2:3 3 E disse o SENHOR a Satans: Observaste o meu servo J? Porque ningum h na terra semelhante a ele, homem ntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal, e que ainda retm a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa.
CJ.2:4 4 Ento Satans respondeu ao SENHOR, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dar pela sua vida.
CJ.2:5 5 Porm estende a tua mo, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e vers se no blasfema contra ti na tua face!
CJ.2:6 6 E disse o SENHOR a Satans: Eis que ele est na tua mo; porm guarda a sua vida.
CJ.2:7 7 Ento saiu Satans da presena do SENHOR, e feriu a J de lceras malignas, desde a planta do p at ao alto da cabea.
CJ.2:8 8 E J tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza.
CJ.2:9 9 Ento sua mulher lhe disse: Ainda retns a tua sinceridade? Amaldioa a Deus, e morre.
CJ.2:10 10 Porm ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e no receberamos o mal? Em tudo isto no pecou J com os seus lbios.
CJ.2:11 11 Ouvindo, pois, trs amigos de J todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, para o consolarem.
CJ.2:12 12 E, levantando de longe os seus olhos, no o conheceram; e levantaram a sua voz e choraram, e rasgaram cada um o seu manto, e sobre as suas cabeas lanaram p ao ar.
CJ.2:13 13 E assentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande.
Comentrio Adventista Verso J > 3 > J amaldioa o seu nascimento e lamenta a sua misria.
CJ.3:1 1 Depois disto abriu J a sua boca, e amaldioou o seu dia.
CJ.3:2 2 E J, falando, disse:
CJ.3:3 3 Perea o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!
CJ.3:4 4 Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, l de cima, no tenha cuidado dele, nem resplandea sobre ele a luz.
CJ.3:5 5 Contaminem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; a escurido do dia o espante!
CJ.3:6 6 Quanto quela noite, dela se apodere a escurido; e no se regozije ela entre os dias do ano; e no entre no nmero dos meses!
CJ.3:7 7 Ah! que solitria seja aquela noite, e nela no entre voz de jbilo!
CJ.3:8 8 Amaldioem-na aqueles que amaldioam o dia, que esto prontos para suscitar o seu pranto.
CJ.3:9 9 Escuream-se as estrelas do seu crepsculo; que espere a luz, e no venha; e no veja as plpebras da alva;
CJ.3:10 10 Porque no fechou as portas do ventre; nem escondeu dos meus olhos a canseira.
CJ.3:11 11 Por que no morri eu desde a madre? E em saindo do ventre, no expirei?
CJ.3:12 12 Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse?
CJ.3:13 13 Porque j agora jazeria e repousaria; dormiria, e ento haveria repouso para mim.
CJ.3:14 14 Com os reis e conselheiros da terra, que para si edificam casas nos lugares assolados,
CJ.3:15 15 Ou com os prncipes que possuem ouro, que enchem as suas casas de prata,
CJ.3:16 16 Ou como aborto oculto, no existiria; como as crianas que no viram a luz.
CJ.3:17 17 Ali os maus cessam de perturbar; e ali repousam os cansados.
CJ.3:18 18 Ali os presos juntamente repousam, e no ouvem a voz do exator.
CJ.3:19 19 Ali est o pequeno e o grande, e o servo livre de seu senhor.
CJ.3:20 20 Por que se d luz ao miservel, e vida aos amargurados de nimo?
CJ.3:21 21 Que esperam a morte, e ela no vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos;
CJ.3:22 22 Que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura?
CJ.3:23 23 Por que se d luz ao homem, cujo caminho oculto, e a quem Deus o encobriu?
CJ.3:24 24 Porque antes do meu po vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como gua.
CJ.3:25 25 Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu.
CJ.3:26 26 Nunca estive tranqilo, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbao.
Comentrio Adventista Verso J > 4 > Elifaz repreende J.
CJ.4:1 1 Ento respondeu Elifaz o temanita, e disse:
CJ.4:2 2 Se intentarmos falar-te, enfadar-te-s? Mas quem poderia conter as palavras?
CJ.4:3 3 Eis que ensinaste a muitos, e tens fortalecido as mos fracas.
CJ.4:4 4 As tuas palavras firmaram os que tropeavam e os joelhos desfalecentes tens fortalecido.
CJ.4:5 5 Mas agora, que se trata de ti, te enfadas; e tocando-te a ti, te perturbas.
CJ.4:6 6 Porventura no o teu temor de Deus a tua confiana, e a tua esperana a integridade dos teus caminhos?
CJ.4:7 7 Lembra-te agora qual o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destrudos?
CJ.4:8 8 Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqidade, e semeiam mal, segam o mesmo.
CJ.4:9 9 Com o hlito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira se consomem.
CJ.4:10 10 O rugido do leo, e a voz do leo feroz, e os dentes dos leezinhos se quebram.
CJ.4:11 11 Perece o leo velho, porque no tem presa; e os filhos da leoa andam dispersos.
CJ.4:12 12 Uma coisa me foi trazida em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
CJ.4:13 13 Entre pensamentos vindos de vises da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo,
CJ.4:14 14 Sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
CJ.4:15 15 Ento um esprito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne.
CJ.4:16 16 Parou ele, porm no conheci a sua feio; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silncio, e ouvi uma voz que dizia:
CJ.4:17 17 Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador?
CJ.4:18 18 Eis que ele no confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura;
CJ.4:19 19 Quanto menos queles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento est no p, e so esmagados como a traa!
CJ.4:20 20 Desde a manh at tarde so despedaados; e eternamente perecem sem que disso se faa caso.
CJ.4:21 21 Porventura no passa com eles a sua excelncia? Morrem, mas sem sabedoria.
Comentrio Adventista Verso J > 5 > Elifaz exorta J a que busque a Deus.
CJ.5:1 1 Chama agora; h algum que te responda? E para qual dos santos te virars?
CJ.5:2 2 Porque a ira destri o louco; e o zelo mata o tolo.
CJ.5:3 3 Bem vi eu o louco lanar razes; porm logo amaldioei a sua habitao.
CJ.5:4 4 Seus filhos esto longe da salvao; e so despedaados s portas, e no h quem os livre.
CJ.5:5 5 A sua messe, o faminto a devora, e at dentre os espinhos a tira; e o salteador traga a sua fazenda.
CJ.5:6 6 Porque do p no procede a aflio, nem da terra brota o trabalho.
CJ.5:7 7 Mas o homem nasce para a tribulao, como as fascas se levantam para voar.
CJ.5:8 8 Porm eu buscaria a Deus; e a ele entregaria a minha causa.
CJ.5:9 9 Ele faz coisas grandes e inescrutveis, e maravilhas sem nmero.
CJ.5:10 10 Ele d a chuva sobre a terra, e envia guas sobre os campos.
CJ.5:11 11 Para pr aos abatidos num lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvao.
CJ.5:12 12 Ele aniquila as imaginaes dos astutos, para que as suas mos no possam levar coisa alguma a efeito.
CJ.5:13 13 Ele apanha os sbios na sua prpria astcia; e o conselho dos perversos se precipita.
CJ.5:14 14 Eles de dia encontram as trevas; e ao meio dia andam s apalpadelas como de noite.
CJ.5:15 15 Porm ao necessitado livra da espada, e da boca deles, e da mo do forte.
CJ.5:16 16 Assim h esperana para o pobre; e a iniqidade tapa a sua boca.
CJ.5:17 17 Eis que bem-aventurado o homem a quem Deus repreende; no desprezes, pois, a correo do Todo-Poderoso.
CJ.5:18 18 Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mos curam.
CJ.5:19 19 Em seis angstias te livrar; e na stima o mal no te tocar.
CJ.5:20 20 Na fome te livrar da morte; e na guerra, da violncia da espada.
CJ.5:21 21 Do aoite da lngua estars encoberto; e no temers a assolao, quando vier.
CJ.5:22 22 Da assolao e da fome te rirs, e os animais da terra no temers.
CJ.5:23 23 Porque at com as pedras do campo ters o teu acordo, e as feras do campo sero pacficas contigo.
CJ.5:24 24 E sabers que a tua tenda est em paz; e visitars a tua habitao, e no pecars.
CJ.5:25 25 Tambm sabers que se multiplicar a tua descendncia e a tua posteridade como a erva da terra,
CJ.5:26 26 Na velhice irs sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo.
CJ.5:27 27 Eis que isto j o havemos inquirido, e assim ; ouve-o, e medita nisso para teu bem.
Comentrio Adventista Verso J > 6 > J justifica as suas queixas.
CJ.6:1 1 Ento J respondeu, dizendo:
CJ.6:2 2 Oh! se a minha mgoa retamente se pesasse, e a minha misria juntamente se pusesse numa balana!
CJ.6:3 3 Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso que as minhas palavras tm sido engolidas.
CJ.6:4 4 Porque as flechas do Todo-Poderoso esto em mim, cujo ardente veneno suga o meu esprito; os terrores de Deus se armam contra mim.
CJ.6:5 5 Porventura zurrar o jumento monts junto relva? Ou mugir o boi junto ao seu pasto?
CJ.6:6 6 Ou comer-se- sem sal o que inspido? Ou haver gosto na clara do ovo?
CJ.6:7 7 A minha alma recusa toc-las, pois so para mim como comida repugnante.
CJ.6:8 8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
CJ.6:9 9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mo, e me acabasse!
CJ.6:10 10 Isto ainda seria a minha consolao, e me refrigeraria no meu tormento, no me poupando ele; porque no ocultei as palavras do Santo.
CJ.6:11 11 Qual a minha fora, para que eu espere? Ou qual o meu fim, para que tenha ainda pacincia?
CJ.6:12 12 E porventura a minha fora a fora da pedra? Ou de cobre a minha carne?
CJ.6:13 13 Est em mim a minha ajuda? Ou desamparou-me a verdadeira sabedoria?
CJ.6:14 14 Ao que est aflito devia o amigo mostrar compaixo, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
CJ.6:15 15 Meus irmos aleivosamente me trataram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
CJ.6:16 16 Que esto encobertos com a geada, e neles se esconde a neve,
CJ.6:17 17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem, e em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
CJ.6:18 18 Desviam-se as veredas dos seus caminhos; sobem ao vcuo, e perecem.
CJ.6:19 19 Os caminhantes de Tema os vem; os passageiros de Sab esperam por eles.
CJ.6:20 20 Ficam envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem.
CJ.6:21 21 Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes.
CJ.6:22 22 Acaso disse eu: Dai-me ou oferecei-me presentes de vossos bens?
CJ.6:23 23 Ou livrai-me das mos do opressor? Ou redimi-me das mos dos tiranos?
CJ.6:24 24 Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.
CJ.6:25 25 Oh! quo fortes so as palavras da boa razo! Mas que o que censura a vossa argio?
CJ.6:26 26 Porventura buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razes do desesperado so como vento?
CJ.6:27 27 Mas antes lanais sortes sobre o rfo; e cavais uma cova para o amigo.
CJ.6:28 28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presena.
CJ.6:29 29 Voltai, pois, no haja iniqidade; tornai-vos, digo, que ainda a minha justia aparecer nisso.
CJ.6:30 30 H porventura iniquidade na minha lngua? Ou no poderia o meu paladar distinguir coisas inquas?
Comentrio Adventista Verso J > 7 > J continua justificando as suas queixas.
CJ.7:1 1 Porventura no tem o homem guerra sobre a terra? E no so os seus dias como os dias do jornaleiro?
CJ.7:2 2 Como o servo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,
CJ.7:3 3 Assim me deram por herana meses de vaidade; e noites de trabalho me prepararam.
CJ.7:4 4 Deitando-me a dormir, ento digo: Quando me levantarei? Mas comprida a noite, e farto-me de me revolver na cama at alva.
CJ.7:5 5 A minha carne se tem vestido de vermes e de torres de p; a minha pele est gretada, e se fez abominvel.
CJ.7:6 6 Os meus dias so mais velozes do que a lanadeira do tecelo, e acabam-se, sem esperana.
CJ.7:7 7 Lembra-te de que a minha vida como o vento; os meus olhos no tornaro a ver o bem.
CJ.7:8 8 Os olhos dos que agora me vem no me vero mais; os teus olhos estaro sobre mim, porm no serei mais.
CJ.7:9 9 Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce sepultura nunca tornar a subir.
CJ.7:10 10 Nunca mais tornar sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecer.
CJ.7:11 11 Por isso no reprimirei a minha boca; falarei na angstia do meu esprito; queixar-me-ei na amargura da minha alma.
CJ.7:12 12 Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda?
CJ.7:13 13 Dizendo eu: Consolar-me- a minha cama; meu leito aliviar a minha nsia;
CJ.7:14 14 Ento me espantas com sonhos, e com vises me assombras;
CJ.7:15 15 Assim a minha alma escolheria antes a estrangulao; e antes a morte do que a vida.
CJ.7:16 16 A minha vida abomino, pois no viveria para sempre; retira-te de mim; pois vaidade so os meus dias.
CJ.7:17 17 Que o homem, para que tanto o engrandeas, e ponhas nele o teu corao,
CJ.7:18 18 E cada manh o visites, e cada momento o proves?
CJ.7:19 19 At quando no apartars de mim, nem me largars, at que engula a minha saliva?
CJ.7:20 20 Se pequei, que te farei, Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado?
CJ.7:21 21 E por que no perdoas a minha transgresso, e no tiras a minha iniqidade? Porque agora me deitarei no p, e de madrugada me buscars, e no existirei mais.
Comentrio Adventista Verso J > 8 > Bildade justifica a Deus.
CJ.8:1 1 Ento respondendo Bildade o suta, disse:
CJ.8:2 2 At quando falars tais coisas, e as palavras da tua boca sero como um vento impetuoso?
CJ.8:3 3 Porventura perverteria Deus o direito? E perverteria o Todo-Poderoso a justia?
CJ.8:4 4 Se teus filhos pecaram contra ele, tambm ele os lanou na mo da sua transgresso.
CJ.8:5 5 Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-Poderoso pedires misericrdia;
CJ.8:6 6 Se fores puro e reto, certamente logo despertar por ti, e restaurar a morada da tua justia.
CJ.8:7 7 O teu princpio, na verdade, ter sido pequeno, porm o teu ltimo estado crescer em extremo.
CJ.8:8 8 Pois, eu te peo, pergunta agora s geraes passadas; e prepara-te para a inquirio de seus pais.
CJ.8:9 9 Porque ns somos de ontem, e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra so como a sombra.
CJ.8:10 10 Porventura no te ensinaro eles, e no te falaro, e do seu corao no tiraro palavras?
CJ.8:11 11 Porventura cresce o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem gua?
CJ.8:12 12 Estando ainda no seu verdor, ainda que no cortada, todavia antes de qualquer outra erva se seca.
CJ.8:13 13 Assim so as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperana do hipcrita perecer.
CJ.8:14 14 Cuja esperana fica frustrada; e a sua confiana ser como a teia de aranha.
CJ.8:15 15 Encostar-se- sua casa, mas ela no subsistir; apegar-se- a ela, mas no ficar em p.
CJ.8:16 16 Ele vioso perante o sol, e os seus renovos saem sobre o seu jardim;
CJ.8:17 17 As suas razes se entrelaam, junto fonte; para o pedregal atenta.
CJ.8:18 18 Se Deus o consumir do seu lugar, neg-lo- este, dizendo: Nunca te vi!
CJ.8:19 19 Eis que este a alegria do seu caminho, e outros brotaro do p.
CJ.8:20 20 Eis que Deus no rejeitar ao reto; nem toma pela mo aos malfeitores;
CJ.8:21 21 At que de riso te encha a boca, e os teus lbios de jbilo.
CJ.8:22 22 Os que te odeiam se vestiro de confuso, e a tenda dos mpios no existir mais.
Comentrio Adventista Verso J > 9 > J confessa a justia de Deus.
CJ.9:1 1 Ento J respondeu, dizendo:
CJ.9:2 2 Na verdade sei que assim ; porque, como se justificaria o homem para com Deus?
CJ.9:3 3 Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poder responder.
CJ.9:4 4 Ele sbio de corao, e forte em poder; quem se endureceu contra ele, e teve paz?
CJ.9:5 5 Ele o que remove os montes, sem que o saibam, e o que os transtorna no seu furor.
CJ.9:6 6 O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem.
CJ.9:7 7 O que fala ao sol, e ele no nasce, e sela as estrelas.
CJ.9:8 8 O que sozinho estende os cus, e anda sobre os altos do mar.
CJ.9:9 9 O que fez a Ursa, o Orion, e o Sete-estrelo, e as recmaras do sul.
CJ.9:10 10 O que faz coisas grandes e inescrutveis; e maravilhas sem nmero.
CJ.9:11 11 Eis que ele passa por diante de mim, e no o vejo; e torna a passar perante mim, e no o sinto.
CJ.9:12 12 Eis que arrebata a presa; quem lha far restituir? Quem lhe dir: Que o que fazes?
CJ.9:13 13 Deus no revogar a sua ira; debaixo dele se encurvam os auxiliadores soberbos.
CJ.9:14 14 Quanto menos lhe responderia eu, ou escolheria diante dele as minhas palavras!
CJ.9:15 15 Porque, ainda que eu fosse justo, no lhe responderia; antes ao meu Juiz pediria misericrdia.
CJ.9:16 16 Ainda que chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria que desse ouvidos minha voz.
CJ.9:17 17 Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa.
CJ.9:18 18 No me permite respirar, antes me farta de amarguras.
CJ.9:19 19 Quanto s foras, eis que ele o forte; e, quanto ao juzo, quem me citar com ele?
CJ.9:20 20 Se eu me justificar, a minha boca me condenar; se for perfeito, ento ela me declarar perverso.
CJ.9:21 21 Se for perfeito, no estimo a minha alma; desprezo a minha vida.
CJ.9:22 22 A coisa esta; por isso eu digo que ele consome ao perfeito e ao mpio.
CJ.9:23 23 Quando o aoite mata de repente, ento ele zomba da prova dos inocentes.
CJ.9:24 24 A terra entregue nas mos do mpio; ele cobre o rosto dos juzes; se no ele, quem , logo?
CJ.9:25 25 E os meus dias so mais velozes do que um correio; fugiram, e no viram o bem.
CJ.9:26 26 Passam como navios veleiros; como guia que se lana comida.
CJ.9:27 27 Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, e mudarei o meu aspecto e tomarei alento,
CJ.9:28 28 Receio todas as minhas dores, porque bem sei que no me ters por inocente.
CJ.9:29 29 E, sendo eu mpio, por que trabalharei em vo?
CJ.9:30 30 Ainda que me lave com gua de neve, e purifique as minhas mos com sabo,
CJ.9:31 31 Ainda me submergirs no fosso, e as minhas prprias vestes me abominaro.
CJ.9:32 32 Porque ele no homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juzo.
CJ.9:33 33 No h entre ns rbitro que ponha a mo sobre ns ambos.
CJ.9:34 34 Tire ele a sua vara de cima de mim, e no me amedronte o seu terror.
CJ.9:35 35 Ento falarei, e no o temerei; porque no sou assim em mim mesmo.
Comentrio Adventista Verso J > 10 > J pede alvio sua misria.
CJ.10:1 1 A minha alma tem tdio da minha vida; darei livre curso minha queixa, falarei na amargura da minha alma.
CJ.10:2 2 Direi a Deus: No me condenes; faze-me saber por que contendes comigo.
CJ.10:3 3 Parece-te bem que me oprimas, que rejeites o trabalho das tuas mos e resplandeas sobre o conselho dos mpios?
CJ.10:4 4 Tens tu porventura olhos de carne? Vs tu como v o homem?
CJ.10:5 5 So os teus dias como os dias do homem? Ou so os teus anos como os anos de um homem,
CJ.10:6 6 Para te informares da minha iniqidade, e averiguares o meu pecado?
CJ.10:7 7 Bem sabes tu que eu no sou inquo; todavia ningum h que me livre da tua mo.
CJ.10:8 8 As tuas mos me fizeram e me formaram completamente; contudo me consomes.
CJ.10:9 9 Peo-te que te lembres de que como barro me formaste e me fars voltar ao p.
CJ.10:10 10 Porventura no me vazaste como leite, e como queijo no me coalhaste?
CJ.10:11 11 De pele e carne me vestiste, e de ossos e nervos me teceste.
CJ.10:12 12 Vida e misericrdia me concedeste; e o teu cuidado guardou o meu esprito.
CJ.10:13 13 Porm estas coisas as ocultaste no teu corao; bem sei eu que isto esteve contigo.
CJ.10:14 14 Se eu pecar, tu me observas; e da minha iniqidade no me escusars.
CJ.10:15 15 Se for mpio, ai de mim! E se for justo, no levantarei a minha cabea; farto estou da minha ignomnia; e v qual a minha aflio,
CJ.10:16 16 Porque se vai crescendo; tu me caas como a um leo feroz; tornas a fazer maravilhas para comigo.
CJ.10:17 17 Tu renovas contra mim as tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira; revezes e combate esto comigo.
CJ.10:18 18 Por que, pois, me tiraste da madre? Ah! se ento tivera expirado, e olho nenhum me visse!
CJ.10:19 19 Ento eu teria sido como se nunca fora; e desde o ventre seria levado sepultura!
CJ.10:20 20 Porventura no so poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me, para que por um pouco eu tome alento.
CJ.10:21 21 Antes que eu v para o lugar de que no voltarei, terra da escurido e da sombra da morte;
CJ.10:22 22 Terra escurssima, como a prpria escurido, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz como a escurido.
Comentrio Adventista Verso J > 11 > Zofar repreende J.
CJ.11:1 1 Ento respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
CJ.11:2 2 Porventura no se dar resposta multido de palavras? E o homem falador ser justificado?
CJ.11:3 3 s tuas mentiras se ho de calar os homens? E zombars tu sem que ningum te envergonhe?
CJ.11:4 4 Pois dizes: A minha doutrina pura, e limpo sou aos teus olhos.
CJ.11:5 5 Mas na verdade, quem dera que Deus falasse e abrisse os seus lbios contra ti!
CJ.11:6 6 E te fizesse saber os segredos da sabedoria, que multplice em eficcia; sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqidade.
CJ.11:7 7 Porventura alcanars os caminhos de Deus, ou chegars perfeio do Todo-Poderoso?
CJ.11:8 8 Como as alturas dos cus a sua sabedoria; que poders tu fazer? E mais profunda do que o inferno, que poders tu saber?
CJ.11:9 9 Mais comprida a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar.
CJ.11:10 10 Se ele passar, aprisionar, ou chamar a juzo, quem o impedir?
CJ.11:11 11 Porque ele conhece aos homens vos, e v o vcio; e no o ter em considerao?
CJ.11:12 12 Mas o homem vo falto de entendimento; sim, o homem nasce como a cria do jumento monts.
CJ.11:13 13 Se tu preparares o teu corao, e estenderes as tuas mos para ele;
CJ.11:14 14 Se h iniqidade na tua mo, lana-a para longe de ti e no deixes habitar a injustia nas tuas tendas.
CJ.11:15 15 Porque ento o teu rosto levantars sem mcula; e estars firme, e no temers.
CJ.11:16 16 Porque te esquecers do cansao, e lembrar-te-s dele como das guas que j passaram.
CJ.11:17 17 E a tua vida mais clara se levantar do que o meio dia; ainda que haja trevas, ser como a manh.
CJ.11:18 18 E ters confiana, porque haver esperana; olhars em volta e repousars seguro.
CJ.11:19 19 E deitar-te-s, e ningum te espantar; muitos suplicaro o teu favor.
CJ.11:20 20 Porm os olhos dos mpios desfalecero, e perecer o seu refgio; e a sua esperana ser o expirar da alma.
Comentrio Adventista Verso J > 12 > J defende-se.
CJ.12:1 1 Ento J respondeu, dizendo:
CJ.12:2 2 Na verdade, vs sois o povo, e convosco morrer a sabedoria.
CJ.12:3 3 Tambm eu tenho entendimento como vs, e no vos sou inferior; e quem no sabe tais coisas como essas?
CJ.12:4 4 Eu sou motivo de riso para os meus amigos; eu, que invoco a Deus, e ele me responde; o justo e perfeito serve de zombaria.
CJ.12:5 5 Tocha desprezvel , na opinio do que est descansado, aquele que est pronto a vacilar com os ps.
CJ.12:6 6 As tendas dos assoladores tm descanso, e os que provocam a Deus esto seguros; nas suas mos Deus lhes pe tudo.
CJ.12:7 7 Mas, pergunta agora s alimrias, e cada uma delas te ensinar; e s aves dos cus, e elas te faro saber;
CJ.12:8 8 Ou fala com a terra, e ela te ensinar; at os peixes do mar te contaro.
CJ.12:9 9 Quem no entende, por todas estas coisas, que a mo do SENHOR fez isto?
CJ.12:10 10 Na sua mo est a alma de tudo quanto vive, e o esprito de toda a carne humana.
CJ.12:11 11 Porventura o ouvido no provar as palavras, como o paladar prova as comidas?
CJ.12:12 12 Com os idosos est a sabedoria, e na longevidade o entendimento.
CJ.12:13 13 Com ele est a sabedoria e a fora; conselho e entendimento tem.
CJ.12:14 14 Eis que ele derruba, e ningum h que edifique; prende um homem, e ningum h que o solte.
CJ.12:15 15 Eis que ele retm as guas, e elas secam; e solta-as, e elas transtornam a terra.
CJ.12:16 16 Com ele est a fora e a sabedoria; seu o que erra e o que o faz errar.
CJ.12:17 17 Aos conselheiros leva despojados, e aos juzes faz desvairar.
CJ.12:18 18 Solta a autoridade dos reis, e ata o cinto aos seus lombos.
CJ.12:19 19 Aos sacerdotes leva despoja-dos, aos poderosos transtorna.
CJ.12:20 20 Aos acreditados tira a fala, e tira o entendimento aos ancios.
CJ.12:21 21 Derrama desprezo sobre os prncipes, e afrouxa o cinto dos fortes.
CJ.12:22 22 Das trevas descobre coisas profundas, e traz luz a sombra da morte.
CJ.12:23 23 Multiplica as naes e as faz perecer; dispersa as naes, e de novo as reconduz.
CJ.12:24 24 Tira o entendimento aos chefes dos povos da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho.
CJ.12:25 25 Nas trevas andam s apalpadelas, sem terem luz, e os faz desatinar como brios.
Comentrio Adventista Verso J > 13 > J continua a sua defesa; J deseja conhecer os seus pecados.
CJ.13:1 1 Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
CJ.13:2 2 Como vs o sabeis, tambm eu o sei; no vos sou inferior.
CJ.13:3 3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus.
CJ.13:4 4 Vs, porm, sois inventores de mentiras, e vs todos mdicos que no valem nada.
CJ.13:5 5 Quem dera que vos calsseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria.
CJ.13:6 6 Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lbios.
CJ.13:7 7 Porventura por Deus falareis perversidade e por ele falareis mentiras?
CJ.13:8 8 Fareis acepo da sua pessoa? Contendereis por Deus?
CJ.13:9 9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de algum homem?
CJ.13:10 10 Certamente vos repreender, se em oculto fizerdes acepo de pessoas.
CJ.13:11 11 Porventura no vos espantar a sua alteza, e no cair sobre vs o seu terror?
CJ.13:12 12 As vossas memrias so como provrbios de cinza; as vossas defesas como defesas de lodo.
CJ.13:13 13 Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
CJ.13:14 14 Por que razo tomarei eu a minha carne com os meus dentes, e porei a minha vida na minha mo?
CJ.13:15 15 Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele.
CJ.13:16 16 Tambm ele ser a minha salvao; porm o hipcrita no vir perante ele.
CJ.13:17 17 Ouvi com ateno as minhas palavras, e com os vossos ouvidos a minha declarao.
CJ.13:18 18 Eis que j tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo.
CJ.13:19 19 Quem o que contender comigo? Se eu agora me calasse, renderia o esprito.
CJ.13:20 20 Duas coisas somente no faas para comigo; ento no me esconderei do teu rosto:
CJ.13:21 21 Desvia a tua mo para longe, de mim, e no me espante o teu terror.
CJ.13:22 22 Chama, pois, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responders.
CJ.13:23 23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgresso e o meu pecado.
CJ.13:24 24 Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo?
CJ.13:25 25 Porventura acossars uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirs o restolho seco?
CJ.13:26 26 Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
CJ.13:27 27 Tambm pes os meus ps no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus ps.
CJ.13:28 28 E ele me consome como a podrido, e como a roupa, qual ri a traa.
Comentrio Adventista Verso J > 14 > A brevidade e misria da vida humana.
CJ.14:1 1 O homem, nascido da mulher, de poucos dias e farto de inquietao.
CJ.14:2 2 Sai como a flor, e murcha; foge tambm como a sombra, e no permanece.
CJ.14:3 3 E sobre este tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar no juzo contigo.
CJ.14:4 4 Quem do imundo tirar o puro? Ningum.
CJ.14:5 5 Visto que os seus dias esto determinados, contigo est o nmero dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e no passar alm deles.
CJ.14:6 6 Desvia-te dele, para que tenha repouso, at que, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia.
CJ.14:7 7 Porque h esperana para a rvore que, se for cortada, ainda se renovar, e no cessaro os seus renovos.
CJ.14:8 8 Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no p,
CJ.14:9 9 Ao cheiro das guas brotar, e dar ramos como uma planta.
CJ.14:10 10 Porm, morto o homem, consumido; sim, rendendo o homem o esprito, ento onde est ele?
CJ.14:11 11 Como as guas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco,
CJ.14:12 12 Assim o homem se deita, e no se levanta; at que no haja mais cus, no acordar nem despertar de seu sono.
CJ.14:13 13 Quem dera que me escondesses na sepultura, e me ocultasses at que a tua ira se fosse; e me pusesses um limite, e te lembrasses de mim!
CJ.14:14 14 Morrendo o homem, porventura tornar a viver? Todos os dias de meu combate esperaria, at que viesse a minha mudana.
CJ.14:15 15 Chamar-me-ias, e eu te responderia, e terias afeto obra de tuas mos.
CJ.14:16 16 Mas agora contas os meus passos; porventura no vigias sobre o meu pecado?
CJ.14:17 17 A minha transgresso est selada num saco, e amontoas as minhas iniqidades.
CJ.14:18 18 E, na verdade, caindo a montanha, desfaz-se; e a rocha se remove do seu lugar.
CJ.14:19 19 As guas gastam as pedras, as cheias afogam o p da terra; e tu fazes perecer a esperana do homem;
CJ.14:20 20 Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto, e o despedes.
CJ.14:21 21 Os seus filhos recebem honra, sem que ele o saiba; so humilhados; sem que ele o perceba;
CJ.14:22 22 Mas a sua carne nele tem dores; e a sua alma nele lamenta.
Comentrio Adventista Verso J > 15 > Elifaz acusa J de impiedade; O mpio atormentado nesta vida.
CJ.15:1 1 Ento respondeu Elifaz o temanita, e disse:
CJ.15:2 2 Porventura proferir o sbio v sabedoria? E encher do vento oriental o seu ventre,
CJ.15:3 3 Argindo com palavras que de nada servem, e com razes, de que nada aproveita?
CJ.15:4 4 E tu tens feito vo o temor, e diminuis os rogos diante de Deus.
CJ.15:5 5 Porque a tua boca declara a tua iniqidade; e tu escolhes a lngua dos astutos.
CJ.15:6 6 A tua boca te condena, e no eu, e os teus lbios testificam contra ti.
CJ.15:7 7 s tu porventura o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros?
CJ.15:8 8 Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti s limitaste a sabedoria?
CJ.15:9 9 Que sabes tu, que ns no saibamos? Que entendes, que no haja em ns?
CJ.15:10 10 Tambm h entre ns encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai.
CJ.15:11 11 Porventura fazes pouco caso das consolaes de Deus, e da suave palavra que te dirigimos?
CJ.15:12 12 Por que te arrebata o teu corao, e por que piscam os teus olhos?
CJ.15:13 13 Para virares contra Deus o teu esprito, e deixares sair tais palavras da tua boca?
CJ.15:14 14 Que o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para ser justo?
CJ.15:15 15 Eis que ele no confia nos seus santos, e nem os cus so puros aos seus olhos.
CJ.15:16 16 Quanto mais abominvel e corrupto o homem que bebe a iniqidade como a gua?
CJ.15:17 17 Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei
CJ.15:18 18 (O que os sbios anunciaram, ouvindo-o de seus pais, e o no ocultaram;
CJ.15:19 19 Aos quais somente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles):
CJ.15:20 20 Todos os dias o mpio atormentado, e se reserva, para o tirano, um certo nmero de anos.
CJ.15:21 21 O sonido dos horrores est nos seus ouvidos; at na paz lhe sobrevm o assolador.
CJ.15:22 22 No cr que tornar das trevas, mas que o espera a espada.
CJ.15:23 23 Anda vagueando por po, dizendo: Onde est? Bem sabe que j o dia das trevas lhe est preparado, mo.
CJ.15:24 24 Assombram-no a angstia e a tribulao; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja;
CJ.15:25 25 Porque estendeu a sua mo contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se embraveceu.
CJ.15:26 26 Arremete contra ele com a dura cerviz, e contra os pontos grossos dos seus escudos.
CJ.15:27 27 Porquanto cobriu o seu rosto com a sua gordura, e criou gordura nas ilhargas.
CJ.15:28 28 E habitou em cidades assoladas, em casas em que ningum morava, que estavam a ponto de fazer-se montes de runas.
CJ.15:29 29 No se enriquecer, nem subsistir a sua fazenda, nem se estendero pela terra as suas possesses.
CJ.15:30 30 No escapar das trevas; a chama do fogo secar os seus renovos, e ao sopro da sua boca desaparecer.
CJ.15:31 31 No confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade ser a sua recompensa.
CJ.15:32 32 Antes do seu dia ela se consumar; e o seu ramo no reverdecer.
CJ.15:33 33 Sacudir as suas uvas verdes, como as da vide, e deixar cair a sua flor como a oliveira,
CJ.15:34 34 Porque a congregao dos hipcritas se far estril, e o fogo consumir as tendas do suborno.
CJ.15:35 35 Concebem a malcia, e do luz a iniqidade, e o seu ventre prepara enganos.
Comentrio Adventista Verso J > 16 > J acusa a seus amigos de falta de misericdia.
CJ.16:1 1 Ento respondeu J, dizendo:
CJ.16:2 2 Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vs sois consoladores molestos.
CJ.16:3 3 Porventura no tero fim essas palavras de vento? Ou o que te irrita, para assim responderes?
CJ.16:4 4 Falaria eu tambm como vs falais, se a vossa alma estivesse em lugar da minha alma, ou amontoaria palavras contra vs, e menearia contra vs a minha cabea?
CJ.16:5 5 Antes vos fortaleceria com a minha boca, e a consolao dos meus lbios abrandaria a vossa dor.
CJ.16:6 6 Se eu falar, a minha dor no cessa, e, calando-me eu, qual o meu alvio?
CJ.16:7 7 Na verdade, agora tu me tens fatigado; tu assolaste toda a minha companhia,
CJ.16:8 8 Testemunha disto que j me fizeste enrugado, e a minha magreza j se levanta contra mim, e no meu rosto testifica contra mim.
CJ.16:9 9 Na sua ira me despedaou, e ele me perseguiu; rangeu os seus dentes contra mim; agua o meu adversrio os seus olhos contra mim.
CJ.16:10 10 Abrem a sua boca contra mim; com desprezo me feriram nos queixos, e contra mim se ajuntam todos.
CJ.16:11 11 Entrega-me Deus ao perverso, e nas mos dos mpios me faz cair.
CJ.16:12 12 Descansado estava eu, porm ele me quebrantou; e pegou-me pela cerviz, e me despedaou; tambm me ps por seu alvo.
CJ.16:13 13 Cercam-me os seus flecheiros; atravessa-me os rins, e no me poupa, e o meu fel derrama sobre a terra,
CJ.16:14 14 Fere-me com ferimento sobre ferimento; arremete contra mim como um valente.
CJ.16:15 15 Cosi sobre a minha pele o cilcio, e revolvi a minha cabea no p.
CJ.16:16 16 O meu rosto est todo avermelhado de chorar, e sobre as minhas plpebras est a sombra da morte:
CJ.16:17 17 Apesar de no haver violncia nas minhas mos, e de ser pura a minha orao.
CJ.16:18 18 Ah! terra, no cubras o meu sangue e no haja lugar para ocultar o meu clamor!
CJ.16:19 19 Eis que tambm agora a minha testemunha est no cu, e nas alturas o meu testemunho est.
CJ.16:20 20 Os meus amigos so os que zombam de mim; os meus olhos se desfazem em lgrimas diante de Deus.
CJ.16:21 21 Ah! se algum pudesse contender com Deus pelo homem, como o homem pelo seu prximo!
CJ.16:22 22 Porque decorridos poucos anos, eu seguirei o caminho por onde no tornarei.
Comentrio Adventista Verso J > 17 > J continua acusando a seus amigos de falta de misericdia.
CJ.17:1 1 O meu esprito se vai consumindo, os meus dias se vo apagando, e s tenho perante mim a sepultura.
CJ.17:2 2 Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam as suas provocaes.
CJ.17:3 3 Promete agora, e d-me um fiador para contigo; quem h que me d a mo?
CJ.17:4 4 Porque aos seus coraes encobriste o entendimento, por isso no os exaltars.
CJ.17:5 5 O que denuncia os seus amigos, a fim de serem despojados, tambm os olhos de seus filhos desfalecero.
CJ.17:6 6 Porm a mim me ps por um provrbio dos povos, de modo que me tornei uma abominao para eles.
CJ.17:7 7 Pelo que j se escureceram de mgoa os meus olhos, e j todos os meus membros so como a sombra.
CJ.17:8 8 Os retos pasmaro disto, e o inocente se levantar contra o hipcrita.
CJ.17:9 9 E o justo seguir o seu caminho firmemente, e o puro de mos ir crescendo em fora.
CJ.17:10 10 Mas, na verdade, tornai todos vs e vinde; porque sbio nenhum acharei entre vs.
CJ.17:11 11 Os meus dias passaram, e malograram os meus propsitos, as aspiraes do meu corao.
CJ.17:12 12 Trocaram a noite em dia; a luz est perto do fim, por causa das trevas.
CJ.17:13 13 Se eu esperar, a sepultura ser a minha casa; nas trevas estenderei a minha cama.
CJ.17:14 14 corrupo clamo: Tu s meu pai; e aos vermes: Vs sois minha me e minha irm.
CJ.17:15 15 Onde, pois, estaria agora a minha esperana? Sim, a minha esperana, quem a poder ver?
CJ.17:16 16 As barras da sepultura descero quando juntamente no p teremos descanso.
Comentrio Adventista Verso J > 18 > Bildade acusa J de presuno e impacincia.
CJ.18:1 1 Ento respondeu Bildade, o suta, e disse:
CJ.18:2 2 At quando poreis fim s palavras? Considerai bem, e ento falaremos.
CJ.18:3 3 Por que somos tratados como animais, e como imundos aos vossos olhos?
CJ.18:4 4 Oh tu, que despedaas a tua alma na tua ira, ser a terra deixada por tua causa? Remover-se-o as rochas do seu lugar?
CJ.18:5 5 Na verdade, a luz dos mpios se apagar, e a chama do seu fogo no resplandecer.
CJ.18:6 6 A luz se escurecer nas suas tendas, e a sua lmpada sobre ele se apagar.
CJ.18:7 7 Os seus passos firmes se estreitaro, e o seu prprio conselho o derrubar.
CJ.18:8 8 Porque por seus prprios ps lanado na rede, e andar nos fios enredados.
CJ.18:9 9 O lao o apanhar pelo calcanhar, e a armadilha o prender.
CJ.18:10 10 Est escondida debaixo da terra uma corda, e uma armadilha na vereda.
CJ.18:11 11 Os assombros o espantaro de todos os lados, e o perseguiro a cada passo.
CJ.18:12 12 Ser faminto o seu vigor, e a destruio est pronta ao seu lado.
CJ.18:13 13 Sero devorados os membros do seu corpo; sim, o primognito da morte devorar os seus membros.
CJ.18:14 14 A sua confiana ser arrancada da sua tenda, onde est confiado, e isto o far caminhar para o rei dos terrores.
CJ.18:15 15 Morar na sua mesma tenda, o que no lhe pertence; espalhar-se- enxofre sobre a sua habitao.
CJ.18:16 16 Por baixo se secaro as suas razes e por cima sero cortados os seus ramos.
CJ.18:17 17 A sua memria perecer da terra, e pelas praas no ter nome.
CJ.18:18 18 Da luz o lanaro nas trevas, e afugent-lo-o do mundo.
CJ.18:19 19 No ter filho nem neto entre o seu povo, e nem quem lhe suceda nas suas moradas.
CJ.18:20 20 Do seu dia se espantaro os do ocidente, assim como se espantam os do oriente.
CJ.18:21 21 Tais so, na verdade, as moradas do perverso, e este o lugar do que no conhece a Deus.
Comentrio Adventista Verso J > 19 > J queixa-se da dureza dos seus amigos.
CJ.19:1 1 Respondeu, porm, J, dizendo:
CJ.19:2 2 At quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?
CJ.19:3 3 J dez vezes me vituperastes; no tendes vergonha de injuriar-me.
CJ.19:4 4 Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficar o meu erro.
CJ.19:5 5 Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e argir-me pelo meu oprbrio,
CJ.19:6 6 Sabei agora que Deus o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.
CJ.19:7 7 Eis que clamo: Violncia! Porm no sou ouvido. Grito: Socorro! Porm no h justia.
CJ.19:8 8 O meu caminho ele entrincheirou, e j no posso passar, e nas minhas veredas ps trevas.
CJ.19:9 9 Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabea.
CJ.19:10 10 Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperana, como a uma rvore.
CJ.19:11 11 E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos.
CJ.19:12 12 Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
CJ.19:13 13 Ps longe de mim a meus irmos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim.
CJ.19:14 14 Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
CJ.19:15 15 Os meus domsticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
CJ.19:16 16 Chamei a meu criado, e ele no me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha prpria boca.
CJ.19:17 17 O meu hlito se fez estranho minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo.
CJ.19:18 18 At os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
CJ.19:19 19 Todos os homens da minha confidncia me abominam, e at os que eu amava se tornaram contra mim.
CJ.19:20 20 Os meus ossos se apegaram minha pele e minha carne, e escapei s com a pele dos meus dentes.
CJ.19:21 21 Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mo de Deus me tocou.
CJ.19:22 22 Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne no vos fartais?
CJ.19:23 23 Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro!
CJ.19:24 24 E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.
CJ.19:25 25 Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantar sobre a terra.
CJ.19:26 26 E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
CJ.19:27 27 V-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e no outros o contemplaro; e por isso os meus rins se consomem no meu interior.
CJ.19:28 28 Na verdade, que deveis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusao se acha em mim.
CJ.19:29 29 Temei vs mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que h um juzo.
Comentrio Adventista Verso J > 20 > Zofar descreve as calamidades que os mpios sofrem.
CJ.20:1 1 Ento respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
CJ.20:2 2 Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
CJ.20:3 3 Eu ouvi a repreenso, que me envergonha, mas o esprito do meu entendimento responder por mim.
CJ.20:4 4 Porventura no sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
CJ.20:5 5 O jbilo dos mpios breve, e a alegria dos hipcritas momentnea?
CJ.20:6 6 Ainda que a sua altivez suba at ao cu, e a sua cabea chegue at s nuvens.
CJ.20:7 7 Contudo, como o seu prprio esterco, perecer para sempre; e os que o viam diro: Onde est?
CJ.20:8 8 Como um sonho voar, e no ser achado, e ser afugentado como uma viso da noite.
CJ.20:9 9 O olho, que j o viu, jamais o ver, nem o seu lugar o ver mais.
CJ.20:10 10 Os seus filhos procuraro agradar aos pobres, e as suas mos restituiro os seus bens.
CJ.20:11 11 Os seus ossos esto cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitar com ele no p.
CJ.20:12 12 Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua lngua,
CJ.20:13 13 E o guarde, e no o deixe, antes o retenha no seu paladar,
CJ.20:14 14 Contudo a sua comida se mudar nas suas entranhas; fel de spides ser interiormente.
CJ.20:15 15 Engoliu riquezas, porm vomit-las-; do seu ventre Deus as lanar.
CJ.20:16 16 Veneno de spides sorver; lngua de vbora o matar.
CJ.20:17 17 No ver as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
CJ.20:18 18 Restituir o seu trabalho, e no o engolir; conforme ao poder de sua mudana, e no saltar de gozo.
CJ.20:19 19 Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que no edificou.
CJ.20:20 20 Porquanto no sentiu sossego no seu ventre; nada salvar das coisas por ele desejadas.
CJ.20:21 21 Nada lhe sobejar do que coma; por isso as suas riquezas no duraro.
CJ.20:22 22 Sendo plena a sua abastana, estar angustiado; toda a fora da misria vir sobre ele.
CJ.20:23 23 Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandar sobre ele o ardor da sua ira, e a far chover sobre ele quando for comer.
CJ.20:24 24 Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessar.
CJ.20:25 25 Desembainhar a espada que sair do seu corpo, e resplandecendo vir do seu fel; e haver sobre ele assombros.
CJ.20:26 26 Toda a escurido se ocultar nos seus esconderijos; um fogo no assoprado o consumir, ir mal com o que ficar na sua tenda.
CJ.20:27 27 Os cus manifestaro a sua iniqidade; e a terra se levantar contra ele.
CJ.20:28 28 As riquezas de sua casa sero transportadas; no dia da sua ira todas se derramaro.
CJ.20:29 29 Esta, da parte de Deus, a poro do homem mpio; esta a herana que Deus lhe decretou.
Comentrio Adventista Verso J > 21 > Os mpios muitas vezes gozam prosperidade nesta vida.
CJ.21:1 1 Respondeu, porm, J, dizendo:
CJ.21:2 2 Ouvi atentamente as minhas razes; e isto vos sirva de consolao.
CJ.21:3 3 Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai.
CJ.21:4 4 Porventura eu me queixo de algum homem? Porm, ainda que assim fosse, por que no se angustiaria o meu esprito?
CJ.21:5 5 Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mo sobre a boca.
CJ.21:6 6 Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne sobressaltada de horror.
CJ.21:7 7 Por que razo vivem os mpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?
CJ.21:8 8 A sua descendncia se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
CJ.21:9 9 As suas casas tm paz, sem temor; e a vara de Deus no est sobre eles.
CJ.21:10 10 O seu touro gera, e no falha; pare a sua vaca, e no aborta.
CJ.21:11 11 Fazem sair as suas crianas, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
CJ.21:12 12 Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do rgo.
CJ.21:13 13 Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem sepultura.
CJ.21:14 14 E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de ns; porque no desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
CJ.21:15 15 Quem o Todo-Poderoso, para que ns o sirvamos? E que nos aproveitar que lhe faamos oraes?
CJ.21:16 16 Vede, porm, que a prosperidade no est nas mos deles; esteja longe de mim o conselho dos mpios!
CJ.21:17 17 Quantas vezes sucede que se apaga a lmpada dos mpios, e lhes sobrevm a sua destruio? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
CJ.21:18 18 Porque so como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
CJ.21:19 19 Deus guarda a sua violncia para seus filhos, e d-lhe o pago, para que o conhea.
CJ.21:20 20 Seus olhos vero a sua runa, e ele beber do furor do Todo-Poderoso.
CJ.21:21 21 Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o nmero dos seus meses?
CJ.21:22 22 Porventura a Deus se ensinaria cincia, a ele que julga os excelsos?
CJ.21:23 23 Um morre na fora da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranqilo.
CJ.21:24 24 Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.
CJ.21:25 25 E outro, ao contrrio, morre na amargura do seu corao, no havendo provado do bem.
CJ.21:26 26 Juntamente jazem no p, e os vermes os cobrem.
CJ.21:27 27 Eis que conheo bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violncia.
CJ.21:28 28 Porque direis: Onde est a casa do prncipe, e onde a tenda em que moravam os mpios?
CJ.21:29 29 Porventura no perguntastes aos que passam pelo caminho, e no conheceis os seus sinais,
CJ.21:30 30 Que o mau preservado para o dia da destruio; e arrebatado no dia do furor?
CJ.21:31 31 Quem acusar diante dele o seu caminho, e quem lhe dar o pago do que faz?
CJ.21:32 32 Finalmente levado sepultura, e vigiam-lhe o tmulo.
CJ.21:33 33 Os torres do vale lhe so doces, e o seguiro todos os homens; e adiante dele foram inumerveis.
CJ.21:34 34 Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgresso.
Comentrio Adventista Verso J > 22 > Elifaz exorta J ao arrependimento.
CJ.22:1 1 Ento respondeu Elifaz, o temanita, dizendo:
CJ.22:2 2 Porventura ser o homem de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo o prudente ser proveitoso.
CJ.22:3 3 Ou tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou algum lucro em que tu faas perfeitos os teus caminhos?
CJ.22:4 4 Ou te repreende, pelo temor que tem de ti, ou entra contigo em juzo?
CJ.22:5 5 Porventura no grande a tua malcia, e sem termo as tuas iniqidades?
CJ.22:6 6 Porque sem causa penhoraste a teus irmos, e aos nus despojaste as vestes.
CJ.22:7 7 No deste ao cansado gua a beber, e ao faminto retiveste o po.
CJ.22:8 8 Mas para o poderoso era a terra, e o homem tido em respeito habitava nela.
CJ.22:9 9 As vivas despediste vazias, e os braos dos rfos foram quebrados.
CJ.22:10 10 Por isso que ests cercado de laos, e te perturba um pavor repentino,
CJ.22:11 11 Ou trevas em que nada vs, e a abundncia de guas que te cobre.
CJ.22:12 12 Porventura Deus no est na altura dos cus? Olha para a altura das estrelas; quo elevadas esto.
CJ.22:13 13 E dizes: que sabe Deus? Porventura julgar ele atravs da escurido?
CJ.22:14 14 As nuvens so esconderijo para ele, para que no veja; e passeia pelo circuito dos cus.
CJ.22:15 15 Porventura queres guardar a vereda antiga, que pisaram os homens inquos?
CJ.22:16 16 Eles foram arrebatados antes do seu tempo; sobre o seu fundamento um dilvio se derramou.
CJ.22:17 17 Diziam a Deus: Retira-te de ns. E: Que foi que o Todo-Poderoso nos fez?
CJ.22:18 18 Contudo ele encheu de bens as suas casas; mas o conselho dos mpios esteja longe de mim.
CJ.22:19 19 Os justos o vem, e se alegram, e o inocente escarnece deles.
CJ.22:20 20 Porquanto o nosso adversrio no foi destrudo, mas o fogo consumiu o que restou deles.
CJ.22:21 21 Apega-te, pois, a ele, e tem paz, e assim te sobrevir o bem.
CJ.22:22 22 Aceita, peo-te, a lei da sua boca, e pe as suas palavras no teu corao.
CJ.22:23 23 Se te voltares ao Todo-Poderoso, sers edificado; se afastares a iniqidade da tua tenda,
CJ.22:24 24 E deitares o teu tesouro no p, e o ouro de Ofir nas pedras dos ribeiros,
CJ.22:25 25 Ento o Todo-Poderoso ser o teu tesouro, e a tua prata acumulada.
CJ.22:26 26 Porque ento te deleitars no Todo-Poderoso, e levantars o teu rosto para Deus.
CJ.22:27 27 Orars a ele, e ele te ouvir, e pagars os teus votos.
CJ.22:28 28 Determinars tu algum negcio, e ser-te- firme, e a luz brilhar em teus caminhos.
CJ.22:29 29 Quando te abaterem, ento tu dirs: Haja exaltao! E Deus salvar ao humilde.
CJ.22:30 30 E livrar at ao que no inocente; porque ser libertado pela pureza de tuas mos.
Comentrio Adventista Verso J > 23 > J deseja apresentar-se perante Deus; J confia na misericrdia de Deus.
CJ.23:1 1 Respondeu, porm, J, dizendo:
CJ.23:2 2 Ainda hoje a minha queixa est em amargura; a minha mo pesa sobre meu gemido.
CJ.23:3 3 Ah, se eu soubesse onde o poderia achar! Ento me chegaria ao seu tribunal.
CJ.23:4 4 Exporia ante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos.
CJ.23:5 5 Saberia as palavras com que ele me responderia, e entenderia o que me dissesse.
CJ.23:6 6 Porventura segundo a grandeza de seu poder contenderia comigo? No: ele antes me atenderia.
CJ.23:7 7 Ali o reto pleitearia com ele, e eu me livraria para sempre do meu Juiz.
CJ.23:8 8 Eis que se me adianto, ali no est; se torno para trs, no o percebo.
CJ.23:9 9 Se opera esquerda, no o vejo; se se encobre direita, no o diviso.
CJ.23:10 10 Porm ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro.
CJ.23:11 11 Nas suas pisadas os meus ps se afirmaram; guardei o seu caminho, e no me desviei dele.
CJ.23:12 12 Do preceito de seus lbios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha poro.
CJ.23:13 13 Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem ento o desviar? O que a sua alma quiser, isso far.
CJ.23:14 14 Porque cumprir o que est ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo.
CJ.23:15 15 Por isso me perturbo perante ele, e quando isto considero, temo-me dele.
CJ.23:16 16 Porque Deus macerou o meu corao, e o Todo-Poderoso me perturbou.
CJ.23:17 17 Porquanto no fui desarraigado por causa das trevas, e nem encobriu o meu rosto com a escurido.
Comentrio Adventista Verso J > 24 > Os mpios, muitas vezes, ficam sem castigo nesta vida.
CJ.24:1 1 Visto que do Todo-Poderoso no se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, no vem os seus dias?
CJ.24:2 2 At os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam.
CJ.24:3 3 Do rfo levam o jumento; tomam em penhor o boi da viva.
CJ.24:4 4 Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem.
CJ.24:5 5 Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem sua obra, madrugando para a presa; a campina d mantimento a eles e aos seus filhos.
CJ.24:6 6 No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do mpio.
CJ.24:7 7 Ao nu fazem passar a noite sem roupa, no tendo ele coberta contra o frio.
CJ.24:8 8 Pelas chuvas das montanhas so molhados e, no tendo refgio, abraam-se com as rochas.
CJ.24:9 9 Ao orfozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre.
CJ.24:10 10 Fazem com que os nus vo sem roupa e aos famintos tiram as espigas.
CJ.24:11 11 Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda tm sede.
CJ.24:12 12 Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho no imputa como loucura.
CJ.24:13 13 Eles esto entre os que se opem luz; no conhecem os seus caminhos, e no permanecem nas suas veredas.
CJ.24:14 14 De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite como o ladro.
CJ.24:15 15 Assim como o olho do adltero aguarda o crepsculo, dizendo: No me ver olho nenhum; e oculta o rosto,
CJ.24:16 16 Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; no conhecem a luz.
CJ.24:17 17 Porque a manh para todos eles como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte.
CJ.24:18 18 ligeiro sobre a superfcie das guas; maldita a sua parte sobre a terra; no voita pelo caminho das vinhas.
CJ.24:19 19 A secura e o calor desfazem as guas da neve; assim desfar a sepultura aos que pecaram.
CJ.24:20 20 A madre se esquecer dele, os vermes o comero gostosamente; nunca mais haver lembrana dele; e a iniqidade se quebrar como uma rvore.
CJ.24:21 21 Aflige estril que no d luz, e viva no faz bem.
CJ.24:22 22 At aos poderosos arrasta com a sua fora; se ele se levanta, no h vida segura.
CJ.24:23 23 Se Deus lhes d descanso, estribam-se nisso; seus olhos porm esto nos caminhos deles.
CJ.24:24 24 Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; so abatidos, encerrados como todos os demais; e cortados como as cabeas das espigas.
CJ.24:25 25 Se agora no assim, quem me desmentir e desfar as minhas razes?
Comentrio Adventista Verso J > 25 > Bildade sustenta que o homem no pode justificar-se diante de Deus.
CJ.25:1 1 Ento respondeu Bildade, o suta, e disse:
CJ.25:2 2 Com ele esto domnio e temor; ele faz paz nas suas alturas.
CJ.25:3 3 Porventura tm nmero as suas tropas? E sobre quem no se levanta a sua luz?
CJ.25:4 4 Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?
CJ.25:5 5 Eis que at a lua no resplandece, e as estrelas no so puras aos seus olhos.
CJ.25:6 6 E quanto menos o homem, que um verme, e o filho do homem, que um vermezinho!
Comentrio Adventista Verso J > 26 > J repreende Bildade; J exalta o poder de Deus.
CJ.26:1 1 J, porm, respondeu, dizendo:
CJ.26:2 2 Como ajudaste aquele que no tinha fora, e sustentaste o brao que no tinha vigor?
CJ.26:3 3 Como aconselhaste aquele que no tinha sabedoria, e plenamente fizeste saber a causa, assim como era?
CJ.26:4 4 A quem proferiste palavras, e de quem o esprito que saiu de ti?
CJ.26:5 5 Os mortos tremem debaixo das guas, com os seus moradores.
CJ.26:6 6 O inferno est nu perante ele, e no h coberta para a perdio.
CJ.26:7 7 O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.
CJ.26:8 8 Prende as guas nas suas nuvens, todavia a nuvem no se rasga debaixo delas.
CJ.26:9 9 Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem.
CJ.26:10 10 Marcou um limite sobre a superfcie das guas em redor, at aos confins da luz e das trevas.
CJ.26:11 11 As colunas do cu tremem, e se espantam da sua ameaa.
CJ.26:12 12 Com a sua fora fende o mar, e com o seu entendimento abate a soberba.
CJ.26:13 13 Pelo seu Esprito ornou os cus; a sua mo formou a serpente enroscadia.
CJ.26:14 14 Eis que isto so apenas as orlas dos seus caminhos; e quo pouco o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovo do seu poder?
Comentrio Adventista Verso J > 27 > J sustenta sua integridade e sinceridade.
CJ.27:1 1 E prosseguindo J em seu discurso, disse:
CJ.27:2 2 Vive Deus, que desviou a minha causa, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma.
CJ.27:3 3 Que, enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus nas minhas narinas,
CJ.27:4 4 No falaro os meus lbios iniqidade, nem a minha lngua pronunciar engano.
CJ.27:5 5 Longe de mim que eu vos justifique; at que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade.
CJ.27:6 6 A minha justia me apegarei e no a largarei; no me reprovar o meu corao em toda a minha vida.
CJ.27:7 7 Seja como o mpio o meu inimigo, e como o perverso o que se levantar contra mim.
CJ.27:8 8 Porque qual ser a esperana do hipcrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe arrancar a sua alma?
CJ.27:9 9 Porventura Deus ouvir o seu clamor, sobrevindo-lhe a tribulao?
CJ.27:10 10 Deleitar-se- no Todo-Poderoso, ou invocar a Deus em todo o tempo?
CJ.27:11 11 Ensinar-vos-ei acerca da mo de Deus, e no vos encobrirei o que est com o Todo-Poderoso.
CJ.27:12 12 Eis que todos vs j o vistes; por que, pois, vos desvaneceis na vossa vaidade?
CJ.27:13 13 Esta, pois, a poro do homem mpio da parte de Deus, e a herana, que os tiranos recebero do Todo-Poderoso.
CJ.27:14 14 Se os seus filhos se multiplicarem, ser para a espada, e a sua prole no se fartar de po.
CJ.27:15 15 Os que ficarem dele na morte sero enterrados, e as suas vivas no choraro.
CJ.27:16 16 Se amontoar prata como p, e aparelhar roupas como lodo,
CJ.27:17 17 Ele as aparelhar, porm o justo as vestir, e o inocente repartir a prata.
CJ.27:18 18 E edificar a sua casa como a traa, e como o guarda que faz a cabana.
CJ.27:19 19 Rico se deita, e no ser recolhido; abre os seus olhos, e nada ter.
CJ.27:20 20 Pavores se apoderam dele como guas; de noite o arrebata a tempestade.
CJ.27:21 21 O vento oriental leva-o, e ele se vai, e varre-o com mpeto do seu lugar.
CJ.27:22 22 E Deus lanar isto sobre ele, e no lhe poupar; ir fugindo da sua mo.
CJ.27:23 23 Cada um bater palmas contra ele e assobiar tirando-o do seu lugar.
Comentrio Adventista Verso J > 28 > O homem tem conhecimento das coisas da terra; A sabedoria um dom de Deus.
CJ.28:1 1 Na verdade, h veios de onde se extrai a prata, e lugar onde se refina o ouro.
CJ.28:2 2 O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o cobre.
CJ.28:3 3 Ele pe fim s trevas, e toda a extremidade ele esquadrinha, a pedra da escurido e a da sombra da morte.
CJ.28:4 4 Abre um poo de mina longe dos homens, em lugares esquecidos do p; ficando pendentes longe dos homens, oscilam de um lado para outro.
CJ.28:5 5 Da terra procede o po, mas por baixo revolvida como por fogo.
CJ.28:6 6 As suas pedras so o lugar da safira, e tem p de ouro.
CJ.28:7 7 Essa vereda a ave de rapina a ignora, e no a viram os olhos da gralha.
CJ.28:8 8 Nunca a pisaram filhos de animais altivos, nem o feroz leo passou por ela.
CJ.28:9 9 Ele estende a sua mo contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas razes.
CJ.28:10 10 Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho v tudo o que h de precioso.
CJ.28:11 11 Os rios tapa, e nem uma gota sai deles, e tira luz o que estava escondido.
CJ.28:12 12 Porm onde se achar a sabedoria, e onde est o lugar da inteligncia?
CJ.28:13 13 O homem no conhece o seu valor, e nem ela se acha na terra dos viventes.
CJ.28:14 14 O abismo diz: No est em mim; e o mar diz: Ela no est comigo.
CJ.28:15 15 No se dar por ela ouro fino, nem se pesar prata em troca dela.
CJ.28:16 16 Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir, nem pelo precioso nix, nem pela safira.
CJ.28:17 17 Com ela no se pode comparar o ouro nem o cristal; nem se trocar por jia de ouro fino.
CJ.28:18 18 No se far meno de coral nem de prolas; porque o valor da sabedoria melhor que o dos rubis.
CJ.28:19 19 No se lhe igualar o topzio da Etipia, nem se pode avaliar por ouro puro.
CJ.28:20 20 Donde, pois, vem a sabedoria, e onde est o lugar da inteligncia?
CJ.28:21 21 Pois est encoberta aos olhos de todo o vivente, e oculta s aves do cu.
CJ.28:22 22 A perdio e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.
CJ.28:23 23 Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.
CJ.28:24 24 Porque ele v as extremidades da terra; e v tudo o que h debaixo dos cus.
CJ.28:25 25 Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das guas;
CJ.28:26 26 Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relmpago dos troves;
CJ.28:27 27 Ento a viu e relatou; estabeleceu-a, e tambm a esquadrinhou.
CJ.28:28 28 E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor a sabedoria, e apartar-se do mal a inteligncia.
Comentrio Adventista Verso J > 29 > Lamentao de J ao lembrar-se do seu primeiro estado.
CJ.29:1 1 E prosseguiu J no seu discurso, dizendo:
CJ.29:2 2 Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava!
CJ.29:3 3 Quando fazia resplandecer a sua lmpada sobre a minha cabea e quando eu pela sua luz caminhava pelas trevas.
CJ.29:4 4 Como fui nos dias da minha mocidade, quando o segredo de Deus estava sobre a minha tenda;
CJ.29:5 5 Quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos em redor de mim.
CJ.29:6 6 Quando lavava os meus passos na manteiga, e da rocha me corriam ribeiros de azeite;
CJ.29:7 7 Quando eu saa para a porta da cidade, e na rua fazia preparar a minha cadeira,
CJ.29:8 8 Os moos me viam, e se escondiam, e at os idosos se levantavam e se punham em p;
CJ.29:9 9 Os prncipes continham as suas palavras, e punham a mo sobre a sua boca;
CJ.29:10 10 A voz dos nobres se calava, e a sua lngua apegava-se ao seu paladar.
CJ.29:11 11 Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim;
CJ.29:12 12 Porque eu livrava o miservel, que clamava, como tambm o rfo que no tinha quem o socorresse.
CJ.29:13 13 A bno do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o corao da viva.
CJ.29:14 14 Vestia-me da justia, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justia.
CJ.29:15 15 Eu me fazia de olhos para o cego, e de ps para o coxo.
CJ.29:16 16 Dos necessitados era pai, e as causas de que eu no tinha conhecimento inquiria com diligncia.
CJ.29:17 17 E quebrava os queixos do perverso, e dos seus dentes tirava a presa.
CJ.29:18 18 E dizia: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia.
CJ.29:19 19 A minha raiz se estendia junto s guas, e o orvalho permanecia sobre os meus ramos;
CJ.29:20 20 A minha honra se renovava em mim, e o meu arco se reforava na minha mo.
CJ.29:21 21 Ouviam-me e esperavam, e em silncio atendiam ao meu conselho.
CJ.29:22 22 Havendo eu falado, no replicavam, e minhas razes distilavam sobre eles;
CJ.29:23 23 Porque me esperavam, como chuva; e abriam a sua boca, como chuva tardia.
CJ.29:24 24 Se eu ria para eles, no o criam, e a luz do meu rosto no faziam abater;
CJ.29:25 25 Eu escolhia o seu caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as suas tropas; como aquele que consola os que pranteiam.
Comentrio Adventista Verso J > 30 > O estado miservel em que J caiu.
CJ.30:1 1 Agora, porm, se riem de mim os de menos idade do que eu, cujos pais eu teria desdenhado de pr com os ces do meu rebanho.
CJ.30:2 2 De que tambm me serviria a fora das mos daqueles, cujo vigor se tinha esgotado?
CJ.30:3 3 De mngua e fome se debilitaram; e recolhiam-se para os lugares secos, tenebrosos, assolados e desertos.
CJ.30:4 4 Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram as razes dos zimbros.
CJ.30:5 5 Do meio dos homens eram expulsos, e gritavam contra eles, como contra o ladro;
CJ.30:6 6 Para habitarem nos barrancos dos vales, e nas cavernas da terra e das rochas.
CJ.30:7 7 Bramavam entre os arbustos, e ajuntavam-se debaixo das urtigas.
CJ.30:8 8 Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos.
CJ.30:9 9 Agora, porm, sou a sua cano, e lhes sirvo de provrbio.
CJ.30:10 10 Abominam-me, e fogem para longe de mim, e no meu rosto no se privam de cuspir.
CJ.30:11 11 Porque Deus desatou a sua corda, e me oprimiu, por isso sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
CJ.30:12 12 direita se levantam os moos; empurram os meus ps, e preparam contra mim os seus caminhos de destruio.
CJ.30:13 13 Desbaratam-me o caminho; promovem a minha misria; contra eles no h ajudador.
CJ.30:14 14 Vm contra mim como por uma grande brecha, e revolvem-se entre a assolao.
CJ.30:15 15 Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade.
CJ.30:16 16 E agora derrama-se em mim a minha alma; os dias da aflio se apoderaram de mim.
CJ.30:17 17 De noite se me traspassam os meus ossos, e os meus nervos no descansam.
CJ.30:18 18 Pela grandeza do meu mal est desfigurada a minha veste, que, como a gola da minha tnica, me cinge.
CJ.30:19 19 Lanou-me na lama, e fiquei semelhante ao p e cinza.
CJ.30:20 20 Clamo a ti, porm, tu no me respondes; estou em p, porm, para mim no atentas.
CJ.30:21 21 Tornaste-te cruel contra mim; com a fora da tua mo resistes violentamente.
CJ.30:22 22 Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele, e derretes-me o ser.
CJ.30:23 23 Porque eu sei que me levars morte e casa do ajuntamento determinada a todos os viventes.
CJ.30:24 24 Porm no estender a mo para o tmulo, ainda que eles clamem na sua destruio.
CJ.30:25 25 Porventura no chorei sobre aquele que estava aflito, ou no se angustiou a minha alma pelo necessitado?
CJ.30:26 26 Todavia aguardando eu o bem, ento me veio o mal, esperando eu a luz, veio a escurido.
CJ.30:27 27 As minhas entranhas fervem e no esto quietas; os dias da aflio me surpreendem.
CJ.30:28 28 Denegrido ando, porm no do sol; levantando-me na congregao, clamo por socorro.
CJ.30:29 29 Irmo me fiz dos chacais, e companheiro dos avestruzes.
CJ.30:30 30 Enegreceu-se a minha pele sobre mim, e os meus ossos esto queimados do calor.
CJ.30:31 31 A minha harpa se tornou em luto, e o meu rgo em voz dos que choram.
Comentrio Adventista Verso J > 31 > J declara sua integridade.
CJ.31:1 1 Fiz aliana com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
CJ.31:2 2 Que poro teria eu do Deus l de cima, ou que herana do Todo-Poderoso desde as alturas?
CJ.31:3 3 Porventura no a perdio para o perverso, o desastre para os que praticam iniqidade?
CJ.31:4 4 Ou no v ele os meus caminhos, e no conta todos os meus passos?
CJ.31:5 5 Se andei com falsidade, e se o meu p se apressou para o engano
CJ.31:6 6 (Pese-me em balanas fiis, e saber Deus a minha sinceridade),
CJ.31:7 7 Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu corao segue os meus olhos, e se s minhas mos se apegou qualquer coisa,
CJ.31:8 8 Ento semeie eu e outro coma, e seja a minha descendncia arrancada at raiz.
CJ.31:9 9 Se o meu corao se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traies porta do meu prximo,
CJ.31:10 10 Ento moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela,
CJ.31:11 11 Porque uma infmia, e delito pertencente aos juzes.
CJ.31:12 12 Porque fogo que consome at perdio, e desarraigaria toda a minha renda.
CJ.31:13 13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo;
CJ.31:14 14 Ento que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
CJ.31:15 15 Aquele que me formou no ventre no o fez tambm a ele? Ou no nos formou do mesmo modo na madre?
CJ.31:16 16 Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viva,
CJ.31:17 17 Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o rfo no comeu dele
CJ.31:18 18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viva desde o ventre de minha me),
CJ.31:19 19 Se algum vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por no ter coberta,
CJ.31:20 20 Se os seus lombos no me abenoaram, se ele no se aquentava com as peles dos meus cordeiros,
CJ.31:21 21 Se eu levantei a minha mo contra o rfo, porquanto na porta via a minha ajuda,
CJ.31:22 22 Ento caia do ombro a minha espdua, e separe-se o meu brao do osso.
CJ.31:23 23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu no podia suportar a sua grandeza.
CJ.31:24 24 Se no ouro pus a minha esperana, ou disse ao ouro fino: Tu s a minha confiana;
CJ.31:25 25 Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mo tinha alcanado muito;
CJ.31:26 26 Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa,
CJ.31:27 27 E o meu corao se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mo,
CJ.31:28 28 Tambm isto seria delito punio de juzes; pois assim negaria a Deus que est l em cima.
CJ.31:29 29 Se me alegrei da desgraa do que me tem dio, e se exultei quando o mal o atingiu
CJ.31:30 30 (Tambm no deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldio);
CJ.31:31 31 Se a gente da minha tenda no disse: Ah! quem nos dar da sua carne? Nunca nos fartaramos dela.
CJ.31:32 32 O estrangeiro no passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
CJ.31:33 33 Se, como Ado, encobri as minhas transgresses, ocultando o meu delito no meu seio;
CJ.31:34 34 Porque eu temia a grande multido, e o desprezo das famlias me apavorava, e eu me calei, e no sa da porta;
CJ.31:35 35 Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversrio escreva um livro.
CJ.31:36 36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa.
CJ.31:37 37 O nmero dos meus passos lhe mostraria; como prncipe me chegaria a ele.
CJ.31:38 38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem,
CJ.31:39 39 Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos,
CJ.31:40 40 Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de J.
Comentrio Adventista Verso J > 32 > Eli repreende J e os seus trs amigos.
CJ.32:1 1 Ento aqueles trs homens cessaram de responder a J; porque era justo aos seus prprios olhos.
CJ.32:2 2 E acendeu-se a ira de Eli, filho de Baraquel, o buzita, da famlia de Ro; contra J se acendeu a sua ira, porque se justificava a si mesmo, mais do que a Deus.
CJ.32:3 3 Tambm a sua ira se acendeu contra os seus trs amigos, porque, no achando que responder, todavia condenavam a J.
CJ.32:4 4 Eli, porm, esperou para falar a J, porquanto tinham mais idade do que ele.
CJ.32:5 5 Vendo, pois, Eli que j no havia resposta na boca daqueles trs homens, a sua ira se acendeu.
CJ.32:6 6 E respondeu Eli, filho de Baraquel, o buzita, dizendo: Eu sou de menos idade, e vs sois idosos; receei-me e temi de vos declarar a minha opinio.
CJ.32:7 7 Dizia eu: Falem os dias, e a multido dos anos ensine a sabedoria.
CJ.32:8 8 Na verdade, h um esprito no homem, e a inspirao do Todo-Poderoso o faz entendido.
CJ.32:9 9 Os grandes no so os sbios, nem os velhos entendem o que direito.
CJ.32:10 10 Assim digo: Dai-me ouvidos, e tambm eu declararei a minha opinio.
CJ.32:11 11 Eis que aguardei as vossas palavras, e dei ouvidos s vossas consideraes, at que buscsseis razes.
CJ.32:12 12 Atentando, pois, para vs, eis que nenhum de vs h que possa convencer a J, nem que responda s suas razes;
CJ.32:13 13 Para que no digais: Achamos a sabedoria; Deus o derrubou, e no homem algum.
CJ.32:14 14 Ora ele no dirigiu contra mim palavra alguma, nem lhe responderei com as vossas palavras.
CJ.32:15 15 Esto pasmados, no respondem mais, faltam-lhes as palavras.
CJ.32:16 16 Esperei, pois, mas no falam; porque j pararam, e no respondem mais.
CJ.32:17 17 Tambm eu responderei pela minha parte; tambm eu declararei a minha opinio.
CJ.32:18 18 Porque estou cheio de palavras; o meu esprito me constrange.
CJ.32:19 19 Eis que dentro de mim sou como o mosto, sem respiradouro, prestes a arrebentar, como odres novos.
CJ.32:20 20 Falarei, para que ache alvio; abrirei os meus lbios, e responderei.
CJ.32:21 21 Que no faa eu acepo de pessoas, nem use de palavras lisonjeiras com o homem!
CJ.32:22 22 Porque no sei usar de lisonjas; em breve me levaria o meu Criador.
Comentrio Adventista Verso J > 33 > Eli acusa J de entender mal os caminhos de Deus.
CJ.33:1 1 Assim, na verdade, J, ouve as minhas razes, e d ouvidos a todas as minhas palavras.
CJ.33:2 2 Eis que j abri a minha boca; j falou a minha lngua debaixo do meu paladar.
CJ.33:3 3 As minhas razes provam a sinceridade do meu corao, e os meus lbios proferem o puro saber.
CJ.33:4 4 O Esprito de Deus me fez; e a inspirao do Todo-Poderoso me deu vida.
CJ.33:5 5 Se podes, responde-me, pe em ordem as tuas razes diante de mim, e apresenta-te.
CJ.33:6 6 Eis que vim de Deus, como tu; do barro tambm eu fui formado.
CJ.33:7 7 Eis que no te perturbar o meu terror, nem ser pesada sobre ti a minha mo.
CJ.33:8 8 Na verdade tu falaste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das tuas palavras. Dizias:
CJ.33:9 9 Limpo estou, sem transgresso; puro sou, e no tenho iniqidade.
CJ.33:10 10 Eis que procura pretexto contra mim, e me considera como seu inimigo.
CJ.33:11 11 Pe no tronco os meus ps, e observa todas as minhas veredas.
CJ.33:12 12 Eis que nisso no tens razo; eu te respondo; porque maior Deus do que o homem.
CJ.33:13 13 Por que razo contendes com ele, sendo que no responde acerca de todos os seus feitos?
CJ.33:14 14 Antes Deus fala uma e duas vezes; porm ningum atenta para isso.
CJ.33:15 15 Em sonho ou em viso noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama.
CJ.33:16 16 Ento o revela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instruo,
CJ.33:17 17 Para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba.
CJ.33:18 18 Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada.
CJ.33:19 19 Tambm na sua cama castigado com dores; e com incessante contenda nos seus ossos;
CJ.33:20 20 De modo que a sua vida abomina at o po, e a sua alma a comida apetecvel.
CJ.33:21 21 Desaparece a sua carne a olhos vistos, e os seus ossos, que no se viam, agora aparecem.
CJ.33:22 22 E a sua alma se vai chegando cova, e a sua vida aos que trazem a morte.
CJ.33:23 23 Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intrprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retido,
CJ.33:24 24 Ento ter misericrdia dele, e lhe dir: Livra-o, para que no desa cova; j achei resgate.
CJ.33:25 25 Sua carne se reverdecer mais do que era na mocidade, e tornar aos dias da sua juventude.
CJ.33:26 26 Deveras orar a Deus, o qual se agradar dele, e ver a sua face com jbilo, e restituir ao homem a sua justia.
CJ.33:27 27 Olhar para os homens, e dir: Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou.
CJ.33:28 28 Porm Deus livrou a minha alma de ir para a cova, e a minha vida ver a luz.
CJ.33:29 29 Eis que tudo isto obra de Deus, duas e trs vezes para com o homem,
CJ.33:30 30 Para desviar a sua alma da perdio, e o iluminar com a luz dos viventes.
CJ.33:31 31 Escuta, pois, J, ouve-me; cala-te, e eu falarei.
CJ.33:32 32 Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque desejo justificar-te.
CJ.33:33 33 Se no, escuta-me tu; cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria.
Comentrio Adventista Verso J > 34 > Eli acusa J de falar injustamente de Deus.
CJ.34:1 1 Respondeu mais Eli, dizendo:
CJ.34:2 2 Ouvi, vs, sbios, as minhas razes; e vs, entendidos, inclinai os ouvidos para mim.
CJ.34:3 3 Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida.
CJ.34:4 4 O que direito escolhamos para ns; e conheamos entre ns o que bom.
CJ.34:5 5 Porque J disse: Sou justo, e Deus tirou o meu direito.
CJ.34:6 6 Apesar do meu direito sou considerado mentiroso; a minha ferida incurvel, embora eu esteja sem transgresso.
CJ.34:7 7 Que homem h como J, que bebe a zombaria como gua?
CJ.34:8 8 E caminha em companhia dos que praticam a iniqidade, e anda com homens mpios?
CJ.34:9 9 Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus.
CJ.34:10 10 Portanto vs, homens de entendimento, escutai-me: Longe de Deus esteja o praticar a maldade e do Todo-Poderoso o cometer a perversidade!
CJ.34:11 11 Porque, segundo a obra do homem, ele lhe paga; e faz a cada um segundo o seu caminho.
CJ.34:12 12 Tambm, na verdade, Deus no procede impiamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juzo.
CJ.34:13 13 Quem lhe entregou o governo da terra? E quem fez todo o mundo?
CJ.34:14 14 Se ele pusesse o seu corao contra o homem, e recolhesse para si o seu esprito e o seu flego,
CJ.34:15 15 Toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o p.
CJ.34:16 16 Se, pois, h em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos ao som da minha palavra.
CJ.34:17 17 Porventura o que odiasse o direito se firmaria? E tu condenarias aquele que justo e poderoso?
CJ.34:18 18 Ou dir-se- a um rei: Oh! Vil? Ou aos prncipes: Oh! mpios?
CJ.34:19 19 Quanto menos quele, que no faz acepo das pessoas de prncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos so obras de suas mos.
CJ.34:20 20 Eles num momento morrem; e at meia noite os povos so perturbados, e passam, e os poderosos sero tomados no por mo humana.
CJ.34:21 21 Porque os seus olhos esto sobre os caminhos de cada um, e ele v todos os seus passos.
CJ.34:22 22 No h trevas nem sombra de morte, onde se escondam os que praticam a iniqidade.
CJ.34:23 23 Porque Deus no sobrecarrega o homem mais do que justo, para o fazer ir a juzo diante dele.
CJ.34:24 24 Quebranta aos fortes, sem que se possa inquirir, e pe outros em seu lugar.
CJ.34:25 25 Ele conhece, pois, as suas obras; de noite os transtorna, e ficam modos.
CJ.34:26 26 Ele os bate como mpios que so, vista dos espectadores;
CJ.34:27 27 Porquanto se desviaram dele, e no compreenderam nenhum de seus caminhos,
CJ.34:28 28 De sorte que o clamor do pobre subisse at ele, e que ouvisse o clamor dos aflitos.
CJ.34:29 29 Se ele aquietar, quem ento inquietar? Se encobrir o rosto, quem ento o poder contemplar? Seja isto para com um povo, seja para com um homem s,
CJ.34:30 30 Para que o homem hipcrita nunca mais reine, e no haja laos no povo.
CJ.34:31 31 Na verdade, quem a Deus disse: Suportei castigo, no ofenderei mais.
CJ.34:32 32 O que no vejo, ensina-me tu; se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer?
CJ.34:33 33 Vir de ti como h de ser a recompensa, para que tu a rejeites? Faze tu, pois, e no eu, a escolha; fala logo o que sabes.
CJ.34:34 34 Os homens de entendimento diro comigo, e o homem sbio que me ouvir:
CJ.34:35 35 J falou sem conhecimento; e s suas palavras falta prudncia.
CJ.34:36 36 Pai meu! Provado seja J at ao fim, pelas suas respostas prprias de homens malignos.
CJ.34:37 37 Porque ao seu pecado acrescenta a transgresso; entre ns bate palmas, e multiplica contra Deus as suas palavras.
Comentrio Adventista Verso J > 35 > O bem e o mal no podem afetar a Deus; Por falta de f dos aflitos, Deus no os ouve.
CJ.35:1 1 Respondeu mais Eli, dizendo:
CJ.35:2 2 Tens por direito dizeres: Maior a minha justia do que a de Deus?
CJ.35:3 3 Porque disseste: De que me serviria? Que proveito tiraria mais do que do meu pecado?
CJ.35:4 4 Eu te darei resposta, a ti e aos teus amigos contigo.
CJ.35:5 5 Atenta para os cus, e v; e contempla as mais altas nuvens, que so mais altas do que tu.
CJ.35:6 6 Se pecares, que efetuars contra ele? Se as tuas transgresses se multiplicarem, que lhe fars?
CJ.35:7 7 Se fores justo, que lhe dars, ou que receber ele da tua mo?
CJ.35:8 8 A tua impiedade faria mal a outro tal como tu; e a tua justia aproveitaria ao filho do homem.
CJ.35:9 9 Por causa das muitas opresses os homens clamam por causa do brao dos grandes.
CJ.35:10 10 Porm ningum diz: Onde est Deus que me criou, que d salmos durante a noite;
CJ.35:11 11 Que nos ensina mais do que aos animais da terra e nos faz mais sbios do que as aves dos cus?
CJ.35:12 12 Clamam, porm ele no responde, por causa da arrogncia dos maus.
CJ.35:13 13 Certo que Deus no ouvir a vaidade, nem atentar para ela o Todo-Poderoso.
CJ.35:14 14 E quanto ao que disseste, que o no vers, juzo h perante ele; por isso espera nele.
CJ.35:15 15 Mas agora, porque a sua ira ainda no se exerce, nem grandemente considera a arrogncia,
CJ.35:16 16 Logo J em vo abre a sua boca, e sem cincia multiplica palavras.
Comentrio Adventista Verso J > 36 > Eli justifica a Deus; O pecado de J impede a beno divina.
CJ.36:1 1 Prosseguiu ainda Eli, e disse:
CJ.36:2 2 Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda h razes a favor de Deus.
CJ.36:3 3 De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justia.
CJ.36:4 4 Porque na verdade, as minhas palavras no sero falsas; contigo est um que tem perfeito conhecimento.
CJ.36:5 5 Eis que Deus mui grande, contudo a ningum despreza; grande em fora e sabedoria.
CJ.36:6 6 Ele no preserva a vida do mpio, e faz justia aos aflitos.
CJ.36:7 7 Do justo no tira os seus olhos; antes esto com os reis no trono; ali os assenta para sempre, e assim so exaltados.
CJ.36:8 8 E se esto presos em grilhes, amarrados com cordas de aflio,
CJ.36:9 9 Ento lhes faz saber a obra deles, e as suas transgresses, porquanto prevaleceram nelas.
CJ.36:10 10 Abre-lhes tambm os seus ouvidos, para sua disciplina, e ordena-lhes que se convertam da maldade.
CJ.36:11 11 Se o ouvirem, e o servirem, acabaro seus dias em bem, e os seus anos em delcias.
CJ.36:12 12 Porm se no o ouvirem, espada sero passados, e expiraro sem conhecimento.
CJ.36:13 13 E os hipcritas de corao amontoam para si a ira; e amarrando-os ele, no clamam por socorro.
CJ.36:14 14 A sua alma morre na mocidade, e a sua vida perece entre os impuros.
CJ.36:15 15 Ao aflito livra da sua aflio, e na opresso se revela aos seus ouvidos.
CJ.36:16 16 Assim tambm te desviar da boca da angstia para um lugar espaoso, em que no h aperto, e as iguarias da tua mesa sero cheias de gordura.
CJ.36:17 17 Mas tu ests cheio do juzo do mpio; o juzo e a justia te sustentam.
CJ.36:18 18 Porquanto h furor, guarda-te de que no sejas atingido pelo castigo violento, pois nem com resgate algum te livrarias dele.
CJ.36:19 19 Estimaria ele tanto tuas riquezas? No, nem ouro, nem todas as foras do poder.
CJ.36:20 20 No suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu lugar.
CJ.36:21 21 Guarda-te, e no declines para a iniqidade; porquanto isso escolheste antes que a aflio.
CJ.36:22 22 Eis que Deus excelso em seu poder; quem ensina como ele?
CJ.36:23 23 Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou, quem lhe dir: Tu cometeste maldade?
CJ.36:24 24 Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam.
CJ.36:25 25 Todos os homens a vem, e o homem a enxerga de longe.
CJ.36:26 26 Eis que Deus grande, e ns no o compreendemos, e o nmero dos seus anos no se pode esquadrinhar.
CJ.36:27 27 Porque faz midas as gotas das guas que, do seu vapor, derramam a chuva,
CJ.36:28 28 A qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente.
CJ.36:29 29 Porventura pode algum entender as extenses das nuvens, e os estalos da sua tenda?
CJ.36:30 30 Eis que estende sobre elas a sua luz, e encobre as profundezas do mar.
CJ.36:31 31 Porque por estas coisas julga os povos e lhes d mantimento em abundncia.
CJ.36:32 32 Com as nuvens encobre a luz, e ordena no brilhar, interpondo a nuvem.
CJ.36:33 33 O que nos d a entender o seu pensamento, como tambm ao gado, acerca do temporal que sobe.
Comentrio Adventista Verso J > 37 > Deus deve ser temido pelos seus grandes feitos.
CJ.37:1 1 Sobre isto tambm treme o meu corao, e salta do seu lugar.
CJ.37:2 2 Atentamente ouvi a indignao da sua voz, e o sonido que sai da sua boca.
CJ.37:3 3 Ele o envia por debaixo de todos os cus, e a sua luz at aos confins da terra.
CJ.37:4 4 Depois disto ruge uma voz; ele troveja com a sua voz majestosa; e ele no os detm quando a sua voz ouvida.
CJ.37:5 5 Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que ns no podemos compreender.
CJ.37:6 6 Porque neve diz: Cai sobre a terra; como tambm garoa e sua forte chuva.
CJ.37:7 7 Ele sela as mos de todo o homem, para que conheam todos os homens a sua obra.
CJ.37:8 8 E as feras entram nos seus esconderijos e ficam nas suas cavernas.
CJ.37:9 9 Da recmara do sul sai o tufo, e do norte o frio.
CJ.37:10 10 Pelo sopro de Deus se d a geada, e as largas guas se congelam.
CJ.37:11 11 Tambm de umidade carrega as grossas nuvens, e esparge as nuvens com a sua luz.
CJ.37:12 12 Ento elas, segundo o seu prudente conselho, se espalham em redor, para que faam tudo quanto lhes ordena sobre a superfcie do mundo na terra.
CJ.37:13 13 Seja que por vara, ou para a sua terra, ou por misericrdia as faz vir.
CJ.37:14 14 A isto, J, inclina os teus ouvidos; para, e considera as maravilhas de Deus.
CJ.37:15 15 Porventura sabes tu como Deus as opera, e faz resplandecer a luz da sua nuvem?
CJ.37:16 16 Tens tu notcia do equilbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que perfeito nos conhecimentos?
CJ.37:17 17 Ou de como as tuas roupas aquecem, quando do sul h calma sobre a terra?
CJ.37:18 18 Ou estendeste com ele os cus, que esto firmes como espelho fundido?
CJ.37:19 19 Ensina-nos o que lhe diremos: porque ns nada poderemos pr em boa ordem, por causa das trevas.
CJ.37:20 20 Contar-lhe-ia algum o que tenho falado? Ou desejaria um homem que ele fosse devorado?
CJ.37:21 21 E agora no se pode olhar para o sol, que resplandece nas nuvens, quando o vento, tendo passado, o deixa limpo.
CJ.37:22 22 O esplendor de ouro vem do norte; pois, em Deus h uma tremenda majestade.
CJ.37:23 23 Ao Todo-Poderoso no podemos alcanar; grande em poder; porm a ningum oprime em juzo e grandeza de justia.
CJ.37:24 24 Por isso o temem os homens; ele no respeita os que se julgam sbios de corao.
Comentrio Adventista Verso J > 38 > Deus responde a J.
CJ.38:1 1 Depois disto o SENHOR respondeu a J de um redemoinho, dizendo:
CJ.38:2 2 Quem este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
CJ.38:3 3 Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinars.
CJ.38:4 4 Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligncia.
CJ.38:5 5 Quem lhe ps as medidas, se que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
CJ.38:6 6 Sobre que esto fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina,
CJ.38:7 7 Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?
CJ.38:8 8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre;
CJ.38:9 9 Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escurido por faixa?
CJ.38:10 10 Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
CJ.38:11 11 E disse: At aqui virs, e no mais adiante, e aqui se parar o orgulho das tuas ondas?
CJ.38:12 12 Ou desde os teus dias deste ordem madrugada, ou mostraste alva o seu lugar;
CJ.38:13 13 Para que pegasse nas extremidades da terra, e os mpios fossem sacudidos dela;
CJ.38:14 14 E se transformasse como o barro sob o selo, e se pusessem como vestidos;
CJ.38:15 15 E dos mpios se desvie a sua luz, e o brao altivo se quebrante;
CJ.38:16 16 Ou entraste tu at s origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?
CJ.38:17 17 Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?
CJ.38:18 18 Ou com o teu entendimento chegaste s larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto.
CJ.38:19 19 Onde est o caminho onde mora a luz? E, quanto s trevas, onde est o seu lugar;
CJ.38:20 20 Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa?
CJ.38:21 21 De certo tu o sabes, porque j ento eras nascido, e por ser grande o nmero dos teus dias!
CJ.38:22 22 Ou entraste tu at aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,
CJ.38:23 23 Que eu retenho at ao tempo da angstia, at ao dia da peleja e da guerra?
CJ.38:24 24 Onde est o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
CJ.38:25 25 Quem abriu para a inundao um leito, e um caminho para os relmpagos dos troves,
CJ.38:26 26 Para chover sobre a terra, onde no h ningum, e no deserto, em que no h homem;
CJ.38:27 27 Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva?
CJ.38:28 28 A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
CJ.38:29 29 De que ventre procedeu o ge-lo? E quem gerou a geada do cu?
CJ.38:30 30 Como debaixo de pedra as guas se endurecem, e a superfcie do abismo se congela.
CJ.38:31 31 Ou poders tu ajuntar as delcias do Sete-estrelo ou soltar os cordis do Orion?
CJ.38:32 32 Ou produzir as constelaes a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?
CJ.38:33 33 Sabes tu as ordenanas dos cus, ou podes estabelecer o domnio deles sobre a terra?
CJ.38:34 34 Ou podes levantar a tua voz at s nuvens, para que a abundncia das guas te cubra?
CJ.38:35 35 Ou mandars aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?
CJ.38:36 36 Quem ps a sabedoria no ntimo, ou quem deu mente o entendimento?
CJ.38:37 37 Quem numerar as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos cus, quem os esvaziar,
CJ.38:38 38 Quando se funde o p numa massa, e se apegam os torres uns aos outros?
CJ.38:39 39 Porventura caars tu presa para a leoa, ou saciars a fome dos filhos dos lees,
CJ.38:40 40 Quando se agacham nos covis, e esto espreita nas covas?
CJ.38:41 41 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por no terem o que comer?
Comentrio Adventista Verso J > 39 > Deus continua respondendo a J.
CJ.39:1 1 Sabes tu o tempo em que as cabras montesas tm filhos, ou observastes as cervas quando do suas crias?
CJ.39:2 2 Contars os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto?
CJ.39:3 3 Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lanam de si as suas dores.
CJ.39:4 4 Seus filhos enrijam, crescem com o trigo; saem, e nunca mais tornam para elas.
CJ.39:5 5 Quem despediu livre o jumento monts, e quem soltou as prises ao jumento bravo,
CJ.39:6 6 Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada?
CJ.39:7 7 Ri-se do rudo da cidade; no ouve os muitos gritos do condutor.
CJ.39:8 8 A regio montanhosa o seu pasto, e anda buscando tudo que est verde.
CJ.39:9 9 Ou, querer-te- servir o boi selvagem? Ou ficar no teu curral?
CJ.39:10 10 Ou com corda amarrars, no arado, ao boi selvagem? Ou escavar ele os vales aps ti?
CJ.39:11 11 Ou confiars nele, por ser grande a sua fora, ou deixars a seu cargo o teu trabalho?
CJ.39:12 12 Ou fiars dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira?
CJ.39:13 13 A avestruz bate alegremente as suas asas, porm, so benignas as suas asas e penas?
CJ.39:14 14 Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no p,
CJ.39:15 15 E se esquece de que algum p os pode pisar, ou que os animais do campo os podem calcar.
CJ.39:16 16 Endurece-se para com seus filhos, como se no fossem seus; debalde seu trabalho, mas ela est sem temor,
CJ.39:17 17 Porque Deus a privou de sabedoria, e no lhe deu entendimento.
CJ.39:18 18 A seu tempo se levanta ao alto; ri-se do cavalo, e do que vai montado nele.
CJ.39:19 19 Ou dars tu fora ao cavalo, ou revestirs o seu pescoo com crinas?
CJ.39:20 20 Ou espant-lo-s, como ao gafanhoto? Terrvel o fogoso respirar das suas ventas.
CJ.39:21 21 Escarva a terra, e folga na sua fora, e sai ao encontro dos armados.
CJ.39:22 22 Ri-se do temor, e no se espanta, e no torna atrs por causa da espada.
CJ.39:23 23 Contra ele rangem a aljava, o ferro flamante da lana e do dardo.
CJ.39:24 24 Agitando-se e indignando-se, serve a terra, e no faz caso do som da buzina.
CJ.39:25 25 Ao soar das buzinas diz: Eia! E cheira de longe a guerra, e o trovo dos capites, e o alarido.
CJ.39:26 26 Ou voa o gavio pela tua inteligncia, e estende as suas asas para o sul?
CJ.39:27 27 Ou se remonta a guia ao teu mandado, e pe no alto o seu ninho?
CJ.39:28 28 Nas penhas mora e habita; no cume das penhas, e nos lugares seguros.
CJ.39:29 29 Dali descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.
CJ.39:30 30 E seus filhos chupam o sangue, e onde h mortos, ali est ela.
Comentrio Adventista Verso J > 40 > J humilha-se perante Deus.
CJ.40:1 1 Respondeu mais o SENHOR a J, dizendo:
CJ.40:2 2 Porventura o contender contra o Todo-Poderoso sabedoria? Quem argi assim a Deus, responda por isso.
CJ.40:3 3 Ento J respondeu ao SENHOR, dizendo:
CJ.40:4 4 Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mo ponho boca.
CJ.40:5 5 Uma vez tenho falado, e no replicarei; ou ainda duas vezes, porm no prosseguirei.
CJ.40:6 6 Ento o SENHOR respondeu a J de um redemoinho, dizendo:
CJ.40:7 7 Cinge agora os teus lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me explicars.
CJ.40:8 8 Porventura tambm tornars tu vo o meu juzo, ou tu me condenars, para te justificares?
CJ.40:9 9 Ou tens brao como Deus, ou podes trovejar com voz como ele o faz?
CJ.40:10 10 Orna-te, pois, de excelncia e alteza; e veste-te de majestade e de glria.
CJ.40:11 11 Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo o soberbo, e abate-o.
CJ.40:12 12 Olha para todo o soberbo, e humilha-o, e atropela os mpios no seu lugar.
CJ.40:13 13 Esconde-os juntamente no p; ata-lhes os rostos em oculto.
CJ.40:14 14 Ento tambm eu a ti confessarei que a tua mo direita te poder salvar.
CJ.40:15 15 Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi.
CJ.40:16 16 Eis que a sua fora est nos seus lombos, e o seu poder nos msculos do seu ventre.
CJ.40:17 17 Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas esto entretecidos.
CJ.40:18 18 Os seus ossos so como tubos de bronze; a sua ossada como barras de ferro.
CJ.40:19 19 Ele obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.
CJ.40:20 20 Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam.
CJ.40:21 21 Deita-se debaixo das rvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama.
CJ.40:22 22 As rvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
CJ.40:23 23 Eis que um rio transborda, e ele no se apressa, confiando ainda que o Jordo se levante at sua boca.
CJ.40:24 24 Pod-lo-iam porventura caar vista de seus olhos, ou com laos lhe furar o nariz?
Comentrio Adventista Verso J > 41 > Deus prossegue.
CJ.41:1 1 Poders tirar com anzol o leviat, ou ligars a sua lngua com uma corda?
CJ.41:2 2 Podes pr um anzol no seu nariz, ou com um gancho furar a sua queixada?
CJ.41:3 3 Porventura multiplicar as splicas para contigo, ou brandamente falar?
CJ.41:4 4 Far ele aliana contigo, ou o tomars tu por servo para sempre?
CJ.41:5 5 Brincars com ele, como se fora um passarinho, ou o prenders para tuas meninas?
CJ.41:6 6 Os teus companheiros faro dele um banquete, ou o repartiro entre os negociantes?
CJ.41:7 7 Enchers a sua pele de ganchos, ou a sua cabea com arpes de pescadores?
CJ.41:8 8 Pe a tua mo sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentars.
CJ.41:9 9 Eis que v a esperana de apanh-lo; pois no ser o homem derrubado s ao v-lo?
CJ.41:10 10 Ningum h to atrevido, que a despert-lo se atreva; quem, pois, aquele que ousa erguer-se diante de mim?
CJ.41:11 11 Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que est debaixo de todos os cus meu.
CJ.41:12 12 No me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande fora, nem a graa da sua compostura.
CJ.41:13 13 Quem descobrir a face da sua roupa? Quem entrar na sua couraa dobrada?
CJ.41:14 14 Quem abrir as portas do seu rosto? Pois ao redor dos seus dentes est o terror.
CJ.41:15 15 As suas fortes escamas so o seu orgulho, cada uma fechada como com selo apertado.
CJ.41:16 16 Uma outra se chega to perto, que nem o ar passa por entre elas.
CJ.41:17 17 Umas s outras se ligam; tanto aderem entre si, que no se podem separar.
CJ.41:18 18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos so como as plpebras da alva.
CJ.41:19 19 Da sua boca saem tochas; fascas de fogo saltam dela.
CJ.41:20 20 Das suas narinas procede fumaa, como de uma panela fer-vente, ou de uma grande caldeira.
CJ.41:21 21 O seu hlito faz incender os carves; e da sua boca sai chama.
CJ.41:22 22 No seu pescoo reside a fora; diante dele at a tristeza salta de prazer.
CJ.41:23 23 Os msculos da sua carne esto pegados entre si; cada um est firme nele, e nenhum se move.
CJ.41:24 24 O seu corao firme como uma pedra e firme como a m de baixo.
CJ.41:25 25 Levantando-se ele, tremem os valentes; em razo dos seus abalos se purificam.
CJ.41:26 26 Se algum lhe tocar com a espada, essa no poder pene-trar, nem lana, dardo ou flecha.
CJ.41:27 27 Ele considera o ferro como palha, e o cobre como pau podre.
CJ.41:28 28 A seta o no far fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
CJ.41:29 29 As pedras atiradas so para ele como arestas, e ri-se do brandir da lana;
CJ.41:30 30 Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama.
CJ.41:31 31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungento.
CJ.41:32 32 Aps si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cs.
CJ.41:33 33 Na terra no h coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor.
CJ.41:34 34 Ele v tudo que alto; rei sobre todos os filhos da soberba.
Comentrio Adventista Verso J > 42 > J arrepende-se; Deus manda os amigos de J ir ter com ele; Deus confere a J o dobro da prosperidade que tinha antes.
CJ.42:1 1 Ento respondeu J ao SENHOR, dizendo:
CJ.42:2 2 Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propsitos pode ser impedido.
CJ.42:3 3 Quem este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que no entendia; coisas que para mim eram inescrutveis, e que eu no entendia.
CJ.42:4 4 Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinars.
CJ.42:5 5 Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vem os meus olhos.
CJ.42:6 6 Por isso me abomino e me arrependo no p e na cinza.
CJ.42:7 7 Sucedeu que, acabando o SENHOR de falar a J aquelas palavras, o SENHOR disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque no falastes de mim o que era reto, como o meu servo J.
CJ.42:8 8 Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo J, e oferecei holocaustos por vs, e o meu servo J orar por vs; porque deveras a ele aceitarei, para que eu no vos trate conforme a vossa loucura; porque vs no falastes de mim o que era reto como o meu servo J.
CJ.42:9 9 Ento foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o SENHOR lhes dissera; e o SENHOR aceitou a face de J.
CJ.42:10 10 E o SENHOR virou o cativeiro de J, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto J antes possua.
CJ.42:11 11 Ento vieram a ele todos os seus irmos, e todas as suas irms, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele po em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o SENHOR lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma pea de dinheiro, e um pendente de ouro.
CJ.42:12 12 E assim abenoou o SENHOR o ltimo estado de J, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas.
CJ.42:13 13 Tambm teve sete filhos e trs filhas.
CJ.42:14 14 E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quren-Hapuque.
CJ.42:15 15 E em toda a terra no se acharam mulheres to formosas como as filhas de J; e seu pai lhes deu herana entre seus irmos.
CJ.42:16 16 E depois disto viveu J cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, at quarta gerao.
CJ.42:17 17 Ento morreu J, velho e farto de dias.